Pelos 10 mil km, deves estar a falar da exosfera.
Na realidade, para lá da exosfera existe a geocorona, que se estende para lá da órbita da lua, tipicamente orientada na direcção oposta à da radiação do sol.
Em ambos os casos, inclusive em partes da termosfera tens órbitas estáveis, o que significa que o efeito das partículas daquilo que chamas de atmosfera mal tem impacto nos objectos que a atravessam.
Aviões não conseguem suster voo fora da estratosfera, o que quer dizer que não tens ar suficiente para conseguir gerar a força necessária para sustentação. Pelo menos não sem serem obrigados a atingir velocidades equiparáveis a órbitas, ponto em que o consumo de energia para manter o voo é praticamente inútil.
No topo da troposfera não consegues respirar e terás mesmo bastantes dificuldades em altitudes como as do pico do monte Evereste. Mesmo em altitudes mais baixas, como a 3 km de altitude, o teu corpo já nota os sinais da baixa concentração de oxigénio.
No fundo, o que quero dizer é que não tens propriamente uma forma de definir atmosfera sem contexto.
A esfera de Hill da terra tem um alcance de 1.47 mil milhões de km, o que quer dizer que as partículas que estejam geralmente a acompanhar a órbita da terra em torno do sol estarão, geralmente, sob a influência da gravidade da terra.
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