As primeiras semanas seriam caóticas, já que as usinas iriam ficar sem energia e cercas elétricas parariam de funcionar, deixando soltos por aí cerca de 1,5 bilhão de vacas, 1 bilhão de suínos e 20 bilhões de frangos. Famintos e sem alguém para os alimentar, a maioria destes animais iria morrer de fome ou virar o almoço de mais de meio milhão de cães e mais ou menos o mesmo tanto de gatos, que agora precisam se virar sozinhos para comer.
Claro que a maioria das nossas raças de animais domésticos não conseguiriam se adaptar à vida selvagem e provavelmente acabariam sendo vencidas por vira-latas mais resistentes. Isso sem falar em animais maiores, como lobos e gatos selvagens. Outros animais que dependem de humanos, de ratos a baratas, sofreriam uma redução populacional drástica.
Nas cidades, muitas de nossas ruas se transformariam em rios e, sem energia para mantê-los secos, os túneis de metrôs logo se encheriam de água. As avenidas que não estiverem submersas logo serão tomadas por ervas e trepadeiras, abrigando também árvores maiores.
Porém, antes que isso aconteça, cidades inteiras que abrigam muitas casas de madeira seriam arrasadas pelo fogo, já que, sem bombeiros, apenas um raio é necessário para fazer um estrago enorme. No interior, as casas seriam tomadas por cupins e outros decompositores.
Depois de 100 anos, todas as estruturas de madeira terão desaparecido e edifícios de concreto, carros e até mesmo pontes não estariam muito longe deste mesmo destino.
A maioria das espécies de animais do mundo – ao menos aquelas que não levamos à extinção – voltarão aos níveis que ocupavam antes de nós evoluirmos. Contudo, a sua distribuição será alterada para sempre. Agora, camelos passeiam pela Austrália, enquanto na América do Norte, dezenas de espécies de pássaros “importadas” da Europa continuarão a prosperar.
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