A maioria dos planetas depende de sua magnetosfera como proteção contra a perda atmosférica devido à "erosão" do vento solar. Uma magnetosfera é um campo magnético induzido pela movimentação de cargas dentro de uma estrela ou planeta, e o último caso atua como uma barreira para partículas carregadas, fazendo com que se desviem ao redor do campo.
Sem esse escudo magnético, átomos e moléculas na atmosfera superior podem ficar tão energizados por partículas de alta energia do vento solar que atingem a velocidade de escape e são arrastadas para longe do planeta.
O desolado e pequeno planeta Marte é muito menor do que a Terra e, como resultado, seu núcleo metálico esfriou muito mais rapidamente do que o nosso. Depois que as correntes circulantes desapareceram, o campo magnético induzido também desapareceu, e a atmosfera marciana foi lentamente arrastada para o espaço. Atualmente, a atmosfera marciana está em estado de equilíbrio, com as perdas equilibradas pelo gás liberado pela crosta, que é mais ativa do que se pensava anteriormente.
Vênus é uma exceção a essa regra geral e possui a atmosfera mais espessa de todos os planetas rochosos, apesar de não ter magnetosfera expressiva. No entanto, é protegido por uma atmosfera superior complexa e de circulação rápida que possui uma ionosfera altamente carregada. Essa camada ionizada repele o campo magnético solar e desempenha o papel protetor de uma magnetosfera.
Contudo, a magnetosfera induzida está próxima da superfície e a exosfera está sujeita a perdas dos ventos solares, principalmente íons positivos de hidrogênio, hélio e oxigênio. As moléculas mais pesadas de CO2 estão mais fortemente ligadas à gravidade venusiana e tendem a não se perder, mantendo assim um fortíssimo efeito estufa no planeta.
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