Não existe um único “lugar mais quente” permanente.
Considerando toda a história do cosmos, o Universo inteiro foi o ambiente mais quente logo após o Big Bang. Nos primeiros instantes, a temperatura superava trilhões de kelvin e, quanto mais perto do instante inicial, maior seria. Não era um ponto específico, pois todo o Universo observável estava nesse estado.
No Universo atual, as maiores temperaturas naturais provavelmente surgem por instantes em colisões de estrelas de nêutrons e no colapso de estrelas massivas. Simulações indicam que fusões de estrelas de nêutrons podem atingir dezenas ou até cerca de 100 MeV, aproximadamente 1 trilhão de kelvin. Esse valor é estimado por modelos físicos, não medido diretamente com um termômetro.
Curiosamente, a matéria mais quente já produzida e estudada diretamente foi criada na Terra. Colisões de núcleos atômicos no LHC formam plasma de quarks e glúons com temperaturas de alguns trilhões de kelvin. Uma medição do CERN estimou cerca de 2,5 trilhões de kelvin, mas o material existe por uma fração minúscula de segundo e numa região menor que um átomo.
Assim, o Universo primordial foi o ambiente mais quente que conhecemos. Entre fenômenos naturais atuais, fusões de estrelas de nêutrons estão entre os principais candidatos. Entre temperaturas produzidas e estudadas diretamente, o recorde pertence aos aceleradores de partículas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário