Ao contrário.
A densidade de matéria no universo é tal que, se você se afastar da Terra em linha reta em qualquer direção, com altíssima probabilidade nunca vai colidir com absolutamente nada.
Hoje à noite olhe para o céu.
É preto retinto, com a exceção dalgumas estrelas que são apenas pontinhos.
Este foi chamado do Paradoxo de Olbers.
A ideia nasceu do raciocínio de que num Universo estático, eterno, infinito e com distribuição regular de infinitas estrelas, o céu noturno deveria ser brilhante.
Para onde quer que olhássemos a nossa linha de visão iria dar numa estrela, já que sendo infinitas, daqui até ao infinito, sempre haveria uma estrela cobrindo esse pontinho de céu.
E não é isso que acontece,
E ainda bem, porque senão morreríamos todos carbonizados, uma vez que a temperatura superficial de qualquer estrela é de milhares de graus e o céu seria um forno.
Mas afinal porque é que o céu não é uniformemente brilhante?
- O Universo não é estático — está em Expansão — e quanto mais longe está uma estrela mais a sua luz é desviada para o vermelho (redshift) perdendo energia.
- O Universo não é eterno — teve Origem há uns 13,77 bilhões de anos — e portanto as estrelas não são, nem poderiam ser, infinitas.
- O Universo não é infinito — pelo menos a parte que nos é Observável — até porque graças à sua expansão, a partir duns 46 bilhões de anos-luz o tecido do espaço (com todas as galáxias, estrelas, etc.) está a afastar-se de nós mais rápido que a própria luz.
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