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sábado, 25 de janeiro de 2014

Uma Cratera Notável



Encravada no setor leste do Oceanus Procellarum ou Oceano das Tormentas, Copérnico foi escavada num velho, frio e desolado oceano de basalto solidificado. Essa cratera de impacto de tão brilhante é visível a olho nu, pois é dotada de um fantástico sistema de raios brilhantes. Ela possui 93 km de diâmetro e o seu piso interno encontra-se a 3760 metros de profundidade. De forma curiosamente hexagonal as suas muralhas sobem de maneira escalonada em direção às bordas, formando assim gigantescos degraus ou platôs dispostos como montanhas circulares. No seu interior podemos apreciar 5 montanhas brilhantes que podem ser nítidamente visualizadas (resolvidas) com aumentos da ordem de 200x a 250x. Essa cratera vem acompanhada de uma capa de ejetos ao seu redor com rochas e fragmentos, e cujo impacto que a originou atravessou boa parte do regolito (a camada superficial da lua) e escavaram o sub-solo penetrando na crosta. Podemos assim estimar a constituição dessas áreas intermediárias entre um platô e outro nas paredes dessa cratera. 

Alguns escurecimentos observados nas deposições dos ejetos dentro dela escureceram a estratigrafia que existia anteriormente. Um pouco mais afastado e ao seu redor, com instrumentos que permitam a cifra de 200x de aumentos veremos que essa área está crivada de pequenas crateras ou poços crateriformes, e essas são as crateras secundárias que passaram a desempenhar uma função importante na formação da capa de ejetos, na proporção em que os blocos e os fragmentos ejetados do interior durante o impacto alteraram as áreas mais próximas, parcialmente ou totalmente. Cerca de 20% da capa de ejetos é constituída de materiais provenientes da própria cratera, e os outros 80% restantes são materiais da superfície que foram revolvidos pelos ejetos primários a eles misturados.


Crateras mais recentes como Copérnico tem como característica predominante os sistemas de raias (ou raios) brilhantes, que se espalham pela superfície lunar e se destacam notadamente durante a lua cheia facilitando assim a sua localização a olho nu.


Com o passar do tempo essas estruturas serão os primeiros elementos constituintes a desaparecerem, e nesse caso a superfície das rochas expostas serão mais reflexivas do que os fragmentos submetidos às radiações que bombardearam a Lua durante todos esses milhões de anos. Podemos supor com segurança que as faixas brilhantes irão se desvanecer à medida em que os ejetos inicialmente claros serão fundidos por impactos secundários, e ainda quando forem misturadas e revolvidas com o regolito nos locais de deposição do material ejetado à partir do ponto zero do impacto.
Vários fatores irão também afetar sua evolução no futuro, e após o desaparecimento de seu sistema de raios brilhantes os principais processos dessa degradação serão a destruição por mais impactos, a erosão, o soterramento e a acomodação resultante da deposição de materiais.
As paredes também serão desgastadas por um grande número de pequenos impactos, e essa erosão em menor escala com o tempo seguirá aterrando a borda interior dessas muralhas suavizando assim as suas formas internas. 

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