A primeira coisa que você deve entender é que a expansão do universo não é limitada pela velocidade da luz, mas todo o resto é.
No início do universo, houve uma expansão rápida acima da velocidade da luz que separou visualmente diferentes partes do universo. Naquele ponto se tornou impossível ver algumas partes do universo do ponto de vista de outros lugares. Esta expansão do espaço continua hoje em dia, e apesar da velocidade da luz ser uma constante através do tempo, a expansão do espaço se acelera e varia de acordo com a parte do universo em que você está.
Por conta disto, há aproximadamente quatorze bilhões de anos, quando o universo era muito, muito jovem, ele criou o que nós agora chamamos de "Esfera Hubble".
A borda da Esfera Hubble define o limite de nossa capacidade de observar o universo, porque ela está literalmente na distância máxima que a luz conseguiria viajar desde a repentina expansão do universo há quatorze bilhões de anos. Apesar da Esfera Hubble continuar a crescer à velocidade da luz, o resto do universo está crescendo muito mais rápido do que isto, e tudo fora da Esfera de Hubble está se afastando de nós mais rapidamente do que a luz.
As melhores estimativas dizem que o universo tem noventa e três bilhões de anos-luz de diâmetro agora, mas esta medição não é precisa porque, ao contrário da Esfera Hubble, o universo não deve ser esférico.
Isso significa que apenas cerca de seis por cento do volume do universo está dentro de nossa Esfera Hubble. Isso é tudo que seremos capazes de ver e, pior, conforme a Esfera Hubble aumenta, mais difícil fica ver as coisas na borda. Daqui a quatorze bilhões de anos, por exemplo, é provável que a maioria das galáxias em nossa agora muito maior Esfera Hubble não será visível para nós—porque estarão muito distantes e apagadas.
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