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sábado, 2 de junho de 2012



A nebulosa Sharpless 2-71, ou Sh2-71, que aparece na foto, é uma nebulosa planetária, e como tal, é o resultado da expansão da camada externa de uma estrela, quando termina o combustível de hidrogênio dela. A camada expande e esfria, formando uma nuvem em torno dos restos da estrela original, mas então as poderosas emissões de radiação ultravioleta da estrela fazem com que a nebulosa brilhe.
Olhando para a foto, a gente vê uma estrela brilhante bem próxima do centro da nebulosa. A princípio, acreditava-se que esta estrela era a estrela que originou a nebulosa, mas alguns especialistas estão questionando esta ideia.
Se você olhar para a foto, há uma estrela azulada, mais fraquinha, um pouco para a direita e abaixo da estrela central. Pois bem, alguns especialistas acreditam que esta seja a estrela mãe da nebulosa. Um dos motivos é que a estrela mais brilhante, que faz parte de um sistema binário, parece não emitir radiação suficiente de ultra-violeta energético para produzir o brilho intenso da nebulosa, ao mesmo tempo que a estrela azul parece que sim.
Além disso, considerando a distância em que se encontra do material da nebulosa, a estrela azul tem o tamanho certo para ser o que sobrou da estrela que originou a nebulosa, diz David Frew, da Univesidade Macquarie, em Sydney, Austrália. Frew faz parte de uma equipe de pesquisadores que está estudando a estrela azul para compreender melhor sua natureza.
Por outro lado, os pesquisadores apontam que a natureza binária da estrela central explicaria a forma assimétrica da nebulosa. Mas a estrela companheira da estrela central ainda não foi vista, e não se sabe se ela é quente o suficiente para causar o brilho da nebulosa, ou se a estrela mais azul é por sua vez parte de um outro sistema binário.
É possível ainda, segundo Frew, que a estrela binária central e a estrela azul tenham um papel na evolução da nebulosa. Então teriam pelo menos três estrelas neste sistema.
Por enquanto, os cientistas continuam tentando entender o mecanismo caótico que gerou uma nebulosa tão irregular. A bela imagem foi feita pelo telescópio Gemini Norte, no Havaí, a cerca de 3.260 anos-luz de nós, na constelação Aquila ou Águia.

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