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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Voltando a um tempo atrás



Em novembro de 2014, tivemos o histórico primeiro pouso de uma espaçonave num cometa. O módulo Philae realizou uma descida emocionante até a superfície do Churyumov-Gerasimenko e trabalhou lá por quase três dias, antes de esgotar suas baterias. Agora, chegou a hora de se preparar para um segundo pouso.

A Agência Espacial Europeia já está planejando a descida final da sonda Rosetta. Foi ela quem levou de carona o Philae até o cometa Chury. A ideia dos cientistas é conduzir a orbitadora a uma descida suave na região que foi batizada de Agilkia — local onde o Philae originalmente devia se estabelecer. Mas acabou que ele só quicou lá e foi parar em outro canto, bem longe dali.

O pessoal da ESA ainda está fazendo testes e resolvendo os últimos detalhes do plano, mas o objetivo é realizar a descida no dia 30 de setembro, encerrando com chave de ouro a missão Rosetta, que foi lançada em 2004 e passou dois anos em órbita do Churyumov-Gerasimenko. Não sabemos se ela sobreviverá ao contato com o solo do cometa. Afinal, ela nunca foi projetada para pousar.

O único precedente para a operação foi dado pela sonda americana Near Shoemaker, que orbitou o asteroide Eros por um ano antes de ser conduzida a um pouso suave em sua superfície, em fevereiro de 2001. Surpreendentemente, a orbitadora resistiu à descida e conseguiu colher informações de composição do solo em altíssima resolução. Pode a Rosetta fazer o mesmo?

O pouso de agora é mais ousado, pois cometas têm superfície bem mais ativa que asteroides. Há apenas uma semana, a Rosetta passou por um grande aperto, quando seu rastreador de estrelas (usado para navegação e controle da órbita) foi confundido pela poeira que subia do solo do Chury. Isso, a 5 km da superfície. Imagine como será tentar pousar lá. Ou melhor, nem imagine. Em breve, saberemos.

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