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sábado, 13 de julho de 2013

Há um disco compacto em Marte. Mas de quem é?

mars

Um in­ves­ti­ga­dor OVNI do Alien Disclosure Group, Stephen Hannard, no­tou um es­tra­nho ob­jeto bri­lhante cap­tado pela câ­mara da sonda Curiosity. No YouTube e em vá­rios sí­tios de­di­ca­dos a es­tas coi­sas do so­bre­na­tu­ral cós­mico, há quem diga que é um disco com­pacto – a forma mais ca­tita com que são co­nhe­ci­dos os CD.
Se va­mos ad­mi­tir a pos­si­bi­li­dade de um disco com­pacto ter sido fo­to­gra­fado na su­per­fí­cie de Marte, en­tão é pre­ciso identificá-lo. De quem será o ál­bum? De Bruno Mars? Seria apro­pri­ado, dado o ape­lido. Ou será que a Curiosity vai mover-se ao som do Ai se eu te pego da­quele can­tor, o Não-sei-quantas de Quero-lá-saber? Que des­co­ber­tas ci­en­tí­fi­cas po­derá ins­pi­rar? Que di­rão os mar­ci­a­nos de nós?




Será um CD do Windows 8 que al­guém lan­çou pela ja­nela, fu­ri­oso por pas­sar vá­rias ho­ras à pro­cura do menu Iniciar? Terá o CD atin­gido a ve­lo­ci­dade de es­cape e, gra­ças aos mis­te­ri­o­sos de­síg­nios da gra­vi­dade e dos ri­co­che­tes cós­mi­cos, atin­gido o pla­neta vermelho?
Tudo é pos­sí­vel de acon­te­cer no Reino das Luminárias, mas an­tes de es­pe­cu­lar so­bre os gos­tos mu­si­cais dos mar­ci­a­nos vou con­si­de­rar a pos­si­bi­li­dade – pouco plau­sí­vel, ad­mito já – de que em Marte não exis­tem dis­cos com­pac­tos. Ou DVD. Ou Blu-Ray. Caramba, nem dis­cos de vi­nil. Vamos por­tanto ad­mi­tir que aquilo é um atraso de vida do ponto de vista de um melómano.

PIA16797

Alto e para o baile

Em Abril deste ano, a sonda Curiosity pas­sou por cima de uma pe­dra e partiu-a. Quando os ci­en­tis­tas exa­mi­na­ram o in­te­rior, no­ta­ram que ela era branca.
Ora, é ver­dade que esta cor branca pode in­di­car, so­bre­tudo se fo­to­gra­fada de longe e com a pre­ci­osa ajuda da ‘lente’ Pareidolia, a pre­sença de um disco com­pacto a bri­lhar à luz do sol, mas os ci­en­tis­tas op­ta­ram por ou­tra hi­pó­tese: a cor in­dica es­tar­mos na pre­sença de mi­ne­rais hi­dra­ta­dos – sul­fato de só­dio – for­ma­dos quando ainda ha­via água na su­per­fí­cie do pla­neta. Será que a fo­to­gra­fia do disco com­pacto é a pe­dra que a Curiosity pi­sou, re­ve­lando o seu in­te­rior branco?
E se for uma ro­cha dura com uma su­per­fí­cie muito fina por ter sido po­lida pelo vento du­rante mi­lhões de anos? Também é possível.
Temos en­tão três pos­si­bi­li­da­des:
1. ro­cha po­lida pelo vento;
2. a pre­sença dos mi­ne­rais hi­dra­ta­dos de­mons­trando que ou­trora a água cor­reu em Marte e, com a água, tal­vez te­nha exis­tido vida;
3. al­gu­res num pas­sado muito dis­tante, uma ci­vi­li­za­ção mar­ci­ana ado­tou o disco com­pacto, de­si­lu­dindo to­dos os pu­ris­tas que con­si­de­ram que os dis­cos de vi­nil têm um som mais «quente». Neste caso, a Curiosity não des­co­briu in­dí­cios de uma vida pas­sada, mas os res­tos de uma fá­brica de CD…

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