Um novo estudo publicado com dados do Observatório Gemini quebrou um dos paradigmas mais antigos sobre como os sistemas planetários se formam ao analisar um exoplaneta ultraquente a 320 anos-luz da Terra.
Astrônomos descobriram que a composição química desse planeta gigante gasoso é uma cópia quase exata e perfeita da composição de sua estrela hospedeira. Até então, as teorias dominantes previam que os planetas deveriam reter frações diferentes de elementos pesados em comparação com a estrela que os gerou devido à migração e ao acúmulo de poeira cósmica durante a infância do sistema.
Essa correspondência química "perfeita" fornece a primeira evidência direta de que alguns planetas gigantes se formam a partir do colapso direto e puro do mesmo disco de gás original de sua estrela, sem passar por processos caóticos de colisão de rochas.
O avanço permite que cientistas comecem a prever com precisão matemática a composição interna de planetas distantes apenas estudando a luz emitida por suas estrelas, um atalho valioso na busca por mundos rochosos habitáveis.

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