Faz sentido sim! A força com que a Terra te puxa para baixo é, EXATAMENTE, a mesma com que você puxa a Terra para cima. Todavia existem milhões de corpos atraídos para baixo pela Terra sobre sua superfície. Todos eles a puxam para cima. Só que o "para cima" de cada um é em uma direção diferente. No total esse puxões todos se cancelam. Além de que a coesão do material da Terra impede que essas forças façam com que ela cresça para fora. Por outro lado, mesmo que só houvesse um corpo atraído para a Terra, que atraísse a Terra, apenas para seu lado, como a massa da Terra é de seis sextilhões de toneladas e, suponhamos, o corpo atraído tenha cem quilogramas, a aceleração da Terra para ele seria sessenta sextilhões de vezes menor do que a aceleração do corpo para a Terra, que é de 9,8m/s². Essa aceleração ridícula não provocará nenhum deslocamento perceptível da Terra para o corpo.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Por que as estrelas não caem do céu?
Porque elas não são atraídas pela gravidade da Terra. As estrelas de uma galáxia são atraídas pelo conjunto das demais estrelas da galáxia. Como a galáxia se formou pela agregação de gases cósmicos que, ao acaso, se densificaram em algum lugar, essa maior densidade promoveu uma agregação cada vez maior de matéria, formando a galáxia. Dentro dela, agregações secundárias formaram as estrelas e os planetas. Todavia o momento angular total do conteúdo que se condensou na galáxia, dificilmente seria nulo. Isso faz com que a galáxia se condense girando e as estrelas que se formam continuam nesse giro. Cada estrela orbita o conjunto de estrelas que há em um volume de raio menor do que sua distância ao centro da galáxia. E isso acontece do mesmo modo que as órbitas dos planetas. A gravidade se faz de força centrípeta, de modo que ela não cai para o centro da galáxia, mas permanece em órbita, do mesmo modo que um planeta não cai para o Sol, em razão de possuir uma velocidade tangencial.
Fatos Interessantes do Espaço
Mercúrio e Vênus são os únicos 2 planetas em nosso sistema solar que não têm luas
No total, existem 176 luas confirmadas que orbitam os planetas em nosso sistema solar, sendo algumas delas maiores que o próprio Mercúrio!
Se uma estrela passa muito perto de um buraco negro, pode ser despedaçada
Por 20 anos, uma equipe de astrônomos observou uma estrela no centro de nossa galáxia orbitando um buraco negro.
A estrela agora chegou perto o suficiente do buraco negro para que ocorra "desvio gravitacional do vermelho", que é onde a luz da estrela perde energia à medida que a gravidade do buraco negro se intensifica.
O planeta mais quente do nosso sistema solar é Vênus.
A maioria das pessoas pensam que isso seria Mercúrio, pois é o planeta mais próximo do sol.
No entanto, Vênus tem muitos gases em sua atmosfera, o que cria um "Efeito Estufa" que causa uma temperatura constante de 462 ° Celsius em toda a superfície da planta.
Encélado, uma das luas menores de Saturno, reflete 90% da luz do Sol.
Como a superfície gelada de Encélado reflete a luz solar em vez de absorvê-la, as temperaturas chegam a -201 ° Celsius.
A montanha mais alta descoberta é o Olympus Mons, localizado em Marte.
Seu pico tem 25 quilômetros de altura, tornando-o quase três vezes mais alto que o Monte Everest.
E não só é alto, como também tem 114.000 m² de largura - é uma área do tamanho do Arizona!
A Galáxia Whirlpool (M51) foi o primeiro objeto celeste identificado como espiral.
Os grandes braços em espiral da Whirlpool Galaxy são compostos de longas pistas de estrelas e gás, polvilhadas com muita poeira espacial.
Esses braços agem como fábricas de formação de estrelas, comprimindo gás hidrogênio e criando aglomerados de novas estrelas.
A Via Láctea tem 105.700 anos-luz de largura.
Uma espaçonave moderna levaria 450.000.000 de anos para viajar para o centro de nossa galáxia!
Você pode ler fatos espaciais mais inacreditáveis com esta lista de fatos da Via Láctea!
O Sol pesa cerca de 330.000 vezes mais que a Terra
É cerca de 109 vezes o diâmetro da Terra e é tão grande que a Terra poderia caber no sol cerca de 1.300.000 vezes!
De fato, o sol é tão gigantesco que contém 99,85% de toda a massa em nosso sistema solar.
fonte:
Quais são alguns fatos interessantes sobre o Universo?
- A maior montanha do sistema solar fica em Marte.
- O espaço não tem atmosfera ou seja o som não pode se propagar sem um meio material.
- A estrela mais próxima da Terra sem ser o sol está a 4.2 anos luz de distância.
- Uma colher de chá de uma estrela de nêutrons pesa aproximadamente 1 bilhão de toneladas
- Você não pode chorar no espaço pois as suas lágrimas nunca caem.
- Em 1977 nós recebemos um sinal vindo do espaço profundo que durou aproximadamente 72 segundos. Nós continuamos sem saber até hoje de onde isso veio.
- Os anéis de Saturno não são sólidos eles são feitos de pedaços de gelo. Areia e rocha.
- Um único dia em Vênus dura um ano na Terra. Pois ele leva 243 dias terrestres para dar uma volta em seu próprio eixo. Uma volta completa em torno do sol leva 225 dias terrestres.
- A via Láctea é tão grande que até mesmo na velocidade da luz você levaria 100.000 anos para atravessa-la.
- A explosão de uma super nova libera uma quantidade de energia e um brilho tão alto que pode ofuscar uma galáxia inteira em apenas um segundo.
- Nós somos feitos de matéria vinda das estrelas, pois quando uma estrela explode em forma de super nova ela libera, ouro, diamante, ferro, e todos os outros matérias necessários para formar planetas e até mesmo a vida. Ou seja, nós somos uma maneira de o universo conhecer a si mesmo…
- Buracos negros são tão densos que nem a luz consegue escapar.
O quão cientificamente correto é o filme Gravidade?
Gravidade é um filme arrebatador lindamente fotografado com atuações fantásticas, especialmente a de Sandra Bullock. Os cenógrafos demonstraram uma incrível precisão em seu trabalho. Os escritores, não.
É melhor encarar Gravidade como um delírio ou fantasia. É entretenimento. É exatamente o tipo de história que eu costumava pensar quando era criança e fazia grandes voos sobre o Atlântico. É como se uma pessoa que tirou todo seu conhecimento sobre a exploração espacial da CNN tivesse tendo um devaneio do estilo "e se?". Os maiores problemas são a falta do conhecimento do espaço tridimensionalmente falando, e da escala da Terra.
A história começa com a tripulação do Space Shuttle Explorer fazendo reparos no Telescópio Espacial Hubble. Clooney é um astronauta muito experiente em seu voo, e Sandy, apesar de ser chamada de especialista da missão, é o que costumamos chamar de especialista da carga útil. Ela diz que só treinou por seis meses para esta missão. Isto jamais aconteceria com um tripulante que faria uma atividade extra veicular, mas tudo bem. Ela diz também ser uma médica, mas seu propósito neste voo é instalar um hardware que ela desenhou para o Telescópio Espacial Hubble. Não tenho muita certeza de como isto poderia funcionar.
Durante a caminhada espacial um míssil destrói um satélite russo. Os restos deste satélite atingem outros satélites, destruindo-os. CapCom (N.T.: o controle da missão), em Houston, avisa a tripulação do Shuttle que a missão deve ser abortada porque os destroços são um perigo para eles. O CapCom também avisa que os satélites de comunicação também serão destruídos, ou seja, eles perderão em breve o contato com o solo.
Os destroços chegam e atingem o Shuttle e o Hubble, destruindo o Shuttle e deixando apenas dois tripulantes que estavam no passeio espacial vivos.
Esta é uma imagem em 2D que mostra a escala das órbitas dos TDRSS (os satélites de comunicação), do Hubble e da ISS.
O círculo azul representa a Terra e existem dois círculos muito próximos a ela, que são as órbitas da ISS, a aproximadamente quatrocentos quilômetros de altitude, e do Hubble, a aproximadamente quinhentos e sessenta quilômetros de altitude. Além deles, no círculo maior, está a órbita geoestacionária, onde ficam os TDRSS.
Esta, abaixo, é uma visão lateral que mostra a inclinação das órbitas (a escala das órbitas dos TDRSS está errada).
Uma das falas do CapCom é bastante infeliz, onde dizem que os destroços estão subindo para sua altitude. Vamos fingir que não ouvimos, já que isto não faz sentido nenhum.
Agora observe estes dois diagramas e tente imaginar em que órbita os destroços teriam que estar para serem capazes de destruir os TDRSS e ainda cruzar com a órbita do Hubble. Lembre-se de que as órbitas devem passar pelo centro da Terra.
Enfim… Então nossos dois tripulantes decidem usar um jetpack movido a nitrogênio para voar do local onde estava o Hubble até a ISS, para a qual a personagem do Clooney aponta e diz que está a cem quilômetros de distância. Existem dois pontos possíveis de suas órbitas em que o Hubble e a ISS podem ficar a aproximadamente cento e cinquenta quilômetros de distância, os dois pontos em que as órbitas se sobrepõem naquela imagem de perfil. Já que as órbitas do Hubble e da ISS não estão sobre o mesmo ângulo orbital e suas velocidades orbitais são diferentes, as chances deles estarem naquele ponto de intersecção ao mesmo tempo são bem pequenas. Como as inclinações são diferentes, o tempo em que os dois estariam próximos também duraria apenas alguns segundos.
Clooney calcula que os destroços voltarão em aproximadamente noventa minutos, baseado em suas órbitas. Isto significa que eles estão na órbita baixa da Terra, o que nos faz perguntar novamente como eles conseguiram atingir os TDRSS que estão muito mais distantes.
Enfim… Eles começam a se dirigir para a ISS, o que seria um feito incrível, já que um jetpack real daqueles tem um alcance máximo de aproximadamente cento e cinquenta metros. Incrível também porque, durante o último voo de reparo do Hubble, a NASA analisou se seria possível levar o Shuttle do Hubble para a ISS caso encontrassem tijolos do isolamento térmico danificados. A resposta foi "não". E nós quase não realizamos esta missão por conta disto.
E é aqui que a mecânica orbital vai para o espaço. Não apenas eles viajam em linha reta até a ISS, coisa que qualquer atirador te dirá que está errado—você sempre mira à frente de seu alvo, não nele próprio. Mas a mecânica orbital não funciona bem assim. A velocidade orbital é definida pela altitude, ou seja, quando você desce em direção à Terra, sua velocidade para a frente aumenta. A manobra que eles precisariam fazer envolve mudanças de planos e altitudes, e requereria muita, muita energia.
Clooney pronuncia "Soyuz" como se fosse uma palavra espanhola. Isto deve ser culpa do diretor, que é mexicano. Ele também se refere ao FGB como Zarya—astronautas dificilmente falariam assim. Zarya é um termo usado apenas pelas relações públicas da NASA e o público em geral.
Eles conseguem chegar à ISS. Os dois tentam se agarrar aos painéis solares, o que provavelmente os eletrocutaria, mas tudo bem. Sandy também se move com velocidade e destreza impossíveis em uma atividade extra veicular.
A tripulação da ISS também recebeu ordens de evacuar, mas ainda há uma Soyuz atracada à ISS. Isto não faz muito sentido, porque o número de Soyuz atracadas à ISS equivale ao número de tripulantes dividido por três. Se sobrou uma Soyuz, deveria haver ainda três astronautas a bordo. Mas eles não estão lá.
Os destroços também tinham atingido a ISS. Sandy entra na ISS e retira sua EMU (o traje espacial). Ela faz isto com facilidade (é bem mais difícil) e vemos que ela não está usando o traje de ventilação e resfriamento líquido. Sem ele, ela teria desmaiado de calor durante o passeio espacial. Ao invés disto, ela está usando uma blusa e um short justos. Sandra tem pernas lindas para alguém de vinte anos, quanto mais alguém de quarenta e nove anos, então não estou reclamando… Mas que o realismo foi para o espaço novamente, foi.
O que Sandy usou por baixo de seu traje espacial
Repare nos dois laptops debaixo dela—o da esquerda é um Computador de Suporte à Estação, e o da direita é um laptop russo. Em outra cena vemos um laptop PCS americano. Os três mostram telas reais (a não ser quando começam a mostrar o aviso de incêndio). São detalhes importantes que foram percebidos pela cenografia.
Enquanto Sandy está na ISS, acontece um incêndio. Ele se alastra rápido demais, afinal quase nada na ISS pega fogo.
O que um astronauta real usaria por baixo de seu traje espacial.
Já que não podia mais usar seu traje espacial original, Sandy não coloca um traje russo Orlan—o que é usado para passeios espaciais—mas sim um traje Sokol (o traje de pressão que é usado dentro das Soyuz).
Sandy usa a Soyuz danificada para viajar até a Estação Espacial Chinesa, que por coincidência também está a cem quilômetros de distância. Sandy diz que explodiu a Soyuz todas as vezes em que a pilotou no simulador. Como especialista da missão designada para reparar o Hubble em um Shuttle, ela jamais teria treinado em uma Soyuz, então não tenho muita certeza de como ela conseguiria destruir a cápsula no simulador. Apenas tripulantes da ISS fazem treinos para pilotar as Soyuz.
Quando Sandy chega à Estação Chinesa, ela está saindo de órbita. Este processo demora meses, mas no filme acontece em um punhado de horas.
Então, para responder à pergunta, qualquer um que sabe como funcionam as missões espaciais vai achar o filme bastante impreciso, mas se você ignorar isto, pode ter certeza, é um filme divertidíssimo que vale a pena ser visto.
Quão alto você pode pular na Lua?
Devido à baixa gravidade na Lua, os astronautas podem saltar muito mais alto do que na Terra. No entanto, a altura máxima que uma pessoa pode pular na Lua depende de sua habilidade e treinamento físico. Em geral, os astronautas relataram saltos de vários metros de altura na Lua.
O que faz a "poeira da lua" ficar na lua sem gravidade para mantê-la lá? Certamente qualquer poeira flutuaria.
A lua tem gravidade. Qualquer massa tem gravidade. Você pode até medir a gravidade de coisas como bolas de boliche com o experimento de Cavendish. Muitos ótimos exemplos do experimento de Cavendish estão no YouTube, mas isso está fugindo do assunto.
O pequeno asteróide Bennu tem gravidade suficiente para manter a sonda OSIRIS-REx em sua órbita.
De fato, os astronautas da Apollo demonstraram que a gravidade estava presente na lua. Você não pode tropeçar e cair sem gravidade. Considere o que acontece com a poeira levantada por seus pés:
E o veículo lunar mostrou como a gravidade da lua também lida com a poeira lunar:
A lua tem gravidade, o suficiente para manter seu pó de rocha.
Um buraco negro é a coisa mais mortal no espaço?
Nem mesmo perto.
Um buraco negro é um objeto compacto que não faz nada além de ficar sentado lá. Se absorve mais massa, fica maior, mas isso basicamente transforma a coisa em uma estrela que você não pode ver. Não é muito ameaçador, pois os buracos negros emitem radiação que os torna visíveis no espectro de raios-X.
O verdadeiro monstro da astrofísica é a humilde anã branca. Uma anã branca é bastante simples em si mesma. É o núcleo de uma estrela morta e é basicamente um pedaço quente de material que brilha porque está quente.
O problema com eles é que eles têm uma massa máxima. Isso ocorre porque, eventualmente, a gravidade esmagará o processo quântico que os mantém do tamanho que são. Esta massa é de cerca de 1,4 massas solares.
Todas as anãs brancas são menores que isso, mas algumas vêm de estrelas que possuem um parceiro binário, e algumas delas estão absorvendo lentamente a massa desse parceiro, chegando cada vez mais perto desse limite.
Vale a pena notar que para anãs brancas que são muito menores do que o limite, esse processo leva a uma explosão regular (uma vez a cada 30 a 70 anos ou mais) chamada de nova. É assim chamado porque aparece como uma nova estrela no céu: é muito brilhante. É quando todo o gás que está enrolado se inflama. Como isso não destrói nenhuma das estrelas, ele se repete indefinidamente como um relógio.
Mas, em uma anã branca muito pesada, a espiral de gás poderia aumentar a massa e empurrá-la para mais perto da borda, com cada flash de nova subsequente deixando um pouco mais para trás e lentamente empurrando a massa para cima.
Se a anã branca for feita de elementos leves (carbono e oxigênio) em vez de elementos mais pesados (magnésio e neon), ela nunca atingirá esse limite e se tornará uma estrela de nêutrons. Nesse caso, algo mais acontece.
Esse algo é que o interior da anã branca fica tão quente que o carbono e o oxigênio se fundem. Momentaneamente, a estrela morta se ilumina novamente.
Isso é semelhante ao que acontece na nova mencionada, mas não é o gás que inflama, mas sim toda a anã branca e seu oxigênio e carbono anteriormente inertes. O resultado é que toda a estrela morta é explodida e toda essa massa é consumida em uma gigantesca bola de fogo de fusão.
Devido à sua semelhança com o fenômeno de uma nova, recebeu esse nome: é uma supernova, especificamente uma supernova do Tipo I.
Concepção artística da supernova Tipo Ia. A estrela companheira provavelmente seria destruída por este evento.
A mesma nomenclatura foi posteriormente aplicada aos enormes eventos energéticos que acompanham a morte de grandes estrelas, e estes são chamados de supernovas Tipo 2. Ao contrário de uma supernova Tipo II, que deixa para trás uma estrela de nêutrons ou um buraco negro onde estava. , uma supernova Tipo I não deixará nada além de uma nuvem de gás.
Remanescente de supernova tipo Ia.
Eu classifico a supernova Tipo I como o fenômeno astrofísico mais perigoso por alguns motivos. Primeiro: as anãs brancas são muito, muito comuns, assim como as estrelas binárias. Se uma estrela em um binário morrer primeiro, o resultado provavelmente será uma configuração que pode gerar uma nova. Se as circunstâncias forem adequadas e sua massa estiver no limite desse limite...
Em segundo lugar, não podemos dizer se uma anã branca binária é uma candidata a supernova à distância. Conhecemos a maioria dos candidatos a supernovas do Tipo II que estão perto de nós, e nenhum deles está perto o suficiente para ameaçar o planeta. As anãs brancas, no entanto, são extremamente comuns: a mais próxima é uma companheira da estrela vizinha Sirius.
Sirio e Sirio B, concepção do artista. Sirius B está muito longe de sua companheira, então isso não pode acontecer aqui, e mesmo que estivesse absorvendo a massa de Sirius, é muito pequeno para ser um candidato a supernova.
Embora Sirius B não tenha essa configuração perigosa, não sabemos qual é o raio destrutivo de uma supernova. Se um deles ocorresse dentro de 50 anos-luz, a Terra seria destruída.
As supernovas do tipo I são comuns. Tão comuns, aliás, que quando observados em galáxias distantes, são usados para julgar a distância a galáxias distantes, pois o processo que os forma ocorre sempre na mesma massa, por isso têm (dentro do razoável) sempre o mesmo brilho.
Supernova tipo Ia (SN 1994D) em uma galáxia distante (NGC 4526, 55 milhões de anos-luz de distância), canto inferior esquerdo da imagem. Imagine o quão inimaginavelmente poderoso tal evento deve ser, para ser tão brilhante de tão longe.
Literalmente, todo sistema estelar binário na galáxia pode ser uma bomba-relógio.
Adendo, esclarecendo uma pequena ruga:
Vale a pena notar que, quando estou falando sobre supernovas Tipo I e Tipo II, o tipo não está se referindo ao tipo de evento, mas à aparência do espectro.
As supernovas do tipo I não possuem hidrogênio em seu espectro; as supernovas do tipo II o fazem. A razão aqui é óbvia: uma estrela massiva em colapso ainda contém muito hidrogênio; uma anã branca em explosão não tem nenhum, já que se origina de uma estrela morta, não de uma viva.
Isso se torna mais complicado quando olhamos para as subcategorias do Tipo I. O Tipo Ia é o cenário do pai anã branca do qual estou falando aqui. Os tipos Ib e Ic são quase idênticos aos do tipo II, mas carecem do sinal revelador do hidrogênio. As supernovas Ib e Ic vêm de estrelas gigantes que têm um processo ligeiramente diferente de colapso do núcleo, mas ainda são fundamentalmente o mesmo mecanismo do Tipo II e têm pouca semelhança com o Tipo Ia.
Os progenitores tipo Ib e Ic são geralmente estrelas gigantes que ejetaram seu hidrogênio da atmosfera externa, deixando-o ausente no espectro da explosão... Estas são estrelas monstruosas raras, então esta categoria de supernova é muito rara. Eu descrevo brevemente essas estranhas estrelas monstruosas em minha outra resposta sobre a morte estelar: Resposta de Nicholas Hananeia para Por que os cientistas acham que outros objetos fazem buracos negros? Os buracos negros são feitos da matéria mais energética? Os buracos negros são importantes na entropia mínima?
Portanto, alguns astrofísicos chamam a supernova do Tipo Ia de "supernova termonuclear" e o conjunto de Ib, Ic e II de "supernovas de colapso do núcleo", pois isso distingue o que são, não como se parecem.
Claro, todos esses eventos são más notícias para qualquer coisa dentro de 50 anos-luz. Eu ainda sustento que o Tipo Ia é especialmente assustador devido à sua origem extremamente comum.
Se você quiser saber sobre as supernovas do Tipo II, escrevi uma "resposta suplementar" a esta: a resposta de Nicholas Hananeia para Como uma estrela se transforma em supernova?
Qual é a gravidade da Terra a uma distancia de 500km do centro ?
A resposta curta é que a aceleração seria de cerca de 1.84 m/s², em comparação com os 9.8 m/s² que sentimos à superfície.
A resposta longa é que o modelo mais fiável da terra que nos pode ajudar neste contexto é o PREM (Preliminary Reference Earth Model), que tem precisamente os dados que pretendemos:
O que podemos constatar é que o ponto de maior aceleração gravítica na terra não é à superfície, mas no ponto de transição entre o manto e o núcleo externo da terra — também chamado de descontinuidade de Gutenberg.
A aceleração nesse ponto é estimada nos 10.7 m/s², a uma profundidade de cerca de 3470 km. E, abaixo disso, decresce de forma quase linear.
Estabelecendo uma relação linear, para os 500 km obtemos 1.54 m/s², o que estará bastante proximo da realidade.
Mesmo assim conseguimos constatar dois declives distintos: um no núcleo interno e outro no núcleo externo. No núcleo interno temos uma variação de densidade muito menos pronunciada, o que ainda torna a a estimativa linear ainda mais fiável. A estimativa para a delimitação entre o núcleo interno e externo é de 4.5 m/s², 1220 km de raio, logo, o valor para 500 km será de 1.84 m/s², o que será o valor mais fiável.
Ou seja, cerca de 18.8% da aceleração sentida à superfície da terra.
Como a gravidade do sol pode se estender até tão longe e controlar os objetos nos limites do sistema solar?
O tamanho do sistema solar é estimado em cerca de 122 unidades astronômicas. São 0,00193 anos-luz.
Na parte da gravidade da questão, como a gravidade do sol pode se estender até tão longe, você precisa entender a massa do sol. Tamanho não é igual a massa, mas primeiro é bom ter uma ideia do tamanho do sol.
Aqui está uma imagem interessante.
Esta é uma renderização muito comum e provavelmente o que a maioria das pessoas tem em mente. Ainda pode estar nas páginas dos livros escolares, não sei. No entanto, a ÚNICA coisa que eles acertaram é a ordem dos planetas. As distâncias entre o sol e os planetas e os tamanhos estão muito diferentes.
O sol e os planetas se parecem mais com isso

Isso muda sua perspectiva sobre o sistema solar, não é? Muda sua perspectiva de todo o universo! Você pode colocar cerca de 1,3 milhão de terras dentro do sol. Mas a gravidade não é ditada pelo tamanho ou pelo volume, é a massa que é relevante. Bem, o Sol é cerca de 333.000 vezes a massa da Terra, portanto afeta objetos distantes muito mais do que a Terra.
Qual a profundidade de um buraco negro com um raio de 1 km?
Um buraco negro NÃO É um buraco no espaço que nem vemos em vários gráficos que a gente encontra na Internet, representado na forma de um funil com um pontinho no fundo que nem essa imagem:
A representação da deformação do espaço e a indicação da gravidade, conforme abaixo, também é uma aproximação muito tosca, que inicialmente até explica, mas também induz ao erro.
É tridimensional a distorção do espaço:
Entendo que são modelos, mas pelamor, ninguém é enfático de falar que essa distorção do espaço acontece tridimensionalmente.
O espaço não se deforma como quando alguém se deita em um colchão, depois de encher o bucho de churras com goró, no domingão.
A parada acontece em 3D. Não tem um cone, uma colcha a ser deformada e uma profundidade a ser medida. Isso não faz sentido algum!
Procurando ser mais preciso:
Um modelo, que representaria esse efeito da gravidade, seria como a figura abaixo, mas ainda é confuso:
Qual a proposta?
Um modelo melhorzinho que esse de cima, no meu palpite, seria como um ponto de luz no espaço 3D, uma estrela por exemplo, que emita uma luz de intensidade constante (guarde isso, luz de intensidade constante).
Considere que essa luz seja como o campo gravitacional.
Quanto mais perto da estrela, o brilho vai ficando cada vez mais concentrado no espaço 3D, o que corresponde a uma maior distorção do espaço 3D.
Quanto mais longe da estrela, o brilho vai ficando cada vez mais diluido no espaço 3D, o que corresponde a uma menor distorção do espaço 3D.
Por isso que entendo que o modelo da quantidade de brilho da luz diluido no espaço, melhor representa aquilo que chamamos de distorção do espaço ou poço gravitacional.
Repetindo:
Quanto mais afastado da estrela, a gravidade (o brilho) fica mais diluida no espaço 3D e aparentemente ela tem menos força para atrair objetos.
- A atração gravitacional é igual, mas a gravidade está diluída no espaço, está pouco distorcendo o espaço.
Quanto mais próximo da estrela, a gravidade (o brilho) fica mais concentrada no espaço 3D e aparentemente ela tem mais força para atrair objetos.
- A atração gravitacional é igual, mas a gravidade está concentrada no espaço, está distorcendo bastante o espaço.
Seria como se toda matéria emitisse uma "luz própria", que chamamos de gravidade.
Quanto maior a massa de um corpo, maior a "luz emitida", maior seria a deformação do espaço e maior seria sua atração gravitacional ;—).
Lembrando que isso é um modelo. A gravidade é a deformação do espaço e não tem nada a ver com a emissão de ondas de luz no contexto dessa analogia (o modelo continua tosco kkkk mas resolve o problema do peso deformando um plano).