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domingo, 26 de julho de 2026

Como é a formação de uma Estrela?

 

A formação duma estrela começa em grandes nuvens de gás e poeira cósmica, chamadas Nebulosas.

A gravidade faz com que essas nuvens colapsem formando um disco com uma densa aglomeração no centro, que é a Protoestrela.

À medida que a protoestrela acumula mais matéria, sua temperatura e pressão aumentam até que a Fusão Nuclear do Hidrogênio em Hélio se inicia, momento em que a estrela nasce e entra em sua fase adulta na Sequência Principal.

Nem todo o material da Nebulosa primordial se torna parte da estrela. Dela também se condensarão Planetas, Satélites, Asteróides e Cometas.

Assim se formam as Estrelas e os seus Sistemas Planetários.

Estrela de Scholz

 Acredita-se que a Estrela de Scholz tenha passado pela Terra a apenas 0,8 anos-luz de distância. Isso contrasta com a estrela atualmente mais próxima, Proxima Centauri, a cerca de 4,24 anos-luz de distância.

Este gráfico é para referência que diz "Esta é a concepção de um artista da estrela de Scholz e sua companheira anã marrom (primeiro plano) durante sua passagem pelo sistema solar há 70.000 anos. O Sol (esquerda, fundo) teria aparecido como uma estrela brilhante. O par está agora sobre 20 anos-luz de distância."

É interessante calcular a velocidade com que a estrela de Scholz parece se mover. Se ele se moveu 20 anos-luz em 70.000 anos, então está levando cerca de 3.500 anos para se mover um ano-luz e, portanto, está se movendo a cerca de 1/3.500 da velocidade da luz. Como a velocidade da luz é de cerca de 300.000 km/s, isso significa que o Scholz está se movendo através da Nuvem de Oort ou GAU (Grande Universo Médio) a cerca de 85 km/s.

Isso é muito rápido para objetos celestes, mas não é o mais rápido. Nosso Sistema Solar está se movendo em relação à Nuvem de Oort, em direção à cratera da constelação, a cerca de 600 km/s. Isso é mais rápido que sua velocidade de rotação ao redor do Centro Galáctico, cerca de 240 km/s. Há um breve resumo disso em:

O Sistema Solar está orbitando o Centro Galáctico? < O Sistema Solar orbita o Centro Galáctico?> .

As pessoas pensam que a Nuvem de Oort é estática, mas os objetos da Nuvem de Oort se movem um em relação ao outro vigorosamente... "Sopa de Oort" se agita como o Movimento Browniano encontrado em fluidos, mesmo que seja um fluido muito escasso.

Nosso conhecimento do vasto volume de espaço além da borda do Sistema Solar está atualmente em um processo de rápida mudança. Se quiser saber mais sobre isso, veja:

Q4: O Grande Universo Médio (GAU): Como o Sistema Solar canibalizou a Nuvem de Oort < http://www.aoi.com.au/GAU/index.htm> .

Ou, se você quiser se aprofundar ainda mais em todo o assunto, confira meus livros na página impressa em http://www.aoi.com.au/BIP/

O que aconteceria se trouxéssemos um metro cúbico de matéria de uma estrela de nêutrons para a Terra?

 

Vou assumir, aqui, que usaremos algum tipo de mágica da ficção científica para responder a esta pergunta, e vou tratar o cubo de neutrônio como um nódulo estável de matéria exótica, já que existe uma série de desafios neste cenário impossíveis de serem resolvidos por nossa tecnologia atual.

Um metro cúbico de neutrônio teria uma massa de quatro vezes dez elevado a dezessete quilos. Isto equivale a quatrocentos trilhões de toneladas, ou algo parecido com a massa de um asteróide de quarenta e cinco quilômetros de diâmetro.

A gravidade no centro de cada face seria de, aproximadamente, onze milhões de vezes a gravidade da Terra (g) e, em cada vértice, 3,5 milhões de g. A cem metros de distância, a gravidade seria de apenas 267 g, e a um quilômetro, 2,7 g. A dez quilômetros, você provavelmente nem notaria que estaria sendo atraído para ele.

Então a primeira coisa que aconteceria é que tudo próximo ao cubo seria atraído para ele, e muito rapidamente. A cem metros a “queda” aconteceria numa fração de segundo. A 1.650 metros, as coisas começariam a rolar em sua direção da mesma maneira que rolariam numa ladeira a quarenta e cinco graus num planeta com gravidade de 1,4 g.

Quando a matéria atingisse a superfície (viajando a um quilômetro por segundo ou menos), ela seria esmagada pela gravidade extrema até tomar a forma conhecida por matéria condensada*, onde os núcleos dos átomos ficam em contato um com o outro e os elétrons viajam livres em torno deles. Este estado é extremamente denso, algo como um milhão de toneladas por metro cúbico. Uma esfera de granito com um quilômetro de raio pesaria algo em torno de 750.000 toneladas mas, ao encostar em nosso cubo de neutrônio, ela se tornaria uma camada de matéria condensada com menos de meio metro de espessura. Muita energia seria liberada neste processo, o equivalente a cem bombas nucleares de vários quilotons, só que espalhada durante muitos segundos.

Provavelmente, até aqui estamos segurando nosso cubo de neutrônio usando o raio trator de nosso disco voador. Assim que o desligássemos, você perceberia que belíssima c4g4d4 foi trazer esta massa toda para a Terra. Nosso cubo cairia em direção ao solo a um g. Após atingir a superfície, ele não pararia, já que é muito mais denso do que a rocha onde você construiu seu laboratório de física de alta densidade. Ele passaria através dele com tanta facilidade quanto um peso de aço passaria ao cair através de ar rarefeito. Deve haver uma velocidade terminal para neutrônio atravessando rocha, que seria menor conforme o cubo fosse se aprofundando Terra adentro, mas meu conhecimento de matemática não me permite calculá-la.

Assumindo, então, que ele não vai perder velocidade, em aproximadamente vinte e um minutos o cubo chegaria ao centro da Terra, e começaria a subir novamente, aparecendo no ponto antipodal ao do seu laboratório vinte e um minutos depois. A esta altura, ele já teria acumulado uma belíssima carapaça de matéria condensada e outra de matéria normal, o que faria com que nosso cubo não surgisse, necessariamente, na superfície. Ao invés disto, ele ficaria oscilando para a frente e para trás em torno do núcleo, até perder velocidade suficiente e parar no centro da Terra.

Antes disto, porém, conforme ele passa próximo da superfície da Terra, sua força de maré extrema dispararia um terremoto local de potência altíssima, no alto da escala de magnitude, botando no chão qualquer construção presente a quilômetros de distância.

Mas, quem sabe, durante o pânico em que entrou quando desligou acidentalmente o raio trator, você também não desligou o campo de força que continha o cubo de neutrônio? Assim como outros mencionaram (N.T.: nas respostas em inglês), apesar de ser estupenda, a massa de um metro cúbico de neutrônio não é grande o suficiente para manter o neutrônio em um estado estável, portanto ele começaria a se desintegrar imediatamente. A meia-vida de um nêutron livre é de, aproximadamente, dez minutos. Após isto ele decai, tornando-se um próton, um elétron e um neutrino. Estas partículas são estáveis, mas a quantidade pura delas durante as primeiras conversões dispararia uma explosão gigantesca, transformando o cubo e tudo o que estivesse próximo dele em plasma. Seria uma explosão que faria parecer nossas armas nucleares mais poderosas parecerem biribas.

Melhor fazer este tipo de experimento longe da Terra.

*Como muito bem observado pelo Brunno Pleffken Hosti, o termo correto aqui seria "matéria degenerada". Eis o que o Brunno levantou nos comentários: "Apenas um detalhe: a matéria onde a pressão comprime os núcleos atômicos e os elétrons fluem livremente se chama matéria degenerada, e não matéria condensada. Todos os sólidos e líquidos comuns que conhecemos é matéria condensada.". Obrigado pela correção, infelizmente a resposta foi traduzida, então não posso alterar seu conteúdo.

É verdade que uma estrela de nêutrons atingirá a Terra em 75 anos?

 A estrela de nêutrons mais próxima conhecida está a aproximadamente duzentos anos luz daqui.

Conhecida pelo sensualíssimo nome RX J185635-3754, ela foi fotografada pelo Telescópio Espacial Hubble em três ocasiões em 1996 e em 1999. Ela foi descrita pela NASA em Hubble vê uma Estrela de Nêutrons Correndo Pelo Espaço.

Neste artigo, a NASA diz:

Ela é tão grande quanto a ilha de Manhattan, dez trilhões de vezes mais densa do que o aço, e está correndo em nossa direção a velocidades cem vezes mais rápidas do que as de um avião supersônico. Uma espaçonave alienígena? Não, é uma estrela de nêutrons em disparada, chamada RX J185635-3754, forjada em uma explosão estelar vista por nossos antepassados há um milhão de anos. Observações precisas feitas pelo telescópio Hubble confirmaram que a apressadinha interestelar é a estrela de nêutrons mais próxima que já vimos. O objeto não possui uma estrela companheira que poderia afetar sua aparência. Localizada agora a duzentos anos-luz na constelação do hemisfério sul Corona Australis, ela vai passar em seu ponto mais próximo da Terra à distância segura de cento e setenta mil anos-luz em aproximadamente trezentos mil anos."

Apesar de ser remotamente possível que outra estrela de nêutrons desgarrada esteja vindo em nossa direção, não há evidência nenhuma de que isto esteja acontecendo.

EDIÇÃO À PERGUNTA ORIGINA EM INGLÊS. Encontrei uma pesquisa de 2002 que apresenta observações feitas pelo Satélite de Raios-X da NASA Chandra. Esta pesquisa está disponível em Será a RX J185635-375 uma Estrela de Nêutrons?, e sugere que o objeto está a uma distância ainda maior, quatrocentos e cinquenta e sete anos-luz (cento e quarenta parsecs). A pesquisa sugere também que o objeto não é uma estrela de nêutrons, mas uma ainda mais exótica estrela de quarks, com um raio de somente quatro quilômetros. Porém, em uma pesquisa de 2003 (O Enigma de RX J1856.5-3754: Estrela de Nêutrons ou Estrela de Quarks?) abandona esta ideia, dizendo que o objeto em questão é uma estrela de nêutrons com um raio de quatorze quilômetros.

Se o objeto estiver realmente a quatrocentos e cinquenta e sete anos-luz de distância, ele então está realmente se movendo muito rapidamente.

O que aconteceria se uma estrela de nêutrons estivesse se dirigindo para a Terra?

 Se tal fenômeno realmente acontecer, haverá alguns pequenos distúrbios em nossa vida. Que inclui:

  1. Nossa atmosfera será arrancada e os oceanos ferverão.
  2. Nossa querida Terra, junto com a maioria dos outros planetas, asteróides e planetas anões, será lançada para fora do Sistema Solar. O planeta inteiro vai desligar lentamente.
  3. A estrela de nêutrons, se estiver próxima o suficiente, puxará os elétrons de seus orbitais em direção ao núcleo.
  4. Se chegar perto, mas TÃO perto, a Terra explodirá em um fogo de artifício de detritos.
  5. A estrela de nêutrons arrancará material do Sol.
  6. E, SE atingisse a Terra diretamente, todo o planeta entraria em colapso ao seu redor como um monte de pregos de ferro ao redor de um ímã de níquel e seria reduzido a nêutrons puros.

É possível não usar trajes espaciais em algum lugar fora da Terra?

 De acordo com as condições predominantes em Marte, existem áreas 'benignas' onde a temperatura está em torno de 5 graus abaixo de zero. Então, com um bom casaco, resolveríamos parte do problema.

A gravidade é relativamente baixa (em torno de 38% da Terra) sendo 'compatível' com a terrestre.

No entanto, a atmosfera de Marte é um grande impasse:

  • Em primeiro lugar, é tóxica (composta de 96% de dióxido de carbono e o restante, outros gases que não são oxigênio). Isso não parece ser um impedimento para quem quer andar sem traje espacial, uma vez que podemos usar uma máscara que nos forneça a mistura certa de gases respiráveis;
  • A segunda questão é que a pressão atmosférica de Marte está bem abaixo do Limite de Amstrong, então nosso sangue ferveria à temperatura ambiente (claro que em Marte estaríamos pelo menos a 5 graus abaixo de zero, mas isso não significa que a pressão atmosférica seja muito baixa). Isto quer dizer que qualquer tipo de líquido que secretemos (sangue, saliva, urina, lágrimas, membranas mucosas, etc.) poderiam ferver nessa atmosfera. Portanto, uma máscara normal não funcionaria nesses casos. Precisamos de um capacete que além de fornecer ar respirável, mantenha a pressão atmosférica de acordo com nossas necessidades. Esse capacete deve manter a pressão em um nível respirável.

Portanto, em vez de querer usar uma máscara desse tipo (onde certamente os ouvidos seriam arruinados em questão de minutos):

É mais aconselhável usar algo assim, conforme mostrado abaixo:

Com roupas que protejam do frio e dos raios solares e um capacete de respiração que nos isole da atmosfera, seria possível caminhar em Marte, pelo menos em casos extremos ou excepcionais.

Três missões Apollo deixaram retrorrefletores na lua. Como foi decidido quais as missões que os deixariam?

 Embora apenas seja necessário um único retrorrefletor para medir a distância da Terra à Lua, acontece que ter medições de três retrorrefletores amplamente espaçados permite aos investigadores medir com precisão o que é conhecido como liberação lunar - ou seja, a forma como o movimento da Lua muda em relação à Terra.

Para fazer estas medições com precisão, deseja-se ter refletores que sejam amplamente espaçados tanto em longitude como em latitude. Se olhar para os locais de aterragem Apollo, as Apollo 11, 14, e 15 proporcionam uma boa distribuição tanto em longitude como em latitude:

Uma vez que se tenha retrorrefletores de espaço amplo , não há necessidade de muito mais. Os retrorrefletores duram essencialmente para sempre - são dispositivos passivos que não requerem qualquer tipo de alimentação elétrica ou químicos para funcionar, por isso, a menos que um deles seja atingido por um meteorito, devem ser utilizáveis durante muito, muito tempo.

E havia uma boa razão para não levar mais do que o necessário. No espaço, o peso é tudo. Havia uma lista interminável de experiências que os planificadores da missão Apollo teriam gostado de levar à lua, mas estavam severamente limitados no peso que podiam levar. Cada experiência que decidiam fazer era à custa de outras que não podiam fazer. Uma vez que tinham três retrorrefletores na lua, ninguém queria desperdiçar o precioso orçamento de peso de uma missão com um equipamento redundante.

A propósito, os retrorrefletores Apollo 11 e 14 tinham o mesmo tamanho (2,116 centímetros quadrados), mas o retrorrefletor Apollo 15 era muito maior (6,825 centímetros quadrados). Todos os três retrorrefletores ainda estão operacionais, mas a grande maioria das medições de distância (para as quais é necessário apenas um retrorrefletor) são feitas utilizando o retrorrefletor da Apollo 15, uma vez que as medições podem ser feitas com um laser mais pequeno.

(Acima: O retrorreflector de alcance laser Apollo 14, ou LRRR)

Como será possível realizar viagens interestelares próximos a velocidade da luz, sem colidir com micrometeoritos e outros tipos de poeira cósmica?

Poeira cósmica, que cê diz, são aquelas partículas do tamanho de grãos de areia?

Simulação de grão de pó similar ao que se forma no espaço.

Será possível realizar viagens interestelares próximos a velocidade da luz, sem colidir com micrometeoritos e outros tipos de poeira cósmica?

Esquece. A energia liberada de um impacto com um único grão de poeira de 1 pg a 99% da velocidade da luz seria de aproximadamente 9 MJ. 9 MJ corresponde a uma explosão de 2 kg de TNT.

Um grãozinho de poeira pesando 1 picograma. (pg)

A poeira cósmica é um milhão de vezes mais pesada. Colidir contra ela a velocidades relativísticas causaria uma explosão equivalente a 2 megatons de TNT. Mais de cem vezes a potência da bomba que destruiu Hiroshima.

Tipo isso, só que 100 vezes mais potente, e várias vezes por segundo.

A 99% da velocidade da luz, tudo fica mais difícil, rápido, imprevisível e mortal.

A menos que alguma tecnologia mágica seja inventada, a viagem interestelar dificilmente ultrapassará 30% a velocidade da luz. Nessa velocidade, uma combinação de campos elétricos e magnéticos poderia ser usada para afastar as partículas de poeira cósmica da estrutura da nave.

Nave Arcadia, projetada no jogo Kerbal Space Program, conta com escudo frontal pra proteger a estrutura principal de micro-colisões.

Qual é a temperatura média registrada no Sol?

Considere que a temperatura de superfície (fotosfera) seja de 6.000 K. Considere que a temperatura do núcleo seja de 16.000.000 K. Suponha que a temperatura varie linearmente ao longo do raio. Sabendo que o raio é de 700.000 km, você pode calcular a temperatura média, usando as conchas de volume com espessura infinitesimal como peso para uma média ponderada em relação ao volume.

<T> = int(T(r)dV)/V), em que V é o volume e T é a temperatura.

O volume infinitesimal da concha será dV = 4(pi)r²dr e, então transforme a integral de volume em uma integral ao longo do raio.

Sobre o Big Bang


Primeiro vamos ver os passos para chegar a uma teoria científica:

  1. Observação e Problema: Identifica-se um fenômeno ou pergunta (ex.: "Como o universo surgiu?").
  2. Hipótese: Desenvolve-se uma explicação testável (ex.: "O universo surgiu de uma grande explosão – Big Bang").
  3. Experimentação/Modelagem: Testa-se a hipótese com experimentos, observações ou modelos matemáticos.
  4. Teoria: Se a hipótese for repetidamente confirmada e explicar diversos fenômenos, pode ser elevada a teoria científica (ex.: Teoria do Big Bang).

O Big Bang é uma teoria científica, mas também possui modelos específicos que a sustentam.

1. Big Bang como TEORIA CIENTÍFICA

  • A Teoria do Big Bang é a explicação mais aceita pela ciência para a origem e evolução do universo.
  • Ela integra diversas evidências observacionais, como: Expansão do universo (Lei de Hubble, 1929). Radiação cósmica de fundo (descoberta em 1965, "eco" do Big Bang). Abundância de elementos leves (hidrogênio, hélio, lítio).
  • Como teoria, ela explica não só "o que aconteceu", mas também como e por quê (ex.: singularidade inicial, inflação cósmica, formação de galáxias).

2. Big Bang como MODELO

  • Dentro da teoria, existem modelos matemáticos e físicos que quantificam e simulam o Big Bang. Exemplos: Modelo ΛCDM (Lambda-CDM): o modelo padrão da cosmologia, que descreve um universo com energia escura (Λ) e matéria escura fria (CDM). Equações de Friedmann: descrevem a expansão do universo com base na relatividade geral.
  • Esses modelos são ferramentas para testar previsões da teoria (ex.: idade do universo, estrutura em larga escala do cosmos).

Resumo direto:

  • Teoria do Big Bang: É a explicação abrangente respaldada por evidências.
  • Modelos do Big Bang: São as representações matemáticas e computacionais usadas para detalhar a teoria (como o ΛCDM).

Observação importante:

  • O termo "Big Bang" às vezes é usado coloquialmente para se referir ao evento inicial (a expansão a partir de um estado extremamente quente e denso), mas cientificamente, é uma teoria consolidada – não é "apenas uma hipótese".

Espero ter ficado claro.

Como é possível existirem galáxias a 70 bilhões de anos-luz da Terra, já que a idade do universo é de 13,8 bilhões de anos?

 


Essa é uma das dúvidas mais fascinantes da astronomia e a resposta está em um conceito que buga a cabeça de muita gente: a expansão do próprio espaço.

Aqui está o "pulo do gato" científico para você explicar (ou ganhar o debate):

🌌 O Segredo: O Universo não é estático

A confusão acontece porque pensamos no Universo como uma sala vazia onde as galáxias se afastam umas das outras. Mas, na verdade, o Universo é como a superfície de um balão sendo inflado:

  1. A Luz viaja, o Espaço estica: Quando uma galáxia emitiu sua luz há 13 bilhões de anos, ela estava muito mais perto de nós. Enquanto os fótons (a luz) viajavam em nossa direção, o espaço entre nós e essa galáxia continuou se expandindo.
  2. O Efeito "Esteira Rolante": Imagine que você está correndo em uma esteira que está esticando. Você correu 1 km, mas como a esteira esticou enquanto você corria, o ponto de onde você saiu agora está a 3 km de distância. É exatamente isso que acontece com a luz das galáxias.

📊 Os Números Reais (em 2026):

  • Idade do Universo: 13,8 bilhões de anos.
  • Raio do Universo Observável: Aproximadamente 46,5 bilhões de anos-luz.
  • Diâmetro Total: Cerca de 93 bilhões de anos-luz.

Nota importante: Embora a luz tenha viajado por "apenas" 13,8 bilhões de anos, a galáxia que emitiu essa luz agora está fisicamente localizada a uma distância muito maior devido à expansão acelerada do espaço.

Como sabemos que a Terra e nosso Sistema Solar se formaram há 4,5 bilhões de anos?

 Pequenos cristais de zircônia.

O zircônio, quando está se formando, incorpora urânio em sua rede cristalina. Por outro lado, ele rejeita fortemente o chumbo. Você não esperaria encontrar chumbo em um cristal de zircônio recém-formado devido a essa exclusão.

Uma vez que o cristal se formou, no entanto, o urânio já presente na estrutura do cristal pode decair naturalmente em chumbo por meio do decaimento radioativo e, uma vez lá, ele fica preso no lugar.

Uma vez que temos uma boa compreensão das taxas de decaimento dos isótopos de urânio, torna-se relativamente simples determinar a proporção de urânio (que ainda não decaiu) para chumbo (que se formou através do decaimento do urânio), e podemos então calcule há quanto tempo aquele cristal de zircônio em particular foi formado.

Isso nos permite determinar a idade em que rochas muito antigas foram originalmente formadas. Por inferência, as rochas mais antigas que podemos encontrar no planeta terão se formado na mesma época que a Terra, e chegaremos lá com uma idade para o nosso planeta.

A revisão da Equação de Drake

 

Frank Drake e sua famosa equação

Naquele ano, ele propôs uma equação ("Equação de Drake") que calcularia a probabilidade de encontrar civilizações com capacidade de estabelecer comunicação com outras civilizações.

Nota importante: ele estava levando em consideração não somente a existência de alienígenas (poderiam ser seres unicelulares, por exemplo), mas aqueles que tivessem "capacidade de comunicação com outras civilizações".

A famosa "Equação de Drake" é a seguinte:

Onde:

  • N é o número de civilizações extraterrestres em nossa galáxia com as quais poderíamos ter chances de estabelecer comunicação.
  • R* é a taxa de formação de estrelas em nossa galáxia.
  • fp é a fração de tais estrelas que possuem planetas em órbita.
  • ne é o número médio de planetas que potencialmente permitem o desenvolvimento de vida por estrela que tem planetas.
  • fl é a fração dos planetas com potencial para vida que realmente desenvolvem vida.
  • fi é a fração dos planetas que desenvolvem vida inteligente.
  • fc é a fração dos planetas que desenvolvem vida inteligente e que têm o desejo e os meios necessários para estabelecer comunicação.
  • L é o tempo esperado de vida de tal civilização.

Levando-se em considerações alguns valores para as constantes (algumas determinadas e outras, digamos, "chutadas"), fazendo as contas, noves fora, ele concluiu que existiriam de 1000 e 100.000.000 de civilizações com capacidade de comunicação na galáxia Via Láctea.

Por ser muito controversa e ter muitas variáveis desconhecidas (para não dizer "aleatórias"), a equação é tratada mais como "curiosidade" do que como "ciência real".

A revisão da Equação de Drake

Em 2020, cientistas da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, fizeram uma revisão da equação de Drake, fizeram novas considerações e criaram uma nova teoria chamada de Princípio Copernicano Astrobiológico, para estabelecer o que eles chamaram de "limites fracos e fortes de vida na galáxia". Bem… Nem cabe aqui explicar em detalhes, mas a conclusão é que chegaram em um número um pouco mais "provável" (?): a nossa galáxia teria até 36 civilizações inteligentes ativas e comunicantes.

Uai! Se existem estas 36 civilizações (estatisticamente falando, claro!), por que elas não entraram em contato conosco?

Bem… Considerando o tamanho da via Láctea, em média, estas civilizações estão a 17 mil anos-luz uma das outras o que torna pouco provável que elas tenham se encontrado. Isto é, uma civilização deveria viajar 17 mil anos-luz (ou viajar por 17 mil anos a velocidade da luz) para conseguir chegar a outra civilização, considerando que estão indo na direção certa por 17 mil anos, o que torna tudo estatisticamente improvável.

Mesmo esta revisão da Equação de Drake ficou mais para "curiosidade" do que ciência de verdade.

É possível ficar de pé em Júpiter?

Realmente não é possível "ficar-se em pé" na superfície de Júpiter, simplesmente porque não há "superfície", na acepção comum da palavra.

Se um "astronauta" pudesse aterrisar (ou melhor, "jupiterissar"), não haveria nenhum momento em que ele "tocasse" a superfície, esse astronauta iria "afundar" na atmosfera de Júpiter, que iria se tornando cada vez mais densa, e em seguida seria literalmente esmagado pela enorme pressão nas camadas mais profundas da atmosfera joviana.

Abaixo um esquema do interior de Júpiter (traduzi as legendas):

Como é a órbita de Plutão?

Plutão orbita o sol em uma elipse e completa sua revolução em cerca de 247,9 anos terrestres, portanto ainda não completou uma órbita completa desde que foi descoberto.

Está localizada a uma distância do Sol que oscila entre 7,37 bilhões de km de afélio e 4,43 bilhões de km de periélio.

Este último valor é curioso porque mostra como em determinado período de seu ano, Plutão está mais próximo do Sol do que Netuno, que tem uma distância média do Sol de 4,5 bilhões de km, nada semelhante ocorre entre os demais planetas do sistema solar .

Sua órbita ainda tem duas características que a diferenciam das dos outros planetas: tem uma excentricidade acentuada, quase 15 vezes a da Terra e é inclinada 17 graus em relação ao plano da eclíptica.

Isso ocorre porque a órbita de Plutão é influenciada por Netuno e também porque foi assim que o sistema solar o formou.

Na verdade, o sistema solar formou-se através de um disco de acreção, concentrado em vários pontos, que depois se fundiram e formaram os planetas.

O pedaço de material rochoso que formou Plutão pode ter colidido com outro pedaço de material rochoso e assim adquirido uma órbita ligeiramente caótica, que se tornou cada vez mais caótica ao longo do tempo!

Se a temperatura hoje é de 0 °C e amanhã fará o dobro de frio, qual será a temperatura amanhã?

 Do ponto de vista do senso comum a palavra frio, gramaticalmente pode ser usada e, assume por vezes o papel de substantivo (ex. o inverno é a época do FRIO, o FRIO chegou, etc), ou noutros casos como adjectivo (a sopa está FRIA).

Todavia fisicamente falando o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é algo que perdeu ou vai perdendo calor para um outro corpo ou para o ambiente. O frio não é medido e nem estudado.

De acordo com a 2ª Lei da termodinâmica, é o calor que flui e, fluirá sempre de um corpo quente para um corpo frio, tecnicamente falando, de um corpo de maior temperatura para outro de menor temperatura. Se o corpo perder calor indefinidamente a transmissão de calor acontece até que o corpo perca toda capacidade de o fazer. Estará então no zero absoluto. Em palavras simples, um corpo estará sempre quente ou frio com respeito ao outro (mesmo a temperaturas negativas), até o zero absoluto.

Sempre que a temperatura ambiente for igual a do corpo humano, teoricamente não haverá troca de calor. Posto isso, começaremos a sentir sensação de frio quando a temperatura ambiente for baixando, e o nosso corpo começar a ceder calor para o ambiente. O inverso, a sensação de quente, quando a temperatura ambiente for subindo acima da temperatura corporal fazendo com que o nosso corpo comece a absorver calor do ambiente.

O nosso termómetro biológico não interpreta a sensação de frio ou quente de forma linear e igual. Existem vários factores que interferem. Devido aos agasalhos, o nosso corpo poderá perder ou ganhar maior ou menor parcela de calor. Assim a faixa do conforto térmico está abaixo da temperatura corporal (~25 a 30ºC).

Sensação térmica ou temperatura aparente é a forma como os nossos sentidos percebem a temperatura do ar, e que pode se diferenciar da temperatura real. Tal se deve a condicionantes climatéricos que afectam a transferência de calor entre o corpo e o ar: como são a humidade, a densidade e a velocidade do vento.

Amanha fará o dobro do frio.

Ora, o frio é uma grandeza imensurável como tal, não é quantificável. Assim sendo o ambiente pode estar frio, pouco frio ou muito frio. O frio não duplica ou triplica numericamente, etc. A sensação de frio é subjectiva. A sopa a temperatura ambiente, costumamos dizer que está fria. Se a colocarmos no frigorífico, também diremos que está fria. Portanto, a expressão frio nem sempre se relaciona com temperaturas baixas.

No geral é a temperatura que varia e o ambiente estará frio, menos/mais, pouco, muito frio, etc, dependendo de cada organismo e das condições do ambiente. Vento, humidade, densidade, velocidade do ar, etc. O dia seguinte poderá estar menos frio, mais frio, bastante frio comparando com o hoje.

Ainda assim, apesar da temperatura ambiente poder variar e ser mensurável, raramente duplicará ou triplicará. A temperatura é uma grande escalar que varia de forma continua, já que, está relacionada com a perda ou ganho de calor e este acontece de forma continua.

Temperatura

É uma grandeza física escalar que pode ser definida como a medida do grau de agitação das moléculas que compõem um corpo. Quanto maior a agitação molecular, maior será a temperatura do corpo e mais quente ele estará e vice-versa. O conceito de temperatura pode ser definido como a medida da energia cinética média das moléculas de um corpo, ou seja, a medida da agitação térmica média dessas moléculas.

Frio e Quente

Sendo assim, um corpo está quente quando suas moléculas estão bastante agitadas. Analogamente, um corpo está frio quando suas moléculas estão pouco agitadas.

Neste ponto, uma dúvida que pode surgir é: Existe alguma temperatura, baixa o suficiente, onde as moléculas estejam completamente paradas?

Sim, é o Zero absoluto

Teoricamente não há um limite superior para a temperatura, ou seja, não há um valor de temperatura o qual não se pode ultrapassar, mas existe um limite mínimo de temperatura, que é chamado de zero absoluto. A menor temperatura que um corpo pode atingir é o chamado zero absoluto. Na escala de temperaturas Celsius, essa temperatura equivale a incríveis -273 °C. Em Kelvin 0K.

No entanto, mesmo nesta temperatura, as moléculas não estão completamente paradas. -273,15 °C é o ponto em que a vibração molecular será a menor possível ou praticamente inexistente.

Calor

O calor pode ser definido como o processo de transferência de energia térmica entre dois corpos.

Sendo assim, é incorrecto dizer que um objecto possui calor. O que esse objecto possui é energia térmica. O calor se fará presente se houver desequilibro térmico com o meio onde este corpo estiver, começando a transferir calor do corpo de maior temperatura para o corpo de menor temperatura.

De acordo com a 2ª Lei da Termodinâmica, temos de lembrar que o fluxo de calor sempre ocorre em uma direcção específica. Sempre do objecto mais quente para o objecto mais frio. A transferência de calor cessa quando se atinge o equilíbrio térmico. Significa que ambos atingem a mesma temperatura.

No nosso dia-a-dia, é muito comum ouvirmos expressões que confundem conceitos físicos como: temperatura, calor, frio e quente.

Alguns exemplos são: “Está muito calor hoje!” , “Feche o casaco para não deixar o frio entrar”, O “fulano está todo coloriado´”.

Ora, o que há de errado nestas frases?

Para responder, precisamos entender como a física diferencia as grandezas: Calor, Temperatura, Frio, Quente e Energia Térmica.

Como citado acima, o que chamamos de frio, é apenas a sensação produzida quando perdemos calor para outro corpo ou para o ambiente. O frio como tal não existe. O frio é um processo sensorial.

Então vejamos:

O que há de errado na frase: “Está muito calor hoje!” ?

Em dias em que a temperatura ambiente está alta, podemos dizer que está quente e não que está calor. Nada pode estar calor, pois, como vimos, calor é apenas um fluxo de energia. É energia que se propaga de forma espontânea sempre que houver desequilíbrio térmico. Isto acontece sempre de um corpo de maior temperatura para um outro de menor, até que ambos atingirem o equilíbrio térmico.

Quando entramos numa sala quente, sentimos desconforto porque o ambiente está mais quente que o nosso corpo, logo, haverá transferência de energia térmica (calor) do ambiente para o nosso corpo.

Se entrarmos numa sala climatizada, sentiremos a sensação de frio, porque neste caso será o inverso, o nosso corpo (está numa maior temperatura que o ambiente), então começa a transferir energia térmica para o ambiente da sala. A perca de calor cria no nosso cérebro a sensação de frio.

No entanto, se estivermos bem agasalhado nada sentiremos porque o nosso corpo não entrará em contacto com o ambiente, assim não haverá perda de calor acentuada.

E na frase “Feche o casaco para não deixar o frio entrar” ?

Como visto, o frio não existe como grandeza física. Em dias frios, nos fechamos-nos em casacos para reduzir a quantidade de calor a ser perdido para o ambiente, reduzindo assim a sensação de frio.

Já o inverso, nos dias quentes nos libertamos dos agasalhos para melhor ventilação e assim melhor iteração com o ambiente.

Os agasalhos não nos protegem do frio, mas sim da perda excessiva de calor. Funcionam como um bloqueio a saída de calor do corpo para o ambiente.

Alguns agasalhos também nos protegem da entrada de calor. Ex. o fato dos Bombeiros.

A caixa térmica faz o mesmo. Não permite que o calor transite de dentro para fora ou vice-versa. Mantendo o produto a mesma temperatura.