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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Hubble Acaba de Destruir uma Teoria Sobre Magnetares

 


Ele é um dos objetos mais magnéticos e extremos do Universo, mas sua história de origem acaba de se tornar um grande mistério. Conhecido como SGR 0501+4516, esse magnetar foi descoberto em 2008 pelo observatório Swift da NASA, emitindo explosões de raios gama. Por estar perto de um remanescente de supernova chamado HB9, os astrônomos pensaram que sua origem estava resolvida.

No entanto, uma nova análise de dados do telescópio espacial Hubble, combinados com o mapa estelar precisíssimo da missão Gaia, contou uma história diferente. 

Os cientistas mediram o movimento do magnetar ao longo de 12 anos (de 2010 a 2020) e descobriram que ele se move a uma velocidade de apenas 50 km/s, o que é extremamente lento para uma estrela de nêutrons. Mais surpreendente foi a direção desse movimento: ela simplesmente não aponta para a supernova HB9.

Ao rastrear sua trajetória para trás, os pesquisadores não encontraram nenhum local de nascimento plausível—nem remanescente de supernova, nem aglomerado de estrelas massivas. Isso desafia a principal teoria de que os magnetares se formam a partir do colapso de estrelas muito grandes, que explodem como supernovas.

Uma Origem Fora do Comum

A falta de um berço de origem abre espaço para possibilidades inéditas. O SGR 0501+4516 pode ser muito mais antigo do que se pensava, a ponto de seu remanescente de supernova já ter se dissipado. Outra hipótese é que ele tenha se formado pelo colapso de uma anã branca (que ganhou massa até se tornar instável) ou pela fusão de duas estrelas de nêutrons, processos alternativos que até então eram apenas teóricos para a formação desses ímãs cósmicos.

Com apenas cerca de 30 magnetares conhecidos na Via Láctea, cada descoberta é valiosa. Este magnetar errante está forçando os astrônomos a repensar não apenas a origem dos magnetares, mas a própria diversidade do ciclo de vida das estrelas. O SGR 0501+4516 é, agora, o melhor candidato da nossa galáxia a ter nascido de uma forma completamente nova.

FONTE: Chrimes et al., "The infrared counterpart and proper motion of magnetar SGR 0501+4516", Astronomy & Astrophysics (2025).



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