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sábado, 2 de agosto de 2014

Uma nova “estrelinha” fria no nosso quintal




Esta nova imagem, obtida pelo telescópio VISTA do ESO, mostra uma anã marrom recém descoberta chamada VVV BD001, localizada no centro exato desta imagem, à qual pode ser feito zoom. Esta é a primeira anã marrom nova encontrada na nossa vizinhança cósmica, no âmbito do rastreio VVV. A VVV BD001 situa-se a cerca de 55 anos-luz de distância da Terra, na direção do centro muito populado da nossa Galáxia. As anãs marrons são estrelas que nunca conseguiram crescer e transformar-se em estrelas como o Sol. São muitas vezes referidas como “estrelas falhadas”; têm um tamanho maior que os planetas do tipo de Júpiter mas são menores que estrelas. Esta anã marrom é peculiar por duas razões: primeiro foi encontrada na direção do centro da Via Láctea, uma das regiões mais populadas do céu e segundo, pertence a uma classe invulgar de objetos conhecidos como “anãs marrons invulgarmente azuis” - não sendo ainda claro porque é que são mais azuis do que o esperado. As anãs marrons nascem do mesmo modo que as estrelas, no entanto não possuem massa suficiente para dar origem à queima do hidrogênio e transformarem-se em estrelas normais. É por isso que estes objetos são muito mais frios e produzem menos radiação, o que os torna mais difíceis de encontrar. Geralmente, os astrônomos procuram estes objetos com o auxílio de câmeras que trabalham no infravermelho próximo e médio e com telescópios especiais, sensíveis a estes objetos muito frios, mas normalmente evitam olhar para regiões muito populadas do espaço como, por exemplo, a região central da nossa Galáxia. O VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy) é o maior telescópio de rastreio do mundo e situa-se no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. O telescópio encontra-se a executar seis rastreios independentes do céu e o rastreio VVV (Variáveis VISTA na Via Láctea) foi concebido para catalogar milhares de milhões de objetos no centro da Via Láctea. A VVV BD001 foi descoberta por acaso no decorrer deste rastreio. Os cientistas usaram o catálogo VVV para criarem um mapa tridimensional do bojo central da Via Láctea. Os dados foram também usados para criar uma enorme imagem a cores de 108.200 por 81.500 pixels, que contêm quase nove bilhões de pixels, uma das maiores imagens astronômicas já produzidas.

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