A fusão de dois buracos negros supermassivos gera perturbações massivas no tecido do espaço-tempo na forma de ondas gravitacionais de baixa frequência.
Diferente das fusões de buracos negros de massa estelar (detectadas por observatórios como LIGO e Virgo), encontros entre supermassivos emitem ondas gravitacionais com comprimentos de onda tão extensos que requerem detectores de grande escala, como arranjos de temporização de púlsares (PTAs) e futuras missões espaciais como a LISA (da Agência Espacial Europeia e NASA). A observação desses eventos triplos permite testar a Teoria da Relatividade Geral de Einstein em regimes extremos de gravidade.
Como os Buracos Negros Cresceram Tão Rápido?
Uma das maiores incógnitas da cosmologia moderna é entender como buracos negros supermassivos alcançaram bilhões de massas solares nos primeiros bilhões de anos após o Big Bang.
Sistemas triplos como este fornecem a evidência direta de que fusões sucessivas e simultâneas eram frequentes no Universo jovem. Ao canibalizar galáxias vizinhas e fundir seus núcleos em ritmo acelerado, os buracos negros conseguiram acumular massa muito mais rápido do que apenas alimentando-se do gás e da poeira ao seu redor.
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