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domingo, 1 de novembro de 2026

E se o Universo já existisse antes do Big Bang?

 


O Big Bang é a principal teoria para explicar a evolução inicial do Universo, mas isso não significa necessariamente que ele tenha sido o começo de tudo. Alguns modelos da cosmologia teórica sugerem que o evento pode ter sido uma fase de um processo cósmico muito mais antigo.

Entre as hipóteses estudadas estão a inflação eterna e o chamado Grande Rebote, segundo o qual o Universo poderia passar por ciclos de expansão e contração, em vez de ter um início absoluto.

Essas ideias ainda não foram comprovadas. Os cientistas continuam investigando os primeiros momentos do cosmos em busca de evidências que ajudem a descobrir se o Universo realmente teve um começo ou se sua história vai muito além do que conseguimos observar.

Fonte: New Scientist.

Humanos extraíram tanta água do subsolo que deslocaram os polos de rotação da Terra

 



Entre 1993 e 2010, a extração de grandes volumes de água subterrânea pelos seres humanos contribuiu para deslocar a posição dos polos de rotação da Terra em cerca de 80 centímetros para leste, segundo um estudo publicado em 2023 na revista científica Geophysical Research Letters.

Isso acontece porque a água retirada do subsolo acaba chegando aos oceanos, redistribuindo a massa do planeta. Essa mudança afeta a maneira como a Terra gira, de forma semelhante a um pião cujo equilíbrio se altera quando o peso é redistribuído.

Os pesquisadores estimaram que aproximadamente 2.150 gigatoneladas de água subterrânea foram extraídas globalmente durante o período analisado. Essa transferência de água também contribuiu para a elevação do nível do mar.

O estudo mostra como as atividades humanas podem influenciar processos geofísicos em escala planetária, mesmo quando seus efeitos não são perceptíveis no cotidiano.

James Webb Fotografa Quatro Planetas Gigantes Fora do Sistema Solar

 


O Telescópio Espacial James Webb, da NASA, conseguiu observar diretamente quatro planetas gigantes que orbitam a estrela HR 8799, localizada a cerca de 130 anos-luz da Terra. As novas observações, feitas com luz infravermelha, revelaram detalhes importantes sobre a composição das atmosferas desses mundos distantes.

Os quatro planetas são muito jovens, têm aproximadamente 30 milhões de anos e possuem massas várias vezes superiores à de Júpiter, o maior planeta do nosso Sistema Solar.

Um dos principais destaques foi a identificação de dióxido de carbono nas atmosferas dos quatro planetas. Essa descoberta ajuda os cientistas a investigar como esses gigantes gasosos se formaram e quais processos químicos ocorreram durante sua evolução.

Embora não sejam semelhantes à Terra e não sejam considerados potencialmente habitáveis, esses mundos oferecem uma oportunidade valiosa para compreender como os sistemas planetários se desenvolvem e comparar sua formação com a do nosso próprio Sistema Solar.


A Voyager 1 será a primeira espaçonave a atingir a distância de um dia-luz da Terra em 18 de novembro.

 


No dia 18 de novembro de 2026, a NASA prevê que a sonda se torne o primeiro objeto construído pela humanidade a atingir a distância de um dia-luz da Terra, cerca de 25,9 bilhões de quilômetros.

Lançada em 1977, a Voyager 1 passou por Júpiter e Saturno antes de continuar sua jornada rumo ao espaço interestelar. Em 2012, tornou-se a primeira espaçonave a atravessar a heliopausa, a fronteira que separa a região dominada pelo vento solar do ambiente interestelar.

Mas o que significa estar a um dia-luz da Terra? Essa é a distância que a luz percorre em 24 horas. Quando a sonda atingir essa marca, um sinal de rádio enviado da Terra levará aproximadamente um dia para chegar até ela, e uma resposta levará mais um dia para retornar.

Isso significa que uma comunicação completa poderá levar cerca de 48 horas. Os engenheiros precisarão esperar todo esse tempo para receber uma resposta da espaçonave, sem contar o tempo necessário para processar as informações.

Quase meio século depois de seu lançamento, a Voyager 1 continua avançando por regiões inexploradas do espaço, ampliando os limites da exploração humana e mostrando a dimensão extraordinária do nosso universo.


Buracos negros primordiais podem esconder pistas de uma quinta dimensão

 


Um novo estudo publicado na revista científica Physical Review D investiga como buracos negros formados nos primeiros momentos do universo poderiam ajudar os cientistas a compreender uma possível quinta dimensão. A pesquisa explora um modelo teórico no qual, além das três dimensões espaciais e do tempo, existiria uma dimensão espacial extra.

Os pesquisadores analisaram os chamados buracos negros primordiais, que podem ter surgido pouco depois do Big Bang, antes mesmo da formação das primeiras estrelas. Segundo os cálculos, esses objetos poderiam apresentar características gravitacionais diferentes caso essa dimensão adicional realmente exista.

O estudo também sugere que alguns desses buracos negros poderiam evaporar mais lentamente por meio da radiação Hawking, sobrevivendo por bilhões de anos. Isso levanta a possibilidade de que alguns ainda existam no universo atual.

Apesar dos resultados intrigantes, a existência dessa quinta dimensão ainda não foi comprovada. As conclusões são baseadas em modelos teóricos e precisarão ser testadas por meio de observações astronômicas. A pesquisa oferece uma nova possibilidade para investigar a estrutura do universo e compreender melhor a natureza da gravidade. 


Você pode ter poeira espacial no cabelo neste exato momento

 



Todos os dias, pequenas partículas de origem extraterrestre chegam à Terra, vindas principalmente de cometas e asteroides. Parte desse material atravessa a atmosfera e pode alcançar a superfície do nosso planeta.

Estima-se que milhares de toneladas de poeira cósmica se depositem na Terra ao longo de um ano. Essas partículas microscópicas podem se acumular em diferentes ambientes, desde ruas e telhados até oceanos e florestas.

E será que parte dessa poeira pode chegar ao seu cabelo? É possível! Essas partículas podem se depositar sobre nós, embora não haja garantia de que isso aconteça com frequência ou de que seja possível identificá-las sem análises específicas.

Isso significa que pequenos fragmentos de material extraterrestre podem estar muito mais próximos de nós do que imaginamos, trazendo à Terra vestígios de materiais que viajaram pelo espaço. 


O Sol é tão gigantesco que seu volume permitiria acomodar aproximadamente 1,3 milhão de planetas Terra.

 




Com cerca de 1,39 milhão de quilômetros de diâmetro, ele é aproximadamente 109 vezes mais largo que o nosso planeta.

Além do tamanho impressionante, o Sol concentra cerca de 99,86% de toda a massa do Sistema Solar. Sua gravidade mantém os planetas em órbita, enquanto a energia liberada em seu interior fornece luz e calor essenciais para a vida na Terra.

Para ter uma ideia dessa diferença de escala, a Terra é minúscula quando comparada ao Sol. Apesar disso, nosso planeta reúne as condições necessárias para sustentar uma enorme diversidade de formas de vida.

Essa comparação mostra a dimensão extraordinária da nossa estrela e ajuda a compreender por que o Sol é o principal corpo celeste do Sistema Solar. 

Astrônomos descobrem três buracos negros supermassivos em uma rara interação cósmica

 



A cerca de 1,2 bilhão de anos-luz da Terra, três galáxias estão interagindo enquanto caminham para uma fusão. No centro de cada uma delas existe um buraco negro supermassivo que está absorvendo matéria e emitindo intensas ondas de rádio.

O sistema chamou a atenção dos cientistas porque os três buracos negros estão ativos ao mesmo tempo, lançando poderosos jatos de partículas. Essa descoberta oferece uma oportunidade rara de investigar como as galáxias e seus buracos negros centrais crescem e evoluem durante grandes encontros cósmicos.


Início do "Filme Cósmico

 

Em pleno funcionamento no Chile, o Observatório Vera C. Rubin divulgou o primeiro conjunto de dados de teste da maior câmera digital já construída para a astronomia (com 3,2 gigapixels de resolução). O instrumento deu início ao projeto Legacy Survey of Space and Time (LSST), projetado para mapear o céu do hemisfério sul a cada poucas noites.

Detecção em Tempo Real: A capacidade de varredura automatizada já começou a registrar milhares de novos asteroides no Sistema Solar e supernovas em galáxias distantes horas após a sua explosão.

Mapeamento da Matéria Escura: Ao catalogar a forma de bilhões de galáxias ao longo de uma década, o observatório criará o mapa tridimensional mais detalhado já feito da distribuição de matéria escura e energia escura.

Referência Científica (2026): LSST Discovery Alliance & Rubin Observatory Operations: First Optical Commissioning Surveys, Astrophysical Journal Letters (2026).