Matematicamente, seria possível… Mas na realidade, não. Há limitações.
O problema é que não é possível dobrar uma folha tantas vezes assim. Esta resposta mesmo já indica que, para dobrarmos SETE vezes já é necessária uma folha do tamanho de meio campo de futebol! A estrutura da folha não permite tantas dobraduras… E esta é apenas uma das limitações.
A outra tem a ver com o conteúdo do universo!
Matematicamente falando, ao chegar em cento e três dobras, uma folha com espessura inicial de 0,1 milímetro teria espessura de quase dez bilhões de anos luz. Isto acontece porque, a cada dobra, dobra-se também a espessura. Fazendo algumas continhas simples, a primeira dobradura aumentaria a espessura para 0,2 milímetros. A segunda, para 0,4 milímetros. A terceira, para 0,8 milímetros. A quarta, para 1,6 milímetros. A quinta, para 3,2. A sexta, para 6,4. A sétima, 12,8. A oitava, 25,6… Dá para ver onde isto vai chegar, multiplicando desta maneira, não?
O problema para chegarmos a 103 dobras… É que, se fizéssemos uma folha capaz de ser dobrada tantas vezes (não é possível), mesmo se ela tivesse originalmente a espessura de um átomo, só seria possível chegar a oitenta e cinco dobras… Se a folha tivesse sido feita usando TODOS OS ÁTOMOS DISPONÍVEIS NO UNIVERSO.
TODOS.
Portanto… Mesmo se conseguíssemos fazer uma folha tão grande assim (não dá, é impossível) e dobrá-la tantas vezes assim (acho que já disse em algum lugar que não dá para fazer isto), não poderíamos dobrá-la pela octogésima sexta vez… Porque não haveria mais átomos disponíveis para isto!
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