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sexta-feira, 1 de maio de 2015

O centro abarrotado de estrelas de Messier 22



The crammed centre of Messier 22´

A imagem acima, feita pelo Telescópio Espacial Hubble, das agências espaciais NASA e ESA,  mostra a parte central do aglomerado globular de estrelas conhecido como Messier 22, ou simplesmente, M22. Aglomerados globulares, são, na verdade, coleções esféricas de estrelas empacotadas de forma muito densa, e que representam as relíquias dos primeiros anos de vida do universo, com idades tipicamente entre os 12 e 13 bilhões de anos. Se considerarmos que a idade do universo é considerada como sendo de 13.8 bilhões de anos, pode-se concluir que esses objetos são realmente muito antigos. O Messier 22 é um dos cerca de 150 aglomerados globulares de estrelas que se localizam na Via Láctea e estando a uma distância de cerca de 10000 anos-luz é também considerado o aglomerado globular mais próximo da Terra.

Ele foi descoberto em 1665 por Abraham Ihle, sendo um dos primeiros aglomerados globulares a serem descobertos. Isso não é nenhuma surpresa considerando que ele é um dos aglomerados globulares mais brilhantes do céu visível no hemisfério norte, e localizado na constelação de Sagittarius, bem próximo ao bulbo galáctico – esse bulbo é na verdade, uma densa massa de estrelas localizada no centro da nossa galáxia. O aglomerado tem um diâmetro aproximado de 70 anos-luz, e, quando observado da Terra, parece ter no céu o tamanho da Lua Cheia. Apesar da sua relativa proximidade, a luz das estrelas nesse aglomerado não é tão brilhante já que elas são, de certa forma, apagadas pela poeira e pelo gás localizado entre nós (os observadores) e o aglomerado.

Considerados as relíquias do início do universo, os aglomerados globulares são considerados um objeto de estudo popular para os astrônomos. O M22, em particular tem algumas particularidades: seis objetos do tamanho de planetas que não estão orbitando estrela alguma foram detectados no aglomerado, ele parece abrigar dois buracos negros, e o aglomerado é um dos três já encontrados abrigando uma nebulosa planetária – uma concha de gás de vida bem curta ejetada por estrelas massivas no estágio final de suas vidas.

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