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sábado, 7 de julho de 2012

Se houver um anti-universo, novo detector será capaz de encontrá-lo



Se o anti-universo, muitas vezes evocado na ficção científica, realmente existir, um detector de partículas enorme a ser montado na Estação Espacial Internacional no próximo ano vai ser capaz de prová-lo.
A máquina de 8,5 toneladas métricas, Espectrômetro Magnético Alfa (EMA), foi carregada em um avião de carga no aeroporto de Genebra. O líder do estudo disse que o programa de pesquisa de 20 anos vai ajudar os cientistas a dar um enorme passo na compreensão do cosmos.
Se houver um anti-universo lá fora, além da borda do nosso universo, o detector espacial vai ser capaz encontrá-lo e trazer sinais de sua existência para nós.
O projeto envolve cerca de 500 cientistas e técnicos em volta do globo. Os cosmólogos dizem que a matéria e a anti-matéria – que se aniquilam mutuamente em contato, liberando energia – devem ter sido feitas em quantidades iguais pela explosão do Big Bang, há 13,7 bilhões de anos atrás. Mas o Universo que surgiu é esmagadoramente constituído de matéria.
Os cientistas esperam que o EMA encontre pistas para o que aconteceu com a anti-matéria, e descubra se existem outros lugares que são quase inteiramente anti-matéria na borda do universo conhecido. Se achá-lo, ele também poderá trazer uma imagem de espelho do local e de tudo o que houver nesse anti-universo, incluindo vida.
Entretanto, o objetivo principal do detector, que tem um ímã super-alimentado em seu núcleo, é “caçar o misterioso escuro”, ou invisível; a matéria que, juntamente com a energia escura, compõe cerca de 95% do universo conhecido.
Os cientistas também esperam que o EMA forneça o conhecimento detalhado da energia cobrada dos raios cósmicos, um campo inexplorado de pesquisa que só pode ser realizada no espaço.
A exploração pode causar muitas surpresas, já que os pesquisadores afirmam que nunca estiveram tão conscientes de sua ignorância, de que não sabem nada do Universo.
Em fevereiro, o detector será carregado em um ônibus espacial e entregue em uma estação espacial em um vôo especial aprovado pelo congresso americano.
O EMA foi desenvolvido por uma equipe internacional, e os custos do projeto, atualmente estimado em cerca de 3.52 bilhões de reais, estão sendo cobertos por 16 países, principalmente da Europa, com participação dos Estados Unidos e da China. 

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