Mais ou menos.
O que define o Número Atómico dum elemento (na Tabela Periódica) é o número de Protões. Quando em estado neutro, o número de Elétrões tem que o igualar.
O que determina a Massa dum núcleo atómico é a soma dos Protões e dos Neutrões. A massa de ambos é quase a mesma e muito maior do que a massa dos Elétrôes. Por isso a massa dos Elétrões tende a ser ignorada numa primeira aproximação.
Convirá dizer que não existem elementos radioativos. O que existem são elementos (vidé Tabela Periódica) que podem se desdobrar em isótopos cujos núcleos podem ser radioativos. Um elemento (definido pelo número de Protões) pode ter vários isótopos (radioativos ou não) que se distinguem pelo número de Neutrões.
As três radiações "clássicas" são:
- Alfa: emissão dum núcleo de Hélio (partícula Alfa: 2 Protões + 2 Neutrões); neste caso o número atómico decai de 2 e a massa diminui de 4, dando-se uma transmutação para um elemento duas posições abaixo na Tabela Periódica;
- Beta: emissão dum Elétrão (partícula Beta); aqui um Neutrão virou um Protão, o número atómico sobe uma posição na Tabela Periódica e a massa praticamente se mantem;
- Gama: emissão de um raio Gama (fotão de alta frequência / energia), o número atómico (número de protões) e a massa praticamente não se alteram.
Além destas também existe a possibilidade da emissão expontânea dum Neutrão; o número atómico se mantém mas a massa diminui de um.
Cada isótopo radioativo tem preferência por algumas destas emissões.
Uma coisa é certa, em quase qualquer emissão ou decaimento natural dum núcleo radioativo, energia é libertada, i.e., o núcleo resultante vai perder uma pequenina massa só por conta dessa energia perdida, pela equação de Einstein:
E = m·c²
sendo a massa perdida:
m = E/c²
Lembrando que c é um valor bem grandão e c² é mais grajola ainda. Então a massa perdida por conta da energia dispendida vai ser bem pequenina.
A completa desintegração dum núcleo atómico (em todos os seus constituíntes) nunca ocorre.
No limite, mesmo quando o núcleo (radioativo ou não) é bombardeado (e o decaimento resultante já não é o natural) o que pode acontecer é a cisão / fissão do núcleo em dois, três, quatro ou cinco pedaços (de matéria) e alguma energia.
Um exemplo extremo é a fissão dum núcleo de Urânio-235 (92 Prótões e 143 Neutrões) após bombardeado com um Neutrão (lento ou 'térmico'). O resultado varia, mas pode resultar (no limite) em um núcleo de Bário (Ba), outro de Criptônio (Kr) e mais três Neutrões, libertando a energia de 8,107 kJ/g.
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