A distribuição dos buracos negros no universo, o local da galáxia que abriga a terra, bem como às escalas espaciais envolvidas tornam o encontro entre a terra e um buraco negro um evento extremamente improvável.
Vamos entender estes cenários:
O universo é vasto e os buracos negros, embora numerosos, estão muito espalhados. A probabilidade de um buraco negro vagando pelo espaço encontrar diretamente o Sistema Solar é extremamente baixa. Existem duas categorias de buracos negros: a) Gerados pela morte de grandes estrelas; b) Gerados no centro das galáxias.
Buracos negros de massa estelar se formam a partir de estrelas massivas que explodem como supernovas. Esses eventos ocorrem principalmente em regiões densas de formação estelar, como os braços espirais das galáxias, nós habitamos um desses braços mas as estrelas mais próximas não se tornaram buracos negros, nem o Sol tem massa para isso, o Sol se tornará uma estrela anã após sua morte. Buracos negros supermassivos existem nos centros das galáxias, incluindo a Via Láctea, mas eles estão muito longe do Sistema Solar para representar qualquer perigo direto.
O universo tem cerca de 13,8 bilhões de anos, e o Sistema Solar se formou há aproximadamente 4,6 bilhões de anos. Durante esse tempo, o Sistema Solar tem orbitado o centro da Via Láctea em uma trajetória relativamente estável e não passou por regiões extremamente densas onde buracos negros são mais comuns.
Mesmo que buracos negros de massa intermediária ou estelar estejam presentes em nossa galáxia, os encontros próximos entre estrelas (ou sistemas solares) e buracos negros são extremamente raros. A imensidão do espaço significa que a maior parte das estrelas e sistemas planetários nunca se aproximará perigosamente de um buraco negro.
Um planeta poderia se aproximar de um buraco negro em uma situção em que ele orbita duas estrelas, sendo que, pelo menos uma delas tem massa suficiente para se tornar um buraco negro, na morte deste grande estrela, o planeta estaria próximo ao horizonte de eventos e caso ele se aproxime demais, podera sofrer a ação gravitacional da sigularidade. No caso da terra, a estrela que temos aqui é pequena e não á parte de um sistema binário com outra estrela de grande massa. Assim, não teremos buraco negro se formando na nossa vizinhança.
Esses fatores combinados explicam por que a Terra e o Sistema Solar conseguiram evitar encontros perigosos com buracos negros ao longo de bilhões de anos.
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