Hipotético Reactor de Fusão
A curto prazo o mais provável — de longe — será a Fusão Nuclear Estável de Hidrogénio (ou Deutério e Trítio primeiro, e de Hidrogénio e/ou Deutério depois) em Hélio (3 ou 4).
Reações de Fusão Nuclear do Hidrogénio ao Hélio
Aquela evoluiria para a Cadeia P-P (Protão-Protão).
Cadeia de Fusão Protão-Protão
Mas há mais…
Ciclo CNO
Uma vez aquelas tecnologias alcançadas, seguir-se-à o Ciclo CNO em que núcleos de Carbono (C), Nitrogénio (N) e Oxigénio (O) formam um ciclo catalítico que promove a sucessiva absorção de 4 núcleos de Hidrogénio (H) até liberarem um Hélio (He).
Comparação dos Ciclos de Fusão, Temperatura vs Energia obtida (Escalas Logarítmicas)
Este Ciclo CNO ocorre em estrelas muito maiores e de interiores ainda mais quentes que o do nosso Sol mas, uma vez atingidas tais temperaturas, promete fornecer um fluxo ainda maior de energia.
Um sonho bem mais distante contempla a desproporção de forças de ligação Químicas, Nucleares e dos Quarks (dentro dos Núcleões).
Energias de ligação: Químicas, Nucleares e entre Quarks
A energia encapsulada na matéria está esmagadoramente contida nas imensas forças de ligação dos Quarks dentro dos Nucleões (Força Nuclear Forte). Uma vez libertada, a equação de Einstein E=mc² postula que esta energia é muito maior que as de qualquer reacção de fusão.
Mas libertar tal energia na sua totalidade só é possível com a total transformação da matéria em energia — pela Total Aniquilação da Matéria junto com a Anti-matéria, por exemplo.
Obter anti-matéria ainda é muito difícil e imensamente caro (gastando atualmente mais energia do que obteríamos na aniquilação com a matéria ordinária) e manter a anti-matéria confinada sempre será um enorme problemão.
Um sonho ainda muito distante.
É possível que o uso de mini buracos negros para transformar uma quase totalidade da matéria em energia se torne viável muito antes, tornando o sonho da anti-matéria irrelevante.
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