Um planeta-anão é um asteroide grande o bastante para se tornar redondo, mas que não “limpou” sua órbita. Exemplos: Ceres e Plutão.
Dá quase para se definir um limite do diâmetro do asteroide para que ele se torne redondo e seja “promovido” a planeta-anão:
Fonte: What is the limit size for an asteroid to become round?
Estes acima são os quatro maiores asteroides. Ceres é o único redondo, e o único “planeta-anão”. Ao comparar seus diâmetros, percebemos que Ceres tem quase mil quilômetros. Vesta, com 524, ainda não se tornou redondo. Então é possível que, ao atingir uns oitocentos quilômetros de diâmetro, asteroides se tornem redondos.
Ah, mas como isto acontece? Gravidade. As “pontas” de um asteroide pequeno não “caem” porque sua massa é pequena e, por consequência, sua gravidade é fraca. Ao adquirir mais massa, o asteroide puxa com mais força suas “pontas” para o centro, causando avalanches que, assim, vão preenchendo os espaços vazios e arredondando as pontas. E o asteroide se torna redondo.
Resumindo: dos quatro objetos mostrados na foto acima, apenas o primeiro, Ceres, é considerado um “planeta-anão”, porque é redondo. Ele, porém, não “limpou sua órbita” (está no cinturão de asteroides, cruzando a órbita de vários deles), então não pode ser considerado um planeta - mesmo caso de Plutão, que está em outro cinturão, o de Kuiper. Os outros objetos; Vesta, Pallas e Hygiea; assim como várias “pedras” que flutuam por lá, são considerados asteroides por não serem redondos.
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