Sondas como a Pioneer Venus e a Magellan revelaram que o terreno venusiano não possui muitas montanhas. Encontraram evidências de fluxos de lava e algumas caldeiras achatadas de vulcões, o que sugere ter existido uma enorme atividade geológica alterando a superfície continuamente em tempos (geológicos) recentes.
Sem termos como afirmar que são os fluxos de lava ou os efeitos da atmosfera muito tensa, a verdade é que Vênus é muito, muito liso para um planeta terrestre. A diferença entre o ponto mais alto e o mais baixo de sua superfície não é maior do que treze quilômetros.
Montanhas costumam ser geradas por vulcões ou atividade tectônica. Mas Vênus não possui placas tectônicas, nem indícios de atividade vulcânica corrente. Uma terceira causa, impactos de meteoros, seria amainada pela atmosfera extremamente densa do planeta, capaz de destruir meteoros bem antes deles alcançarem a superfície. Mas não está claro se o clima venusiano seria capaz de deixar a superfície tão achatada como ela é atualmente.
Então… A geologia de Vênus é um campo em que temos mais perguntas do que respostas.
E o pior: não podemos mandar um rover “comum” para lá, nem ao menos uma sonda de superfície. A pressão atmosférica, 90 vezes maior do que a da Terra, os achataria. E o calor de 460 graus Célsius as incineraria. Mesmo assim…
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