Isto é uma foto da nebulosa de Orion:
No fundo é uma foto feita com recurso a múltiplas exposições, com um telescópio que tem uma montagem que segue o céu para que o objecto esteja sempre na “moldura”.
No fundo, este objeto aparenta dar a volta à Terra uma vez a cada cerca de 23 horas, 56 minutos e 4 segundos.
A nebulosa está a cerca de 1 344 anos luz de distância, por isso, da perspectiva de alguém que está numa posição fixa na Terra, ela aparenta mover-se quase a 10% da velocidade da luz, cerca de 29 mil km/s ou cerca de 106 milhões de km/h.
Portanto, não é realmente difícil tirar uma foto da Terra em comparação, quando a velocidade relativa da Artemis II estava na ordem dos 6 mil km/h. E mais fácil é quando a Terra é bastante mais brilhante que a nebulosa, mesmo quando fotografas a parte escura.
A foto da Artemis II foi tirada com 0.25 segundos de exposição e um ISO de 52 100. Em 0.25 segundos a Terra gira 0.001° (equivalente a cerca de 100 metros de rotação ao nível do equador) e a Artemis II afasta-se dela cerca de 400 metros. Uma foto que foi tirada a uma distância na ordem dos 170 000 km. Essas centenas de metros à distância a que a Artemis II estava representam, basicamente, nada que fosse visível a mudar durante o tempo de exposição da foto. Precisarias de uma foto com 30 mil pixeis de largura ao nível do equador da Terra para veres um único pixel a mexer do início ao fim da exposição.
Um ISO de 52 100 é equivalente a 128 vezes o tempo de exposição de um ISO 400 (+ ruído), portanto, temos 0.25 segundos de exposição amplificados como se fossem 32 segundos num ISO mais “normal”.
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