Astrônomos descobriram dezenas de fluxos estelares ocultos nas regiões mais externas da nossa galáxia, a Via Láctea
Uma galáxia espiral, similar à nossa Via Láctea
Esses “rios de estrelas? são estruturas alongadas formadas por estrelas que viajam juntas no halo galáctico, a região externa e menos densa que envolve o disco principal da galáxia.
Esses fluxos são os restos de galáxias menores ou aglomerados de estrelas que foram “devorados? pela Via Láctea ao longo de bilhões de anos. Quando uma galáxia menor se aproxima demais, a força gravitacional da Via Láctea a despedaça, espalhando suas estrelas em longos fios que continuam orbitando juntas, como um rastro deixado no espaço.
A descoberta foi possível graças aos dados precisos do satélite Gaia, da Agência Espacial Europeia, que mapeia com grande detalhe a posição e o movimento de bilhões de estrelas. Usando essas informações, os pesquisadores identificaram mais de uma dezena desses fluxos escondidos que antes passavam despercebidos.
Esses achados são importantes porque ajudam a entender melhor como a Via Láctea se formou e cresceu ao longo do tempo, “comendo? galáxias menores. Além disso, o estudo dos movimentos dessas estrelas pode revelar pistas sobre a distribuição da matéria escura, uma substância invisível que exerce forte influência gravitacional, mas que ainda não conseguimos detectar diretamente.
A pesquisa traz novas luzes sobre a história violenta de fusões e colisões que moldaram nossa galáxia e sobre o papel da matéria escura em todo esse processo.
Terrarara.com.br

Nenhum comentário:
Postar um comentário