Uma gigante vermelha produz mais energia e, consequentemente, mais pressão fotônica, o que contrabalanceia a gravidade. É preciso uma quantidade absurda de energia para produzir uma pressão fotônica desta magnitude.
Só que esta energia vem de algo inesperado. À medida que o núcleo vai ficando saturado de tanto hélio, uma "concha" de hidrogênio, flutuando em torno do núcleo que agora é de hélio, aquece pela Contração de Kelvin-Helmholtz e inicia o processo de fusão. Este não é o início do ciclo carbono-nitrogênio-oxigênio, é a queima do hidrogênio restante, que agora está se fundindo nesta "concha" em torno do núcleo. Como a área superficial é maior, esta "concha" consome hidrogênio muito mais rapidamente que o núcleo, e produz mais energia.
Esta é a energia que "ganha" o cabo-de-guerra com a gravidade e impede que as camadas mais externas da estrela se tornem muito densas.
Gigantes vermelhas são bem diferentes do que você pensa. Elas são esferoides não-definidos, que não possuem fotosferas pequenas como a maioria das estrelas em suas sequências principais. As fotosferas e as coronas das gigantes vermelhas podem ter formato irregular, às vezes bastante elíptico, às vezes em forma de pera ou outros formatos, bem diferentes das esferas regulares que costumamos ver em ilustrações. Além disso, grandes células com temperaturas diferentes podem contribuir para a criação de padrões de intensidade irregular.
LEGENDA: Apenas as estrelas maiores e mais próximas podem ter suas imagens obtidas diretamente / Plutão, planeta anão, 4,2 milhões de quilômetros / Alpha Centauri A e B, estrelas similares ao sol, 4 anos-luz / R Doradus, gigante vermelha, 180 anos-luz / W Hydrae, gigante vermelha, 320 anos-luz / Antares, super gigante vermelha, 620 anos-luz / Betelgeuse, super gigante vermelha, 650 anos-luz
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