Newton, no século XVII, observou que uma maçã cai e que a Lua não sai voando pelo espaço, com uma genialidade quase sobrenatural, e concluiu que ambos os fenômenos eram manifestações da mesma força, ou seja, a gravidade. Sua lei dizia que dois corpos se atraem com uma força proporcional às suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância. Segue abaixo:
Então, Newton conseguiu explicar órbitas planetárias, prever eclipses, calcular trajetórias de cometas e praticamente transformar a astronomia numa ciência exata. Muitos pensaram…"Encerramos o expediente. O universo está resolvido." Mas não!!
Havia um pequeno detalhe que incomodava alguns físicos rabugentos:
Newton nunca explicou como a gravidade funcionava…
Imagine o Sol e a Terra separados por aproximadamente 150 milhões de quilômetros. Segundo Newton, o Sol exerce uma força gravitacional sobre a Terra instantaneamente, e "não importa a distância…a influência é imediata!!"
Quando perguntavam:"
"Mas como essa força atravessa o vazio?"
A resposta era:
"Não faço a menor ideia. Só sei que funciona…."
Então entra em cena o sujeito de cabelo desgrenhado que parecia ter acabado de sobreviver a uma explosão nuclear: Albert Einstein!
Einstein olhou para a gravidade e propôs algo quase interessante…
Segundo ele, não existe uma força gravitacional no sentido tradicional. O que existe é a deformação do espaço e do tempo causada pela presença de massa e energia.
Imagine o espaço-tempo como um colchão elástico. Coloque uma bola de boliche sobre ele e a superfície afunda….Agora coloque uma bolinha menor próxima. Ela não está sendo "puxada" pela bola maior…Ela apenas segue o caminho natural da superfície deformada. E essa é a essência da gravidade relativística…"A matéria diz ao espaço-tempo como se curvar…O espaço-tempo diz à matéria como se mover"! E resultado matemático é muito mais MONSTRUOSO que a equação de Newton:
Traduzindo do "dialeto matemático para humanos":
"A distribuição de massa e energia determina a geometria do universo".
Na visão de Einstein, a Terra não está sendo puxada pelo Sol, mas sim seguindo a trajetória mais natural possível dentro de um espaço-tempo curvado pela massa solar. Imagine uma formiga caminhando em linha reta sobre uma laranja. A formiga acredita estar andando reto. Quem vê de fora percebe que sua trajetória é curva porque a superfície é curva….é isso!
A teoria de Einstein também resolveu problemas que Newton não conseguia explicar completamente. O mais famoso era a órbita de Mercúrio, que apresentava uma pequena anomalia, e durante décadas, astrônomos tentaram encaixar o comportamento do planeta nas equações newtonianas…sem sucesso. Então, Einstein fez as contas e a discrepância apareceu naturalmente.
Depois vieram outras previsões extraordinárias, por exemplo… a luz sendo desviada pela gravidade, o tempo passando mais devagar próximo às grandes massas, a existência de buracos negros, ondas gravitacionais se propagando pelo cosmos, e por aí vai….
Tudo isso parecia ficção científica, mas acabou sendo observado experimentalmente!
Saiba que Newton continua sendo o rei….Para calcular a trajetória de um foguete, a órbita de um satélite ou a queda de uma chave inglesa do alto de uma escada, a física newtoniana funciona tão bem que usar Einstein seria como contratar uma orquestra sinfônica para tocar "Parabéns Pra Você". Mas quando entramos em regiões extremas, velocidades próximas à da luz, estrelas de nêutrons, buracos negros ou a própria estrutura do universo, Newton começa a tropeçar e Einstein assume o volante.
Podemos dizer que um gênio descobriu a engrenagem…e outro gênico percebeu que a engrenagem fazia parte da máquina.
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