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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Ele é maior que a Terra, orbita uma anã vermelha... e gira no sentido errado




Astrônomos identificaram uma característica incomum no exoplaneta GJ 3090 b: sua órbita é retrógrada, ou seja, ele se movimenta em direção oposta à rotação de sua estrela.

O planeta tem cerca de 2,2 vezes o raio da Terra e 4,5 vezes sua massa e está a aproximadamente 72 anos-luz de distância, orbitando uma pequena estrela anã vermelha.

Essa configuração é difícil de explicar porque estrelas e planetas normalmente se formam a partir do mesmo disco de gás e poeira, fazendo com que suas órbitas tendam a seguir a mesma direção.

Os pesquisadores ainda investigam como GJ 3090 b adquiriu essa órbita incomum. Uma das possibilidades é que a estrela tenha interagido com outro disco de material desalinhado durante sua formação.

Uma missão pode acompanhar o cometa Halley em 2061

 



Cientistas estudaram uma nova trajetória que poderia permitir que uma espaçonave não apenas passasse pelo cometa Halley, mas permanecesse acompanhando-o durante sua próxima passagem pelo Sistema Solar interno.

A proposta combina assistências gravitacionais de Júpiter e Saturno com propulsão elétrica de baixo empuxo. A ideia é alcançar o Halley antes que ele fique muito ativo e, assim, observar de perto como o cometa se transforma à medida que se aproxima do Sol.

O Halley passou perto do Sol pela última vez em 1986 e deve retornar em 2061, seguindo seu ciclo de aproximadamente 76 anos. A missão ainda é apenas um conceito de trajetória, não uma missão espacial aprovada ou financiada.

Fonte: Flores et al., “Double Gravity-Assist Rendezvous Trajectory to Halley’s Comet Using Deep-Space Low Thrust”, arXiv, 2026


Astrônomos encontram o planeta mais jovem já descoberto, ainda em fase de formação

 



Um planeta chamado Elias 2-24 b acaba de ser confirmado, com menos de um milhão de anos. Em comparação com a Terra, que tem 4,6 bilhões de anos, ele é como um recém-nascido no universo — ainda ligado ao "cordão umbilical" de onde nasceu.

A massa desse planeta é parecida com a de Júpiter, e ele está a cerca de 450 anos-luz da Terra. Ele ainda vive dentro do disco de gás e poeira que o originou, girando ao redor de uma estrela jovem enquanto continua a absorver material e crescer.

Sua posição chama atenção: fica cerca de 55 vezes mais longe de sua estrela do que a Terra está do Sol, exatamente dentro de uma lacuna bem visível no disco. Os astrônomos suspeitavam há anos que essa lacuna fosse aberta por um planeta em formação. Agora, a confirmação transformou a suspeita em certeza.

Mas o que intriga os pesquisadores é a idade. Segundo os modelos atuais, um planeta do tamanho de Júpiter, a essa distância, levaria cerca de 5 milhões de anos para se formar. Elias 2-24 b cresceu muito mais rápido e muito mais longe — o que sugere que as teorias de formação planetária podem estar deixando algo importante de fora.

O estudo foi liderado por Andrea Bernardi, da Universidade Diego Portales, no Chile. A equipe usou dados de arquivo do Observatório Keck de 2018 e 2020, combinados com observações anteriores do ALMA e do Very Large Telescope, para confirmar a identidade do planeta.

📌 Fonte: Bernardi et al., "Searching for Embedded Protoplanets with the Keck/NIRC2 Vortex Coronagraph: Confirmation of a Core-accretion Planet in the Narrow Gap of the Elias 2-24 Disk", The Astrophysical Journal Letters (2026)





Galáxia a 55 milhões de anos-luz apresenta estrutura incomum

 


Uma nova imagem do Telescópio Espacial Hubble revelou em detalhes a NGC 4698, uma galáxia espiral localizada a cerca de 55 milhões de anos-luz da Terra, na direção da constelação de Virgem.

O que chama a atenção é sua estrutura incomum. Enquanto o disco externo da galáxia segue uma orientação, as estrelas e o gás próximos ao centro giram em uma direção perpendicular a ele.

A NGC 4698 também possui um centro alongado que se estende quase em ângulo reto em relação ao seu disco. No núcleo está um buraco negro supermassivo com milhões de vezes a massa do Sol.

Os astrônomos acreditam que essa configuração pode estar relacionada à entrada de gás vindo de fora da galáxia. Há também sinais de que a NGC 4698 pode ter passado por uma pequena fusão com outra galáxia no passado.

O resultado é uma das estruturas mais incomuns já observadas em uma galáxia espiral.





Vênus pode ter tido uma Lua que acabou destruída

 



As imagens de Saturno feitas pelo Hubble e pelo James Webb são tão diferentes porque cada telescópio observa o planeta em uma faixa distinta da luz. O Hubble registra principalmente luz visível, enquanto o Webb utiliza o infravermelho para revelar estruturas que não aparecem da mesma forma.

No infravermelho, Saturno fica muito mais escuro porque o metano de sua atmosfera absorve grande parte da luz nessa faixa. Já os anéis, formados principalmente por partículas de gelo de água, permanecem extremamente brilhantes, criando esse contraste impressionante.

As observações também permitem identificar detalhes da atmosfera e várias luas de Saturno, mostrando como diferentes comprimentos de onda podem revelar características distintas do mesmo planeta.




Saturno parece um planeta completamente diferente quando observado pelo Webb

 



As imagens de Saturno feitas pelo Hubble e pelo James Webb são tão diferentes porque cada telescópio observa o planeta em uma faixa distinta da luz. O Hubble registra principalmente luz visível, enquanto o Webb utiliza o infravermelho para revelar estruturas que não aparecem da mesma forma.

No infravermelho, Saturno fica muito mais escuro porque o metano de sua atmosfera absorve grande parte da luz nessa faixa. Já os anéis, formados principalmente por partículas de gelo de água, permanecem extremamente brilhantes, criando esse contraste impressionante.

As observações também permitem identificar detalhes da atmosfera e várias luas de Saturno, mostrando como diferentes comprimentos de onda podem revelar características distintas do mesmo planeta.


WST revela um buraco negro supermassivo lançado para longe de sua galáxia

 



O Telescópio Espacial James Webb confirmou evidências de um buraco negro supermassivo viajando pelo espaço a cerca de 954 km/s, aproximadamente 0,32% da velocidade da luz.

O objeto, chamado RBH-1, teria pelo menos 10 milhões de vezes a massa do Sol e deixa para trás uma enorme estrutura de gás e formação estelar com cerca de 62 kpc, equivalente a aproximadamente 200 mil anos-luz.

Os dados do JWST mostram uma onda de choque produzida pelo movimento supersônico do objeto. Os pesquisadores apontam que o buraco negro pode ter sido expulso de sua galáxia após uma fusão de buracos negros e o consequente recuo causado por ondas gravitacionais.

Fonte: Pieter van Dokkum et al., JWST Confirmation of a Runaway Supermassive Black Hole via its Supersonic Bow Shock, The Astrophysical Journal Letters / arXiv (2025).



Um exoplaneta distante pode ter revelado seu campo magnético

 



Astrônomos detectaram ondas de rádio vindas diretamente de Beta Pictoris b, um gigante gasoso localizado a cerca de 63 anos-luz da Terra.

As emissões apresentam características semelhantes às auroras de rádio observadas em Júpiter e parecem ser produzidas pela interação de partículas carregadas com o campo magnético do planeta.

A frequência dessas emissões permitiu estimar que o campo magnético de Beta Pictoris b seja de pelo menos 1,25 quilogauss, muito mais intenso que o campo magnético da superfície da Terra.

Se confirmado pela revisão por pares, o resultado representará a primeira medição direta do campo magnético de um exoplaneta, abrindo uma nova possibilidade para estudar mundos além do Sistema Solar.

Fonte: Ortiz Ceballos et al., Discovery of radio emission from the exoplanet β Pictoris b, arXiv, 2026.




Betelgeuse

 



Betelgeuse, uma das estrelas mais conhecidas do céu, finalmente pode ter explicado um antigo mistério. Por anos, seu brilho variava de forma irregular, com dois ciclos diferentes.

O ciclo mais curto, de cerca de 400 dias, já era ligado a pulsações da própria estrela. Mas o ciclo mais longo, de aproximadamente 2.100 dias, continuava sem explicação.

Agora, após quase uma década de observações, astrônomos encontraram evidências de uma estrela companheira escondida, chamada Siwarha. Ela orbita dentro das camadas externas de Betelgeuse.

Ao se mover por essa enorme atmosfera, Siwarha parece abrir uma esteira de gás, como um barco deixando ondulações na água. Isso altera sutilmente a luz emitida por Betelgeuse, principalmente no ultravioleta, e produz o ciclo longo que intrigava os cientistas.

A descoberta ajuda a entender como estrelas gigantes perdem material antes de explodir como supernovas. A companheira está oculta atrás de Betelgeuse e só deve reaparecer em agosto de 2027.

Mesmo invisível, sua presença muda o que sabíamos sobre uma estrela observada há séculos — e lembra que o céu ainda guarda segredos.



A antimatéria

 



 A antimatéria é considerada uma das fontes de energia mais poderosas que a física permite imaginar para a propulsão espacial.

Quando matéria e antimatéria entram em contato, suas massas são convertidas em energia com uma eficiência muito maior que a dos combustíveis convencionais.

Isso faz da propulsão por antimatéria uma possibilidade para missões espaciais de longa distância, já que uma quantidade extremamente pequena de combustível poderia, em princípio, liberar uma enorme quantidade de energia.

O problema é que essa tecnologia ainda está muito longe de ser utilizada em espaçonaves. Produzir antimatéria é extremamente difícil e ineficiente, e armazená-la exige campos eletromagnéticos e condições de vácuo para impedir que ela entre em contato com a matéria comum. 

Água sobrevive surpreendentemente perto do centro da Via Láctea


 O Telescópio Espacial James Webb detectou água ao redor da estrela moribunda IRS 3, localizada a apenas 0,55 ano-luz de Sagitário A*, o buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia.

A região é extremamente hostil, com intensa radiação e a enorme influência gravitacional do buraco negro. Ainda assim, o Webb encontrou água e poeira rica em oxigênio no envelope que envolve a estrela.

A descoberta mostra que estrelas em estágios avançados de evolução ainda podem liberar materiais no espaço mesmo em ambientes extremos. Esses elementos podem contribuir, no futuro, para a formação de novas estrelas e planetas.

A descoberta não significa que exista um planeta ou vida ali, mas revela que moléculas importantes podem sobreviver muito mais perto de um buraco negro supermassivo do que se imaginava. 

Um buraco negro está apontando um jato quase diretamente para a Terra

 


Astrônomos identificaram o primeiro microblazar convincente conhecido na Via Láctea. O sistema, chamado IRAS 18293−0941, está a cerca de 12 mil anos-luz e contém um buraco negro orbitando uma estrela massiva.

Enquanto captura matéria da estrela, o buraco negro lança jatos de partículas a velocidades próximas à da luz. Um deles está orientado quase diretamente em nossa direção.

O jato oposto também chamou a atenção: ele parece atingir uma nuvem molecular, criando uma região onde partículas podem ser aceleradas a energias extremamente altas. Observações associam essa região a emissões de raios gama de altíssima energia.

A descoberta oferece aos astrônomos uma oportunidade de estudar, dentro da nossa própria galáxia, fenômenos semelhantes aos blazares observados em galáxias distantes.

📌 Fonte: Martí et al., A Galactic microblazar as a potential accelerator of ultra-high-energy particles, Astronomy & Astrophysics (2026). 


A Voyager 1 continua avançando pelo espaço interestelar

 


Lançada pela NASA em 1977, a Voyager 1 é o objeto construído pela humanidade que está mais distante da Terra. Em 2012, ela atravessou a heliopausa e entrou no espaço interestelar, além da região dominada pelo vento solar.

Atualmente, a sonda segue se afastando do Sistema Solar a cerca de 3,5 unidades astronômicas por ano. Em novembro de 2026, ela deverá atingir uma distância de aproximadamente 25,9 bilhões de quilômetros da Terra, equivalente a 1 dia-luz.

Apesar de já estar no espaço interestelar, a Voyager 1 ainda não deixou completamente o Sistema Solar. Segundo a NASA, ela levará cerca de 300 anos para alcançar a região interna da Nuvem de Oort e possivelmente cerca de 30 mil anos para atravessá-la.

A sonda continua sua jornada em direção à região da estrela Gliese 445, da constelação da Ursa Menor. Ela deverá passar a cerca de 1,7 ano-luz dessa estrela daqui a aproximadamente 40 mil anos.

📸: NASA/JPL-Caltech — missão Voyager


Saturno estará em oposição neste domingo

 


No dia 4 de outubro de 2026, Saturno chegará à oposição, quando a Terra fica entre o planeta e o Sol. Nesse período, Saturno estará aproximadamente em sua maior aproximação da Terra e no maior brilho do ano, alcançando magnitude 0,3.

O planeta dos anéis poderá ser visto a olho nu durante toda a noite, aparecendo como um ponto brilhante no céu. Com um pequeno telescópio, já é possível observar seus famosos anéis. 



Há 100 anos, achávamos que a Via Láctea era TODO o universo. Estávamos errados. E o erro era 93 bilhões de anos-luz maior.

 



Há cerca de um século, os astrônomos ainda não sabiam que a Via Láctea era apenas uma entre inúmeras galáxias. Na década de 1920, as observações de Edwin Hubble ajudaram a demonstrar que existiam outras galáxias além da nossa e que o universo estava em expansão.

Hoje, sabemos que o universo observável tem cerca de 93 bilhões de anos-luz de diâmetro. Esse número não significa que o universo inteiro tenha necessariamente esse tamanho: trata-se apenas da região cuja luz teve tempo de chegar até nós.

A diferença entre o que conhecíamos há 100 anos e o que sabemos hoje mostra como novas observações podem transformar completamente nossa compreensão do cosmos

A névoa de Plutão pode controlar seu clima

 


Observações feitas pelo Telescópio Espacial James Webb revelaram que a misteriosa névoa que envolve Plutão tem um papel importante no equilíbrio térmico de sua atmosfera.

Com o instrumento MIRI, os pesquisadores conseguiram separar as emissões infravermelhas de Plutão e Caronte e detectar a emissão térmica da própria névoa. Os dados indicam que ela é formada por partículas orgânicas semelhantes às encontradas em Titã, além de hidrocarbonetos e nitrilas congeladas.

A pesquisa mostra que essa névoa pode controlar grande parte do balanço energético da atmosfera de Plutão, influenciando suas temperaturas, seu clima e a circulação atmosférica ao longo das estações.

A ideia já havia sido proposta teoricamente em 2017. Agora, as observações do James Webb fornecem evidências diretas de que a névoa realmente desempenha esse papel. 

Mapeamento da Teia Cósmica pelo Telescópio Euclid — A Geometria da Matéria Escura

 A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou a primeira grande remessa de dados e mapas tridimensionais capturados pelo Telescópio Espacial Euclid. Lançado com o objetivo de decifrar a natureza da Matéria Escura e da Energia Escura, o observatório iniciou o mapeamento de mais de um bilhão de galáxias ao longo de um terço de todo o céu observável.

O Efeito de Lente Gravitacional Fraca

O Euclid utiliza a técnica de lente gravitacional fraca (Weak Gravitational Lensing) para medir as minúsculas distorções na forma aparente das galáxias de fundo causadas pela gravidade da matéria escura interveniente:

Essa distorção no cisalhamento gravítico (γ) permite reconstruir o perfil de densidade tridimensional da teia cósmica sem depender da luz emitida visível.

  • Confluência de Filamentos: Os dados revelam que os aglomerados de galáxias crescem nas intersecções dos filamentos invisíveis de matéria escura, confirmando o modelo cosmológico padrão (ΛCDM) em escalas megaparsec.

  • Restrições à Massa dos Neutrinos: A distribuição dos filamentos menores impõe limites estritos à soma das massas dos neutrinos (), pois partículas muito leves "suavizam" a aglomeração da matéria em pequenas escalas.

Referência Científica: Euclid Collaboration: First Data Release and Spatial Distribution of Dark Matter Halos, Nature Astronomy / ESA Euclid Consortium Papers (2024/2025).

Cassiopeia A em 3D — A Estrutura Interna da "Bomba de Nitrogênio" Revelada pelo JWST


O instrumento MIRI do Telescópio James Webb gerou a reconstrução tridimensional mais rica já obtida de um remanescente de supernova: Cassiopeia A (Cas A), localizado a 11.000 anos-luz de distância.

O "Monstro Verde" e o Reagrupamento de Poeira

A imagem infravermelha de alta resolução expôs detalhes que revolucionaram a teoria do choque de supernovas:

  1. Nós de Poeira Prístina: O JWST identificou filamentos internos de enxofre, argônio e neônio que não se misturaram durante a explosão, provando que o material do núcleo expulso retém sua camada de nucleossíntese original.

  2. O "Green Monster" (Monstro Verde): Uma estrutura circular de luz infravermelha no centro do remanescente revelou ser o resultado da onda de choque da supernova colidindo com o material gasoso previamente expelido pela estrela em sua fase de supergigante vermelha antes da explosão final.

Cometa Interstelar 2I/Borisov — Análise de Monóxido de Carbono Prístino

 



Estudos recentes reanalisando os dados do radiotelescópio ALMA e do JWST sobre o cometa 2I/Borisov — o segundo objeto interstelar confirmado a visitar o Sistema Solar — revelaram detalhes fascinantes sobre a sua química de origem em outro sistema planetário.

Abundância Extrema de Monóxido de Carbono

O coma gasoso do 2I/Borisov apresentou uma concentração de monóxido de carbono significativamente superior à da maioria dos cometas nativos do Nosso Sistema Solar (além de 2,5 vezes mais $\text{CO}$ do que vapor de água a distâncias de 2 UA do Sol):

  • Formação em Regiões Ultracongeladas: Essa proporção prova que o cometa se formou no disco protoplanetário externo de uma estrela anã fria, em regiões onde as temperaturas ficavam abaixo de $-250^\circ\text{C}$ ($20\text{ K}$), preservando voláteis inalterados desde o nascimento do seu sistema estelar original.

Referência Científica: Cordiner et al., "ALMA autopsies of interstellar comet 2I/Borisov gas composition", Nature Astronomy (2024).

"Little Red Dots" — O Paradoxo das Galáxias Compactas pelo JWST


 O Telescópio Espacial James Webb descobriu uma população de objetos avermelhados e extremamente compactos nos primeiros 700 milhões de anos do Universo, apelidados pela comunidade astrofísica de "Little Red Dots" (Pequenos Pontos Vermelhos).

Uma Densidade de Buracos Negros Sem Precedentes

Análises espectroscópicas revelaram que esses pequenos pontos abrigam buracos negros supermassivos com massas equivalente a até 10% da massa estelar total da galáxia (em comparação com $0{,}1\%$ no Universo local).

  • O Enigma da Densidade: A densidade de massa nessas galáxias primordiais excede qualquer estrutura observada posteriormente, sugerindo um canal de formação estelar hiper-eficiente combinado com a rápida acreção de gás diretamente no núcleo galáctico.

Referência Científica: Matthee et al., "Little Red Dots: An Abundant Population of Early Broad-line Active Galactic Nuclei", The Astrophysical Journal (2024).