Há mais de um século a física quântica se debate com a interpretação do fato de que partículas como o elétron podem estar em múltiplos lugares simultaneamente e só assumem uma posição fixa no momento de sua detecção.
Há várias interpretações para isto. A segunda interpretação mais popular entre os físicos é a dos "muitos mundos", segundo a qual todas as posições possíveis do elétron, antes de ser detectado, são reais e se situam em outros universos.
Vamos parar aqui por enquanto e vamos para outro fato notável da física.
A "radiação cósmica de fundo" ou CMB na sigla em inglês é a mais antiga radiação que chega até nós, em todas as direções, vinda de cerca de 380.000 anos após o Big Bang.
Lembre-se que fótons não envelhecem jamais, eles simplesmente se espalham.
Desta forma, eles estão agora extremamente rarefeitos e, de uma temperatura conjunta de trilhões de trilhões de graus Kelvin na origem, o que medimos agora é apenas cerca de 2,73°K.
Foi feito um mapa da temperatura recebida desta radiação em todas as direções e o resultado é este abaixo. Por incrível que pareça, esta é uma "foto" realista do universo logo após o Big Bang.
As diferenças de cores indicam diferenças de apenas micro graus, o que é um fato espantoso e indica que o universo é extremamente uniforme.
Menos nesta área:
É uma área muito extensa, com cerca de um bilhão de anos luz de largura e que destoa totalmente das outras por ser muito mais "fria" - alguns micro graus Kelvin a menos, mas o suficiente para chamar a atenção.
Varias hipóteses foram feitas para explicar isto: erro de medição, existência de um grande vazio no caminho dos fótons ou a área toda é simplesmente vazia de matéria.
Com o enfraquecimento de todas estas hipóteses, alguns físicos alegam que a hipótese que apresenta o modelo exótico mais maluco é, na verdade, a mais coerente com o modelo padrão atual de universo. Esta hipótese sugere simplesmente que esta área fria é o lugar onde nosso universo se chocou com outro.