Não existe definitivamente um "nada" no espaço existente entre as galáxias: o que acontece é que a distribuição de matéria neste campo é extremamente ínfima. Neste espaço, a média da quantidade de átomos em cada metro cúbico é estimado em pouquíssimas unidades! Sabemos que as galáxias são aglomerados de estrelas unificados gravitacionalmente, portanto podemos supor que existam algumas estrelas "vagando" sozinhas pelo frio e escuro vácuo intergaláctico.
Entretanto, somente 4% do universo é formado por matéria bariônica - ou seja, a matéria "convencional", formada sobretudo por prótons, nêutrons e elétrons. Além da matéria bariônica, o universo é preenchido por algumas manifestações obscuras: a matéria escura e energia escura.
Já abordei-as especificamente em uma outra resposta, mas, de forma resumida, a matéria escura é uma forma de matéria invisível e observada indiretamente através de análises gravitacionais de aglomerados galácticos. Por sua vez, a energia escura seria uma espécie de "anti-gravidade" que permitiria a expansão acelerada que observamos no universo observável!
Caso queira visualizar a minha resposta onde é abordado matéria e energia escuras, clique aqui para ver!
E não é só de matéria e energia escura que recheiam o espaço intergaláctico! Repentinamente, partículas e antipartículas podem colidirem-se, resultando no aniquilamento total de ambas… ou melhor, o conjunto partícula-antipartícula transforma-se em energia, cuja quantidade pode ser estipulada pela fórmula da equivalência massa-energia!
Já abordei antipartículas aqui no Quora. Confira-o clicando aqui, mas só se você quiser!
Realmente, o espaço intergaláctico tem MUITO mais do que nós imaginamos!
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