Pop up my Cbox

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Um de nossos planetas pode estar faltando, e isso poderia explicar por que o sistema solar tem a aparência que tem.

 Nosso sistema solar possui dois gigantes de gelo, Urano e Netuno, mas pode ter existido um terceiro. De acordo com um novo estudo publicado na revista Icarus , esse mundo extra pode ter desencadeado uma violenta reorganização planetária bilhões de anos atrás, que poderia ter afetado algumas das luas de Júpiter e Urano e possivelmente levado à formação de outras. 

Crédito: Pixabay/CC0 Domínio Público 

Quase acidentes

Pouco depois da formação dos planetas, entre 4 e 4,5 bilhões de anos atrás, o sistema solar externo passou por um período de extremo caos conhecido como instabilidade do Modelo de Nice. Durante essa era, as órbitas de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno sofreram alterações drásticas, tornando-se altamente instáveis.

Os encontros próximos eram comuns, com os planetas gigantes se aproximando incrivelmente uns dos outros e se atraindo mutuamente com poderosas forças gravitacionais. Esse movimento caótico acabou resultando no assentamento dos planetas em suas posições atuais. Mas os cientistas há muito se perguntam como suas luas regulares sobreviveram a essa violenta agitação.

Para entender o que estava acontecendo, particularmente com as luas do gigante gasoso Júpiter e do gigante de gelo Urano, uma equipe de pesquisadores analisou 122 simulações computacionais do sistema solar primitivo. Elas foram escolhidas dentre milhares de opções por reproduzirem características importantes do sistema solar externo atual.

Os cientistas usaram um software que rastreou as complexas interações gravitacionais entre os planetas, luas, o Sol e rochas espaciais que passavam ao longo de milhões de anos. Eles testaram versões da história que começaram com cinco ou seis planetas gigantes. Isso porque a versão atual do Modelo de Nice inclui cenários com um ou dois gigantes adicionais que foram posteriormente ejetados do sistema solar.

Ataques e fugas cósmicas

Os modelos computacionais mostraram que a taxa de sobrevivência dos sistemas de luas de Júpiter e Urano era baixa. Como os pesquisadores observam em seu artigo, "Descobrimos que a probabilidade de sobrevivência para os sistemas de luas jovianos e uranianos é inferior a 15% em ambos os casos". De todos os cenários testados, apenas um apresentou a sobrevivência conjunta das luas e planetas originais.

Quando os planetas se aproximaram demais de Urano, a imensa gravidade quase garantiu a destruição de suas luas. Mas, em vez de serem lançadas para o espaço, elas colidiram umas com as outras em alta velocidade. Isso resultou em um enorme campo de detritos de gelo que, com o tempo, se aglomeraram novamente. A equipe de pesquisa acredita que isso pode explicar como Miranda, a lua de Urano, se formou. 

Mas essa não foi a única vez que as simulações revelaram uma história violenta para suas luas. "Nossos resultados indicam que as luas de Urano provavelmente foram perturbadas a ponto de colidirem pelo menos duas vezes: como resultado tanto do impacto que inclinou o planeta quanto da instabilidade do planeta gigante."

Embora o artigo apresente um panorama fascinante do início do sistema solar, os pesquisadores reconhecem que as simulações não conseguem capturar todos os detalhes e que mais modelagem será necessária para determinar o destino de cada lua individualmente.

Phys.org

A Estrela Polar tem planetas?

A Estrela Polar (Polaris), ou mais especificamente Polaris Aa, é uma estrela gigantesca, quase 40 vezes maior do que o Sol e mais de mil vezes mais brilhante. Ela é orbitada por outra estrela, Polaris Ab, que é bem normal, semelhante ao Sol, e cuja distância da estrela principal é mais ou menos equivalente à distância de Urano ao Sol. Polaris Aa é uma estrela variável Cefeida, o que significa que está em processo de mudança da sequência principal e seu brilho varia ao longo de algumas semanas.

Esse conjunto de fatores torna o sistema Polaris A um local improvável para abrigar vida. A fera pulsante no centro e o touro preso por uma coleira que o orbita significam que, mesmo se um ou mais planetas pudessem ter se formado nessa confusão, eles teriam sido esterilizados pela radiação.

Só que o sistema tem uma terceira estrela, Polaris b, que é apenas uma estrela comum semelhante ao Sol e orbita Polaris Aa e Ab a uma distância de 2.400 UA. É totalmente plausível que possa haver planetas ao seu redor, talvez até mesmo habitáveis.

Qual é a foto motivo de orgulho dos astrônomos?

Esta é uma das melhores fotos de Júpiter, tirada em 2020, registrando o trânsito do satélite Io e a sombra de Io sobre Júpiter, com vários detalhes de diferenças de albedo na superfície de Io, e a Grande Mancha Vermelha também está na face visível. Na foto também se pode notar claramente o achatamento do planeta, que pode ser medida em cerca de 1/16,2, muito perto do valor correto, 1/15,43.

Uma de minhas melhores fotos de Saturno, registrando claramente o hexágono no polo Norte, o anel-C, demarcações de 6 outros anéis, inclusive a divisão de Encke. Além disso, estão na foto dois de seus maiores satélites, Tétis e Dione. O achatamento do planeta também está facilmente perceptível, mas não tão fácil de medir devido à inclinação do equador em relação ao nosso ângulo de visão.

Minha foto de Marte durante a oposição periélica de 2020 com seus dois pequenos satélites Fobos e Deimos (que em grego significam "medo" e "terror", filhos do deus da guerra). Para que os satélites se tornem visíveis, é necessário testar várias configurações no ajuste do brilho, porque se aumentar demais, o brilho do planeta ofusca Fobos, e se não aumentar o suficiente, eles não aparecem. Além disso, devido à rápida translação (Fobos gira em torno de Marte completando uma volta em menos de 10h), em poucos minutos ele desapareceria atrás ou sobre o disco brilhante do planeta.

Mais uma de Marte, dessa vez sem estourar no brilho, evidenciando vários detalhes da superfície marciana. O detalhe mais notável é o gigantesco vulcão inativo Elysium, com 14 km de altitude em relação ao nível do elipsoide e 16 km acima da planície adjacente, quase duas vezes a altura da maior montanha da Terra, embora Marte tenha pouco mais que metade do diâmetro da Terra (neste caso o termo é razoavelmente aplicável). Também foram registradas várias nuvens orográficas (manchas brancas, exceto a calota), a calota polar Sul bem pequena no Verão periélico em Marte (em outras fotos, ela aparece muito maior), diversas regiões de diferença de albedo bem delimitadas. Também assinalei os locais de pouco dos veículos enviados por humanos nesta face de Marte. Perseverance, na borda superior de Syrtis Major, estava quase desaparecendo com a rotação, se a foto fosse feita alguns minutos depois, já não estaria na face visível.

Mercúrio é um objeto difícil de fotografar e principalmente de registrar algum detalhe. No livro "Gênios da Humanidade", Asimov comenta q talvez Copérnico nunca tenha observado Mercúrio. A dificuldade é q por ele ter órbita interna à da Terra e estar muito perto do Sol, seu afastamento aparente do Sol fica limitado a cerca de 28º, ou seja, nas condições mais favoráveis, ele fica acima do horizonte cerca de 55 minutos antes do nascer do Sol ou 55 minutos depois do por-do-Sol, numa região ainda bastante clara do céu. Apesar disso, depois que ele foi localizado, é possível continuar observando-o mesmo que o Sol esteja no céu, devido ao seu grande brilho de superfície. Neste registro podemos ver algumas manchas de albedo na superfície.

Foto de Sírius A e Sírius B, numa posição favorável. Quando Sírius B se encontra mais próxima, fica mais difícil registrá-la pq fica ofuscada. Sírius B é um objeto muito interessante, é uma estrela "morta" que colapsou após terminar seu combustível nuclear, tornando-se uma anã-branca, tal como ocorrerá com nosso Sol daqui a cerca de 7 bilhões de anos. Ela tem aproximadamente o tamanho da Terra, mas sua massa é cerca de 300.000 vezes maior. Um artigo com uma descrição resumida do processo como uma estrela "normal" da sequência principal se transforma numa anã-branca pode ser encontrado em alguns de meus artigos em Sistema Automático de Investimento | Saturno V

Esta é uma de minhas fotos favoritas pelo significado. Esta pequena estrela em close no canto superior direito é a cefeida que foi usada por Hubble no início do século XX para calcular a distância até Andrômeda, utilizando o método desenvolvido por Henrietta Levitt, q serviu possibilitou a descoberta da expansão do Universo, bem como a determinação da escala do Universo.

Esta também é uma foto de que gosto muito, registrando a conjunção entre Plutão e Pasífae. Em 1610, quando Galileu começou a utilizar o primeiro telescópio, foram descobertos os primeiros satélites orbitando outro planeta, bem como foi estabelecido o conceito de "satélite" por Kepler. Até então, a Lua era considerado um planeta. Galileu observou 4 satélites em torno de Júpiter, e por quase 300 anos não foi descoberto mais nenhum satélite em Júpiter. Foram descobertos satélites em Saturno, Marte, Urano, Netuno, até satélites que não existiam foram "descobertos" em Vênus, mas Júpiter continuava com apenas 4 satélites conhecidos. Em 1892 foi descoberto o 5º satélite de Júpiter, Amaltéia, e nos anos seguintes foram descobertos mais alguns pequeninos objetos na órbita de Júpiter, entre os quais Pasífae, descoberto em 1908, sendo o 8º satélite conhecido. Neste caso temos uma conjunção insólita em que Pasífae e Plutão chegaram muito perto um do outro (sob a perspectiva de um observador situado na Terra), separados por uma distância angular menor do que 1 grau. Para se ter ideia, a distância aparente de Pasífae a Plutão ficou menor do que a distância aparente de Pasífae a Júpiter, embora Pasífae seja satélite de Júpiter. São raras as fotos amadoras de Amaltéia, geralmente as fotos amadoras só incluem os 4 satélites galileanos, e mais raras ainda são as fotos dos outros satélites de Júpiter, e nesse caso, tem o detalhe especial de Plutão estar no mesmo campo.

O cometa de Encke foi o segundo cujo período orbital foi determinado (o primeiro foi o cometa de Halley) e tem outras peculiaridades interessantes: tem o período orbital mais curto de um cometa, apenas 3,3 anos, e há estudos q sugerem que o evento ocorrido em Tunguska, em 1908, foi provocado por um fragmento do cometa de Encke. Nesta foto aparece também o aglomerado Pac-Man, devido à similaridade com o personagem do videogame.

Estas foram as melhores fotos que tirei dos 4 maiores satélites de Júpiter: Io, Europa, Ganímedes e Callisto. Nos casos de Io e Ganímedes pode-se reconhecer grande quantidade de features em suas superfícies. Esta imagem foi ampliada com o uso do GigaPixel, um software que utiliza Inteligência Artificial e produz resultados muito interessantes. Para enxergar estes satélites como aparecem na foto, seria necessário usar um telescópio com 101,6 m de distância focal (mais de 100 m comprimento se fosse um refrator), mas foram produzidas usando um telescópio amador com apenas 2,54 m de distância focal e 2,49x de zoom óptico com uma Barlow Celestron Ultima 2x. As diferenças de albedo em Callisto não correspondem ao que seria esperado, e provavelmente várias são artefatos. Em Europa há poucos detalhes visíveis, mas parecem ser reais, não são artefatos. Para cada um destes satélites, foram empilhadas 140.000 fotos, para melhorar a relação sinal/ruído e conseguir extrair mais detalhes. Foram 15 a 20 minutos de captura à taxa de 120 frames por segundo em cada, e várias etapas de processamento posterior para fazer emergir o máximo de detalhes reais e filtrar os artefatos, mesmo assim ainda há alguns artefatos em Io (uns 15%) q não correspondem à imagem esperada e vários artefatos em Callisto. Até os anos 1980, nem com os maiores telescópios do mundo se conseguia imagens destes satélites com este nível de detalhes.

Foto de Io que tirei em 2020, comparada com foto tirada pela sonda espacial Voyager II, que passou perto de Io em 1979. Pode-se identificar vários detalhes na superfície de Io.

Foto de Marte, cerca de 2 meses antes da oposição periélica, quando a calota polar Sul começou a sublimar devido à aproximação de Marte ao Sol. Diferentemente da Terra, cujas estações do ano são predominantemente determinadas pela inclinação do eixo axial, no caso de Marte as estações são determinadas principalmente pela variação de sua distância ao Sol, isso pq a excentricidade orbital da Terra é de apenas 0,0167 enquanto a excentricidade orbital de Marte é de 0,0934. Algumas semanas antes, não havia a mancha escura no meio da região branca. No dia que a calota começou a derreter, o evento foi registrado pelo amigo Carlos Alberto Palhares, que também participa de um grupo com os 25 melhores astrofotógrafos planetários do Brasil. Aqui estava nublado e não consegui fazer registros, mas alguns dias depois fiz esta foto na qual se pode observar um estágio já razoavelmente avançado da sublimação,, bem como se pode observar algumas nuvens orográficas nas regiões próximas. Também está visível na imagem, perto da borda superior direita, o maior vulcão e também maior montanha do Sistema Solar, o Monte Olimpo, com 26 km de altitude em relação à planície em q se encontra e 24 km acima do nível do elipsoide. Embora Marte tenha órbita externa à da Terra, como não fica muito mais distante que a Terra, ele apresenta fases (exceto a fase equivalente à "Lua nova", obviamente). Por isso a borda direita não está iluminada. O mesmo efeito ocorre com todos os planetas, mas quanto mais distante, menor é a porcentagem que chega a ficar em sombra. Na foto de Júpiter, por exemplo, também se pode observar sutilmente este efeito na borda esquerda.

Embora nestas ocasiões, com este ângulo de iluminação, Marte ainda esteja bem mais distante do que na oposição, o ângulo de incidência dos raios solares favorece a observação de acidentes topográficos. No caso do Monte Olimpo, por exemplo, a sombra contrasta melhor com a região iluminada do que quando Marte está em oposição.

Quanto tempo levaria para viajar até o Sol com a tecnologia espacial atual?

A distância média do sol é de cerca de 93 milhões de quilômetros. Como você perguntou "quanto tempo", podemos presumir que você anda cerca de 3 milhas por hora, que é a distância que a maioria das pessoas anda. Isso significa que uma pessoa média leva cerca de 20 minutos para caminhar 1 milha. Assim, caminhar até o sol levaria 93 milhões de milhas a 20 minutos por milha, o que equivale a 1.860.000.000 minutos (1 bilhão 860 milhões de minutos), o que equivale a 31.000.000 horas (31 milhões), o que equivale a 1.291.667 dias. Divida por 365 para obter o número de anos.

Isso significa que percorrer essa distância levaria cerca de 3.539 anos, supondo que você caminhe 24 horas por dia, 7 dias por semana. Como as pessoas provavelmente andam apenas 12 horas por dia, podemos arredondar esse número para cerca de 7.000 anos. Claro que você não pode andar no espaço, por mais imortal que seja, mas esse é o tempo que levaria para viajar 93 milhões de quilômetros.

Como Einstein criou a equação E=mc² e como ele provou isso?

 Na verdade, Einstein derivou a equação, ela não simplesmente saltou de sua mente.

Começamos observando que a energia é a integral da força em relação à distância, então a energia cinética K pode ser definida por:

Onde F é a força na direção do deslocamento, DS e S é a distância sobre a qual a força atua.

Usando a segunda lei do movimento de Newton, a força F pode ser mostrada como:

Assim, a equação para a energia cinética K agora pode ser mostrada como:

Observe que o limite de velocidade é c (a velocidade da luz).

Dilatação no tempo c torna-se 100% e as distâncias na direção do movimento diminuem para zero, portanto, um corpo nesta velocidade não experimentará tempo ou distância e, portanto, sua velocidade é definida como o limite superior.

Agora integramos por partes:

Para render:

O resultado mostra que a energia cinética de um corpo é igual ao aumento de sua massa como conseqüência de seu movimento relativo multiplicado por c2.

Isso pode ser reorganizado para mostrar:

Se a energia cinética for diminuída de forma que K = 0, o corpo ficará estacionário, mas ainda possuirá energia m0c2. Em outras palavras, o corpo contém energia E0 quando estacionário em relação à sua estrutura e terá massa m0. Isso é chamado de massa de repouso.

Isso é mostrado como:

Onde:

Isso, então, completa a derivação de E=mc2 para um corpo em repouso. Para um corpo em movimento, sua energia total é dada por

E se a Terra fosse duas vezes maior o que aconteceria?

 Se o raio da Terra fosse multiplicado por dois, passando de pouco mais de 6.000 km para 12.000, mantendo sua composição, nosso planeta veria sua massa aumentada em 8 vezes e a força da gravidade se multiplicaria por dois.

Como isso nos afetaria?

Obviamente, bastante. E por um motivo muito simples: a altura e o tamanho dos seres vivos são determinados pela gravidade do planeta. Para dar um exemplo, poderiam existir na Terra os gigantes das histórias, um ser humano com as mesmas proporções que as nossas, mas dez ou cem vezes maior? Não, e Galileu já sabia disso: a natureza não pode fazer uma árvore crescer ou construir um animal acima de um certo tamanho, preservando suas proporções e usando os mesmos materiais.

A única maneira de resolver o problema é mudar as proporções relativas porque, como Arquimedes descobriu, se aumentarmos o tamanho de qualquer sólido, sua superfície aumentará proporcionalmente ao quadrado de suas dimensões (comprimento, largura e altura) e seu volume , para o cubo.

Em outras palavras, se multiplicarmos nosso tamanho por dois, a superfície total de sua pele aumentará quatro vezes e seu volume, oito.

A este problema acrescentamos outro não menos significativo: mover-se ao redor do planeta. Quanto maior for a gravidade, maior será a sensação de peso.

Isso implica que, se os seres humanos tivessem surgido em um planeta com o dobro da gravidade da Terra, nossos ossos teriam que ser mais grossos para suportar o peso do corpo.

Mas isso joga contra nós, porque se eles forem mais velhos, sua massa será maior e, portanto, seremos mais pesados. Portanto, nosso sistema muscular deve ser verdadeiramente poderoso para se mover, o que também implica em mais massa.

Então, em locais de alta gravidade, não temos escolha a não ser reduzir o tamanho se quisermos sobreviver: seríamos mais baixos e mais atarracados.

Se um foguete voando para a lua está viajando a cerca de 17.000 milhas por hora, por que a NASA levou 3 ou 4 dias para chegar lá?

Por que usar MILHAS POR HORA, se o Von Braun, projetista chefe do programa Apollo, era alemão e usava unidades métricas?

Mas respondendo a questão… essa é a velocidade MÁXIMA atingida. Foguetes de propulsão química (combustível mais oxidante) tem grande empuxo, mas para isso precisam ejetar toneladas de de material por segundo.

Isso significa que eles ligam seus motores por somente alguns minutos de cada vez… aceleração inicial pra entrar em órbita, depois manobras de correção e inserção em órbitas mais altas.

MINUTOS somente. Depois disso, estão em queda livre.

Então é como você atirar uma pedra pra cima. Você faz aquele movimento com a mão, vinda lá de baixo até chegar no ponto mais alto onde você larga a pedra. Esse movimento antes de largar a pedra pode ser equiparado ao foguete acelerando e usando seus motores. O momento que vc larga a pedra é quando os motores desligam

Nesse momento a pedra está em sua velocidade máxima. E indo pra cima ela vai perdendo e perdendo velocidade até chegar em seu apogeu, onde a velocidade é zero e a partir daí, ela começa a cair.

Com o foguete indo pra Lua era a mesma coisa. Havia um momento ao redor da Terra onde ela alcançava a velocidade máxima e inserida numa órbita em direção à Lua. A partir daí a velocidade dela IA CAINDO pois a Terra puxava ela. Era como uma pedra sendo jogada à 40 mil km/h para cima… vai muito longe… mas vai perdendo a velocidade. Em certo ponto está viajando a 20 mil km/h… depois a 10 mil… 5000, etc.

E porque não dar outras aceleradas pra manter a velocidade?

Várias razões
1 - pois combustível é massa que tem que ser levada no espaço… E já gastou a maioria pra chegar na órbita de inserção lunar

2 - pq pra pousar na Lua vc tem que entrar em órbita dela e depois "FREIAR" pra pousar. E qualquer mudança de velocidade requer gastar combustível, atirando o combustível na direção oposta.

Vamos imaginar que a Lua é um balde a 30 metros de altura e 20 metros pra tua frente. Você quer atirar uma pedra e fazer cair dentro do balde.

Se você atirar MUITO FORTE, a pedra vai PASSAR do balde. Muito fraco e a pedra vai cair antes de chegar no balde.

Da mesma maneira, se a nave chegar muito rápida na Lua, não vai entrar numa órbita ao redor da Lua.

O que se faz é a nave ir perdendo velocidade por causa da gravidade da Terra até que no ponto onde está QUASE parando, a gravidade da Lua fica MAIOR que a da Terra (que está diminuindo pela distância). Nesse momento, a nave que estava sendo freada pela gravidade da Terra começa a acelerar de novo em direção à Lua (cair em direção à Lua)

Como a Lua é muito menor que a Terra, esse ponto é muito mais próximo da Lua do que da Terra (onde a gravidade da Lua fica mais forte que a da Terra).

Aqui um exemplo da Lunar Reconassaince Orbiter…note que ela saiu dia 18 da Terra… mais de 3 km/s

Quando ela é capturada pela gravidade da Lua, ela está a somente 0,3 km/s. No dia 23! Sendo uma nave não tripulada ela podia ser lançada pra Lua numa velocidade mais lenta e demorar mais pra chegar.

Qual é o número de prótons no Universo?

Vou usar a fórmula de volume de esfera pra ter um valor aproximado do número de prótons do universo ,o que vai me permitir fazer essa aproximação é que quando os físicos calculam o volume, a massa de matéria escura está ali entre as galáxias ,logo vou usar essa matéria escura e o lugar que ela ocupa pra substituir os outros átomos de elementos químicos que não usarei pra facilitar o cálculo

Após isso pegarei o número de prótons do átomo mais abundante no universo o hidrogênio que tem 1 próton.

Assim fica :

1* 4×10^80 m^3=~4×10^80 prótons

É uma aproximação somente

A que velocidade você teria que correr contra a rotação da Terra para, teoricamente, ficar parado em sua exata localização relativa?

 Este é um dos maiores problemas que vejo em relação a histórias onde acontecem viagens no tempo.

Então vamos lá. A rotação da Terra ocorre uma vez por dia. Ao equador isto equivale a correr em torno de mil e setecentos quilômetros por hora em relação ao núcleo da Terra. Nos pólos você poderia ficar parado, apenas girando em torno de si mesmo.

Mas a Terra está em órbita do sol, percurso que percorre em um ano. Então estamos nos movendo a, aproximadamente, cento e nove mil quilômetros por hora em relação ao sol (mais ou menos a velocidade relativa ao núcleo da Terra, graças à rotação da Terra).

Só que o sistema solar está em órbita em torno do núcleo da Via Láctea, correndo a, aproximadamente, seiscentos e sessenta mil quilômetros por hora. É claro que você ainda teria que somar ou subtrair sua velocidade relativa à do sol, e também a relativa ao núcleo da Terra, mas estas duas são bem menores se levarmos em consideração a velocidade relativa à Via Láctea.

ACIMA: A movimentação de nosso sistema solar enquanto orbita o núcleo da Via Láctea. FONTE: Forbes - O Quão Rápido a Terra se Move Pelo Universo? (em inglês)

É claro que a coisa não para por aí. A galáxia inteira está se movendo em direção a uma região chamada "O Grande Atrator", numa "dança gravitacional" com outras galáxias vizinhas. Este movimento ocorre à velocidade de três milhões e quinhentos e quarenta mil quilômetros por hora (combinado com todas as outras velocidades relativas que já foram discutidas).

ACIMA: A movimentação das galáxias locais em relação ao Grande Atrator. FONTE: Forbes - O Quão Rápido a Terra se Move Pelo Universo? (em inglês)

O pior é que a coisa não acaba aqui. Todo o sistema de galáxias em torno do Grande Atrator parece estar se movendo em relação à Radiação Cósmica de Fundo a dois milhões e duzentos e cinquenta mil quilômetros por hora, mais ou menos todas as velocidades já citadas até aqui para determinar sua velocidade.

Então, para ficar "em sua exata localização relativa" em relação à Radiação Cósmica de Fundo, você teria que viajar a uma velocidade na casa de três milhões de quilômetros por hora. Obviamente isto é muito rápido, mas ainda é apenas uma fração da velocidade da luz, que é de trezentos mil quilômetros por segundo - seria lento o bastante para podermos ignorar os efeitos relativísticos. Se você estivesse viajando a três milhões de quilômetros por hora em relação ao sol, ainda demoraria cerca de dois dias para alcançá-lo saindo da Terra, ou sete minutos para alcançar a Lua saindo daqui. Em outras palavras, você estaria andando rápido, mas não seria algo parecido com as velocidades de "hiperespaço". Ainda daria para ver a Terra pela janela de sua espaçonave durante algum tempo.

E agora, entenda o que me irrita em histórias de viagem no tempo. Apesar de todos estes movimentos relativos acontecerem na vida real, as histórias de viagem no tempo sempre fazem a máquina do tempo transportar as pessoas para frente e para trás no tempo no exato mesmo lugar na Terra, ignorando a natureza real e muito mais complexa da viagem de nosso planeta através do universo (e outras coisas mais, como as placas tectônicas e o fato da superfície da Terra não ser estática). Máquinas do tempo deveriam ser máquinas do tempo e espaço, o que possibilitaria viagens quase instantâneas no presente também, senão você, necessariamente, acabaria aparecendo em algum lugar vazio no espaço assim que tentasse utilizá-la pela primeira vez.

Terra pode ser considerada uma "máquina de movimento perpétuo", uma vez que gira constantemente em torno do sol?

 

  • Não, a Terra não se moverá por um tempo infinito ao redor do Sol.
  • O tempo de rotação da Terra aumentou ao longo dos anos, cerca de 1.400 milhões de anos atrás, um dia na Terra durava cerca de 19 horas.
  • A Terra se afasta do Sol 15 cm por ano,
  • A Lua está se afastando da Terra cerca de 4 cm por ano.
  • O equilíbrio gravitacional atual desaparecerá.
  • Esta máquina estará morta em bilhões de anos se eles não a quebrarem primeiro.

Quais são os campos básicos da física? Por que razão existe esta divisão?

 Nós temos esta obsessão doentia por gavetas. Queremos arrumar o mundo, etiquetar a realidade e separá-la como se arrumamos a roupa suja, na esperança de que, ao criar compartimentos, o caos se torne menos aterrador. Na física, essa necessidade é a nossa tábua de salvação.

Temos a Mecânica Clássica para as bolas de bilhar e os planetas, a Termodinâmica para o calor e a entropia que nos consome lentamente, o Eletromagnetismo para a luz e a eletricidade que te permitem estar aqui a questionar, a Relatividade para o tempo que é, afinal, elástico, e a Mecânica Quântica para o mundo do muito pequeno, onde nada faz sentido e tudo é uma questão de probabilidade.

Vivemos a vida toda a fingir que conseguimos separar as coisas que, na verdade, se fundem. Separamos a política da moralidade para conseguirmos dormir à noite, como se o que se passa num gabinete não definisse o pão que chega à mesa, e tentamos convencer-nos de que a vida profissional não contamina a pessoal, mesmo quando levamos o stress do patrão para o jantar de família.

Se no nosso dia-a-dia aceitamos esta divisão absurda entre coisas que se entrelaçam de forma indissociável, por que raio haveríamos de exigir que a física fosse uma massa informe e confusa?

A natureza, essa, não se importa patavina com as nossas etiquetas. Mas nós, mortais limitados, precisamos delas para não perder o juízo. Misturar a gravidade de Newton com a incerteza de Heisenberg seria o equivalente a tentar misturar um funeral com uma festa de anos na mesma divisão da casa. O resultado seria um espetáculo grotesco de dissonância cognitiva.

Se não misturamos laranjas com maçãs, ou o nosso caráter privado com a nossa imagem pública, não podemos esperar que as leis fundamentais do universo se comportem como se fossem todas a mesma coisa. A divisão existe porque o nosso cérebro, coitado, não tem capacidade para processar a vastidão do real de uma só vez, e preferimos uma mentira organizada a uma verdade incompreensível.

Se uma espaçonave alienígena interceptasse a Voyager 1 ou 2, ela seria capaz de rastrear a origem das sondas diretamente para a Terra?

 Eles certamente poderiam voltar ao nosso Sistema Solar por dois motivos:

  1. Essas sondas estão em uma trajetória livre e não forçada desde que deixaram o sistema solar, então simplesmente olhar para sua velocidade e direção permitiria que os alienígenas as rastreassem de volta até nós. Nem precisariam "interceptá-los": bastariam três pings de radar para calcular a trajetória e uma matemática bem simples diria quando e de onde vieram.
  2. Colocamos com muito cuidado um mapa na capa do "disco de ouro" mostrando onde estamos. Há um mapa de pulsares próximos para localizar o sistema solar e um monte de pontos para indicar em que planeta vivemos.

A imagem está gravada na capa do "disco de ouro" da Voyager:

Esta é a placa, também fora do sistema solar, nas sondas Pioneer:

O "starburst" tem o sol no centro - e as distâncias relativas aos vários pulsares - com a frequência do pulsar mostrada esquematicamente... que são as mesmas em ambos os conjuntos de discos.

Os gráficos no canto inferior direito da placa Voyager e no canto superior esquerdo da placa Pioneer devem dizer aos alienígenas em quais unidades esses números estão… mas mesmo sem eles, o mapa sozinho é facilmente decodificável por qualquer espécie viva no espaço.

O diagrama da espaçonave Pioneer também mostra de qual planeta ela veio.

Então, o gráfico inferior mostra o Sol à esquerda, depois Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno (com anéis!), Urano, Netuno e Plutão… e só para evitar QUALQUER dúvida – uma bela foto da Pioneer com uma flecha mostrando como deixou a Terra com uma assistência gravitacional de Júpiter.

O Universo é infinito ou apenas muito grande?

 Nós não temos essa resposta ainda. Não sabemos ao certo o formato dele.

Estas são as principais hipóteses para o formatos do universo:

  1. Universo é uma superfície curva fechada: Obrigatoriamente Finito
  2. Universo é uma superfície curva aberta. Obrigatoriamente Infinito
  3. Universo é uma superfície plana. Pode ser qualquer dos dois.

A maioria dos estudos parece chegar a algo como uma superfície plana também, o que, por si só, não provaria que é infinito ou não. Mais especificamente algo como isso

Essa superfície de sela geralmente é infinita. Mas basta que ela tenha um único ponto que retorne a mesma origem dela que ela já se torna finita.

É possível até que a gente nunca chegue a essa resposta com exatidão, devido a inúmeras dificuldades de se medir coisas tão distantes.

Por que a superfície da Lua está repleta de tantas crateras?

 A imagem à esquerda é o lado mais próximo que você vê. A imagem à direita é o lado mais distante que você não pode ver.

Agora, qual deles está "com crateras"?

Sim, existem muitas crateras, mas a Lua não tem erosão significativa. Sem ar, sem água, sem chuva, sem neve... Então as crateras não são apagadas como acontece na Terra.

Durante os cerca de 4 bilhões de anos de existência da Lua, o lado oculto teve muito mais dificuldade com os meteoros.

Parte da razão pela qual o lado próximo não tem tantas crateras é que se acredita que algum estresse de maré em sua história inicial tenha causado fluxos de lava que obliteraram algumas. E essas áreas têm menos crateras.

Glóbulos de Thackeray

 

 O que são estas estranhas nuvens escuras? Situadas em campos estelares ricos e entre hidrogénio gasoso e brilhante, estas nuvens opacas de poeira e gás interestelar são tão grandes que poderão ser capazes de formar estrelas. O seu lar é conhecido como IC 2944, um berçário estelar brilhante situado a cerca de 7600 anos-luz de distância na direção da constelação do Centauro. O maior destes glóbulos escuros, avistado pela primeira vez por A. D. Thackeray em 1950 utilizando um telescópio na África do Sul, é provavelmente constituído por duas nuvens separadas, mas sobrepostas, cada uma com mais de um ano-luz de largura.

Juntamente com outros dados, esta imagem, cuja paleta de cores se tornou famosa graças ao Telescópio Hubble, foi captada pelo Observatório El Sauce no Chile e indica que os glóbulos de Thackeray estão fragmentados e em movimento, como resultado da intensa radiação ultravioleta proveniente de estrelas jovens e quentes que já estão a energizar e a aquecer a brilhante nebulosa de emissão. Estes e outros glóbulos escuros semelhantes, conhecidos por estarem associados a outras regiões de formação estelar, podem acabar por se dissipar devido ao seu ambiente hostil - como pedaços cósmicos de manteiga numa frigideira quente.

Crédito: John Hayes

Saturno à noite

 

 Crédito da imagem: NASA , JPL-Caltech , Instituto de Ciências Espaciais , Mindaugas Macijauskas

As observações telescópicas de Saturno e seus belos anéis frequentemente o tornam a estrela dos encontros de observadores de estrelas . Mas esta visão deslumbrante dos anéis e do lado noturno do gigante gasoso externo simplesmente não é possível com telescópios próximos à Terra. Observando do Sistema Solar interno, eles só conseguem mostrar o lado diurno de Saturno. Na verdade, esta imagem do fino crescente iluminado pelo Sol de Saturno, com a sombra noturna do planeta projetada sobre seu amplo e complexo sistema de anéis, foi capturada pela sonda espacial Cassini. Após uma jornada de sete anos da Terra, Cassini orbitou Saturno por 13 anos (de 2004 a 2017) antes de ser direcionada para mergulhar na atmosfera do gigante gasoso em 15 de setembro de 2017. Este magnífico mosaico é composto de imagens registradas pela câmera grande angular da Cassini apenas dois dias antes de seu grande mergulho final . E a noite de Saturno não será vista novamente até que outra espaçonave da Terra a visite.

Apod.nasa.gov