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sábado, 23 de março de 2013

Cientistas acham conjunto planetário jovem, mas com planetas gigantes




Concepção artística do sistema planetário HR 8799 em um estágio inicial de sua evolução, mostrando o planeta HR 8799c e um disco de gás e poeira

Cientistas fizeram, literalmente, uma grande descoberta. Eles localizaram, orbitando uma estrela a 130 anos-luz de distância, quatro planetas gigantes, maiores do que qualquer um dos existentes no nosso Sistema Solar. E mais: o sistema é relativamente novo em termos cósmicos --tem 30 milhões de anos-- e ainda tem grandes discos de poeira, além de asteroides e cometas. Os planetas circundam a estrela HR 8799, um astro que tem cerca 1,5 vez o tamanho do Sol e é cinco vezes mais brilhante do que ele. Ao contrário da maioria dos exoplanetas --planetas fora do Sistema Solar--, a descoberta desse sistema não foi feita de maneira indireta, pela análise de dados da estrela e de outros fatores. Os planetões foram diretamente vistos usando os telescópios Gemini e Keck, no Havaí.

O planeta HR 8799e, o mais interno dos achados, tem aproximadamente nove vezes a massa de Júpiter --o maior do nosso Sistema Solar. Ele está 14,5 vezes mais longe de sua estrela do que a Terra está do Sol. Já o planeta HR 8799d é ainda maior, com dez vezes a massa de Júpiter. Ele leva cerca de cem dias da Terra para orbitar sua estrela. Também com dez vezes a massa de Júpiter, o HR 8799c teve alguns detalhes da atmosfera revelados. Ao estudarem a luz refletida pelo planeta, os cientistas identificaram que sua atmosfera tem água e carbono. O planeta mais externo do grupo, HR 8799b, tem cerca de sete vezes a massa de Júpiter. Ele está 68 vezes mais longe da estrela do que a Terra está do Sol. Apesar das fortes evidências, os planetas ainda são considerados candidatos. Ainda é preciso que a descoberta seja confirmada por outros cientistas para bater o martelo quanto à existência e as características desses planetões.

Planetas Extrasolares - Em Busca de Outras Terras




Nos últimos anos, a descoberta de outros mundos passaram de um sonho distante a uma realidade. Durante dezenas de anos os astrofísicos perscrutaram os céus à procura de sinais que nos indicassem a presença de planetas fora do Sistema Solar. No entanto, foi necessário esperar até meados da década de 90 do século XX para que as pesquisas dessem os primeiros resultados.

Formar planetas
É hoje geralmente aceite que os planetas se formam como um subproduto da formação de uma estrela. Quando uma nuvem de gás e poeira se contrai dando origem a um “sol”, forma-se em torno da jovem estrela um disco achatado. Por um processo ainda não completamente desvendado, os grãos de poeira existentes no disco vão-se aglomerando, dando origem a corpos de maiores dimensões. Nas regiões do disco mais afastadas da estrela em formação, a grande quantidade de gelos existentes permite que estes “planetesimais” cresçam em apenas algumas dezenas de milhões de anos. Quando um desses “núcleos” atinge uma massa suficiente (equivalente a cerca de 10 vezes a massa da Terra), começa a atrair e juntar gás à sua volta, formando um planeta gigante como Júpiter. Por seu lado, nas regiões mais interiores do disco, mais próximas da jovem estrela e onde a elevada temperatura não permite a condensação de gelos, os grãos de poeira aí existentes darão mais tarde origem a planetas “pequenos”, terrestres e rochosos, como a Terra.

Como procurar?
Embora se saiba que o processo de formação planetária deva ser comum (é muito frequente encontrar discos em torno de estrelas jovens), a detecção de outros planetas não é simples. Quando vistos à distância de alguns anos-luz, os planetas não são mais do que tímidos pontos de luz ofuscados pela luz da estrela que orbitam. É assim extremamente difícil obter uma imagem de um planeta extra-solar. Júpiter, por exemplo, é cerca de mil milhões de vezes menos brilhante que o Sol. No entanto, sabemos das leis da física que do mesmo modo que uma estrela atrai um planeta, o planeta também atrai a estrela. Ambos os corpos vão assim rodar um em torno do outro, ou antes, em torno de um ponto denominado por “centro-de-massa”, uma espécie de ponto médio entre os dois objectos (mas mais perto da estrela, ou mesmo dentro desta, já que esta tem bastante mais massa que o planeta). O movimento de uma estrela em torno do centro-de-massa do sistema estrela-planeta(s) traduz-se por uma variação periódica na velocidade da estrela: umas vezes esta afasta-se de nós, e outras aproxima-se. Assim, se formos capazes de medir a velocidade de uma estrela com grande precisão seremos capazes de detectar o movimento desta, provocado pela eventual presença de um planeta. A título de exemplo, Júpiter induz no Sol um movimento com uma amplitude da ordem de 13 m/s. A Terra induz um movimento com uma amplitude de apenas 8 cm/s.

Planetas e mais planetas
Foi exactamente esta técnica que nos permitiu detectar a maioria dos planetas extra-solares descobertos até hoje em torno de estrelas semelhantes ao Sol. Ainda assim foi necessário esperar até 1995, altura em que uma equipa de astrónomos Suíços liderada pelo Prof. Michel Mayor (Observatório de Genebra) anunciou o primeiro destes corpos, a orbitar a estrela 51 da constelação  do Pégaso (51Peg). Como tantas vezes acontece em Ciência, o difícil foi descobrir o primeiro. Em apenas 14 anos, o número de planetas extra-solares conhecidos aumentou para cerca de 350. Afinal, os planetas parecem existir, e mais do que isso, parecem ser comuns no Universo. A procura e estudo de outros mundos são dos temas mais quentes da astrofísica moderna, fazendo parte das agendas de todas as grandes agências mundiais como o Observatório Europeu do Sul (ESO) e as agências espaciais Europeia e Norte-Americana (ESA e NASA).

À procura de outra terra
Grande parte do avanço nesta área deve-se ao importante desenvolvimento tecnológico realizado nos últimos anos. Em 2004, utilizando um novo instrumento desenhado especialmente para o efeito (o espectrógrafo HARPS, do ESO), uma equipa de astrónomos com participação portuguesa conseguiu detectar um planeta com “apenas” 10 vezes mais massa do que a nossa Terra. Tratava-se da primeira vez que se detectava um planeta extra-solar (possivelmente) rochoso. Já este ano, foi descoberto o planeta mais pequeno da lista: um corpo com uma massa 1,9 vezes superior à massa da Terra. Embora a orbitar uma estrela consideravelmente mais fria e de menor massa que o Sol, este resultado veio aguçar ainda mais a vontade de procurar outras Terras.  Em 2009 foram dados alguns passos cruciais nesse sentido, e mais uma vez os astrónomos portugueses estão no pelotão da frente. Este ano viu o início do projecto de um novo instrumento, denominado ESPRESSO [http://espresso.astro.up.pt], que será colocado nos grandes telescópios do observatório de Paranal (ESO, Chile). O consórcio internacional que está a desenvolver este projecto, que inclui cientistas Suíços, Portugueses, Espanhóis e Italianos, prevê que o ESPRESSO entre em acção em 2014. A tecnologia desenvolvida para este instrumento permitirá a detecção de outras Terras a orbitar estrelas semelhantes ao nosso Sol. Depois, poderemos começar a sonhar com o passo seguinte: a descoberta de vida extra-terrestre. A humanidade tem aos poucos de começar a preparar-se para descobrir que não está só no Universo.

Os 10 melhores lugares para encontrar vida extraterrestre


A corrida para encontrar vida inteligente, ou qualquer forma de vida, para além da Terra é uma disputa espacial aquecida durante décadas. Embora nenhuma evidência concreta de extraterrestres já fosse confirmada, parece que cada sonda espacial já lançada e os programados para lançamento têm um "encontrar vida extraterrestre" estampado em sua missão. Isso não quer dizer que não temos nossas próprias teorias de onde a vida poderia estar se escondendo. Aqui, vamos dar uma olhada em alguns lugares que temos explorado, e alguns que não temos:



Meteoros:

Há cerca de 22.000 meteoritos documentados descobertos na Terra, e muitos dos encontrados continham compostos orgânicos. Em 1996, um grupo de cientistas anunciou que tinham visto uma forte evidência de microfósseis num meteorito marciano encontrado na Antártida, mostrando que a vida pode ter existido no planeta vermelho a cerca de 3,6 bilhões de anos atrás. Depois de anos de intenso debate, a questão de saber se o meteorito marciano contém ou não a vida continua por se resolver.Se isso for verdade, seria também uma excelente evidência para apoiar a teoria da "panspermia". Literalmente significa "sementes em toda parte," panspermia é a idéia de que a vida veio do espaço sideral - a "vida" neste caso significa as bactérias, que podem ficar dormentes e suportar ambientes hostis. A vida poderia ter existido em outro planeta, talvez até um outro planeta como Marte, e depois fez o seu caminho para a Terra ao invés de ter origem aqui.





Marte:

A próxima fronteira, Marte tem sido alvo de caçadores de vida extraterrestre, mas sua paisagem árida virou nossa atenção para longe de encontrar homenzinhos verdes para encontrar formas de vida mais simples. Mas há indícios de que o planeta vermelho teve um passado mais quente e úmido: leitos de rios secos, calotas polares, vulcões e minerais que se formam na presença de água foram encontrados..Embora não tenha sido confirmada a vida em Marte, os cientistas estão esperançosos de que eles estão escondidos. Micróbios produtores de metano foram algumas das primeiras formas de vida na Terra, por isso, se o mesmo existe no Planeta Vermelho, é provável que estas bactérias estejam bem abaixo da superfície.



Europa:

Esta lua de Júpiter poderia ser uma casa não apenas de simples micro-organismos, mas também de vida complexa. Os cientistas teorizaram que durante anos um oceano pode ter se escondido debaixo da superfície gelada de Europa, que ainda contém oxigênio. Depois de estudar a rapidez com que a superfície de gelo de Europa foi alimentada, o pesquisador Richard Greenberg da Universidade do Arizona, estimou em 2009 que existe bastante oxigênio no oceano subterrâneo para sustentar uma "microfauna" - organismos mais complexos de animais.



Callisto:

Os cientistas da NASA declararam Callisto "uma lua morta e chata", até a descoberta de um possível oceano salgado sob sua superfície. A sonda Galileo da NASA fez um fly-by na segunda maior lua de Júpiter em 1996 e 1997 e descobriram que o campo magnético de Calisto é variado, indicando correntes. Em 2001, a Galileu detectou que um asteróide atingiu a Lua, formando a bacia de impacto Valhalla. Normalmente, esse impacto poderia causar ondas de choque intenso através do corpo planetário, mas Galileu não conseguiu encontrar qualquer prova, levando os cientistas a teorizar que um oceano aquoso poderia ter atenuado o golpe. Os astrônomos acreditam que, se existe um oceano em Calisto, é possível que também exista vida complexa.



Titan:

Poderia esta lua gelada proporcionar um ambiente acolhedor para a vida? Os cientistas estão dando um olhar mais atenta nesta lua de Saturno para encontrar potencial para a vida muito básica, apesar da temperatura da superfície de Titan ser de - 300 graus Fahrenheit. Além disso, apesar de Titan não ter luz solar, a sonda Huygens da Nasa detectou pareciametano líquido na superfície do planeta em 2005. Considerando tudo isso, se a vida fosse encontrado em Titã, iria detonar tudo o que se entende sobre como funciona a vida. Isso significaria que a vida poderia existir em um ambiente químico completamente diferente.



Enceladus:

Quando a sonda Cassini fez um fly-by por um dos gêiseres de Encélado que vomitava gelo e gás em 2005, a sonda detectou carbono, nitrogênio, hidrogênio e oxigênio - todos os elementos-chave para apoiar os organismos vivos. Além do mais, a temperatura e densidade das nuvens poderia indicar uma fonte mais quente, aquoso abaixo da superfície. Ainda assim, nenhuma vida foi confirmada. Ainda!!A forma de vida encontrada em fontes hidrotermais submarinas e no gelo do Ártico aonde não chega à luz solar dá aos cientistas a esperança da possibilidade de que os micróbios podem sobreviver em locais semelhantes em Enceladus.



Exoplanetas:

Algumas estimativas mostram que a Via Láctea abriga em torno de 400 bilhões de estrelas e incontáveis ​​planetas extrasolares, e isso é só dentro da nossa própria galáxia. Então potencialmente existem bilhões de corpos cósmicos lá fora.Um exoplaneta é um corpo planetário que fica fora do nosso sistema solar e orbita outra estrela que não é o nosso sol. Nós só estamos explorando esses mundos somente durante a última década (o primeiro, HD 209458, foi descoberto em 1999), com dezenas de outros descobertos a cada ano com muitos compostos orgânicos Ainda assim, é uma gota no oceano e as possibilidades de outros organismos darem apoio à vida são infinitas.



Cinturão de Órion:

Um berçário estelar da Via Láctea foi recentemente investigado como uma mina de ouro em potencial para a descoberta de vida. Em maio de 2010, Herschel do Observatório Espacial da Agência Européia anunciou que a nebulosa de Orion, localizada a cerca de 1.500 anos-luz de distância da Terra ao sul do cinturão de Órion, apresentava sinais de ter vida. Observando os dados coletados pelo telescópio, os astrônomos foram capazes de detectar um padrão de picos de várias moléculas de apoio à vida: água, monóxido de carbono, formaldeído, metanol, éter dimetílico, o óxido de hidrogênio, cianeto de enxofre e dióxido de enxofre.



Estrelas gigantes vermelhas:

Em 2005, uma equipe internacional de astrônomos descobriu que a morte de estrelas gigantes vermelhas poderia agir como um desfibrilador e trazer planetas de gelo de volta dos mortos. Esse renascimento também pode levar à criação de novos fundamentos para a vida, acreditam os cientistas.Por que a Terra é tão boa em hospedagem de vida? A resposta é a localização. Estamos em uma área privilegiada com nossa estrela para manter o planeta habitável. Se estivesse muito perto, a água do nosso planeta evaporaria. Muito longe, e nós seriamos uma geladeira frígida.Logo antes de uma estrela morrer, ele explode em sua fase de gigante vermelha, a rápida expansão em dimensão e brilho, aquecem os planetas com sua radiação solar em toda parte. Se esses raios da estrela moribunda forem levados para mais de uma lua, congelada ou um exoplaneta, a camada de gelo do corpo planetário derreteria: preparando o cenário para a vida que se formaria em um oceano.



Partes inexploradas do universo:

O universo é um espaço inimaginavelmente grande cheia de planetas, estrelas, sistemas solares, nebulosas, poeira - e é impossível para nós explorar tudo. Então, talvez a vida exista como nós, apenas do outro lado do universo, onde não teremos a capacidade de encontrá-la. Outro pensamento: Será que estamos colocando a procura de vida em uma caixa que é muito limpa e arrumada? Devemos estar à procura de vida semelhantes à Terra?Tudo o que sabemos sobre a vida é que ela deve ser feita de aminoácidos, DNA, e ela precisa de água para sobreviver. Mas o astrofísico Stephen Hawking teoriza que a vida poderia existir lá fora, e não podemos sequer imaginar: a vida que não é baseada em carbono. Se for esse o caso, é possível que já tenhamos encontrado a "vida" e a perdemos porque estávamos usando a nossa "Terra" como exemplo? De qualquer forma, a busca para encontrar vida além deste planeta continua. Se os alienígenas forem encontrados, vamos esperar que eles sejam amigáveis.

Pesquisa afirma que meteorito que atingiu o Sri Lanka tem provas de vida alienígena




Após pesquisas sobre um meteorito que caiu ano passado no Sri Lanka, cientistas do Reino Unido afirmam ter encontrado fósseis de vida extraterreste. Os vestígios de vida encontrados no meteorito se assemelham a estrutura de algas. Cientistas da Universidade de Cardiff fizeram a afirmação extraordinária de que a imagem microscópica das rochas revelaram pequenas formas de vida fossilizadas do espaço. A descoberta reforça a teoria da “panspermia” cósmica, que se baseia na ideia de que a vida foi trazida a Terra através de meteoritos com a forma de vidas primárias. A vida então estaria por todo Universo espalhada por meteoroides, asteroides e planetoides. Segundo o documento que relata o acontecimento, o evento aconteceu na noite de 29 de dezembro de 2012, uma bola de fogo amarela brilhante iluminou os céus sobre a cidade de Polonnaruwa, Sri Lanka.

Em seguida, a cor ao redor do meteorito ficou verde quando ele começou a desintegrar na entrada da atmosfera. Com temperatura elevada, os fragmentos se espalharam sobre as aldeias e campos de arroz da região, deixando testemunhas com queimaduras e soltando fumaça com um forte cheiro de asfalto. Amostras foram coletadas pela polícia local e levadas para o Instituto de Investigação Médica do Sri Lanka, que repassou em seguida os fragmentos para pesquisadores da Universidade de Cardiff, no País de Gales. Jamie Wallis, da Universidade de Cardiff e outros pesquisadores receberam 628 fragmentos supostamente do meteorito - três dos quais, segundo eles, foram "claramente identificados como possíveis meteoritos”. No último estudo, os pesquisadores fazem a alegação de que as três rochas contêm estruturas biológicas fundidas fossilizadas na matriz da rocha.

As imagens publicadas pela pesquisa mostram fósseis de estruturas rica em carbono, com cerca de 100 micrômetros de diâmetro. Em janeiro deste ano, foi publicado no “Journal of Cosmology” um estudo anterior realizado pelo professor Wickramasinghe, que alegou ter encontrado microscópicas diatomáceas fossilizadas (uma forma primária de algas). Mas o professor admitiu que não houve tempo suficiente para confirmar se os fragmentos são provenientes de um meteorito. No estudo recente de Wallis, foi medido a composição química das amostras com o propósito de determinar sua origem. Baixos níveis de nitrogênio podem indicar uma contaminação por organismos modernos. Porém os pesquisadores dizem que suas descobertas oferecem "provas claras e convincentes de que esses restos antigos, obviamente, de algas marinhas extintas encontradas embutidas no meteorito Polonnaruwa não são provenientes de micróbios”.

Para o professor Wickramasinghe, 74 anos, os micróbios do espaço chegaram a nosso planeta através de cometas, que ajudaram a formar nossa vida há 3,8 bilhões de anos. Ele também acredita que os patógenos como o vírus da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) chegou aqui através de cometas. Wickramasinghe foi chefe do Centro da Cardiff University para Astrobiologia até dois anos atrás, quando o financiamento para o departamento foi retirada e ele foi demitido de seu posto. Phil Plait, autor do blog “Slate do Bad Astronomy” afirma que os testes realizados por Wallis e seus pesquisadores não vão longe o suficiente para confirmar que as amostras analisadas foram de fato pertencentes ao meteoro que apareceu sobre o Sri Lanka em dezembro, e, mesmo se eles fossem a partir do espaço, a análise foi insuficiente para eliminar a possibilidade de contaminação na Terra. Os fragmentos encontrados ainda não tem a confirmação de serem provenientes do meteorito. "Até que isso seja feito, nenhuma credibilidade pode ser colocada sobre os resultados apresentados, especialmente quando eles são publicados em um jornal” disse Monica Grady, professora de Ciências Planetárias em entrevista ao veículo DailyMail.

Cientista imagina forma de vida alienígena






Assim como os seres humanos não sobreviveriam sob as condições da atmosfera de Titã, as águas-vivas alienígenas seriam corroídas na atmosfera de oxigênio terrestre. [Imagem: Eden s Science Month/PA]

Vida nas luas de Saturno

Uma cientista britânica divulgou desenhos de como ela imagina seres alienígenas que poderiam ter-se desenvolvido em um mundo com as características de Titã, uma das luas de Saturno. Recentemente, a sonda espacial Cassini encontrou sinais de um oceano em Titã, que possui também uma estrutura similar à de um lago africano. Mas os chamados "ingredientes da vida" foram encontrados em Encélado, outra lua de Saturno. Há algum tempo os especialistas discutem a existência de vidas exóticas no espaço, diferentes de vida que conhecemos aqui na Terra.

Águas-vivas voadoras

Mas as criaturas imaginadas por Maggie Alderin-Pocock não parecem tão exóticas assim, lembrando nossas bem-conhecidas águas-vivas. Segundo a pesquisadora, essas águas-vivas alienígenas poderiam flutuar sobre nuvens de gás metano, recolhendo nutrientes químicos por fendas que servem de bocas. Bolsas com formas de cebolas se moveriam para cima e para baixo para ajudar na movimentação, e feixes de luz seriam usados para a comunicação. Assim como os seres humanos não sobreviveriam sob as condições da atmosfera de Titã, as águas-vivas alienígenas seriam corroídas na atmosfera de oxigênio terrestre.

Vida de silício

Cientistas brasileiros já defenderam a possibilidade de existência de vida nas luas de Saturno, embora não tenham se arriscado a desenhar suas feições.  "Nossas imaginações são naturalmente limitadas pelo que vemos no nosso entorno, e o senso comum é de que a vida precisa de água e é baseada em carbono. Mas alguns pesquisadores estão desenvolvendo trabalhos muito instigantes, jogando com ideias como formas de vida baseada em silício", observa Alderin-Pocock. Ela observa que o silício está logo abaixo do carbono na tabela periódica e que os dois elementos têm muitas semelhanças químicas. Além disso, o elemento seria amplamente disponível no universo.  "Talvez possamos imaginar instruções semelhantes para a formação do DNA, mas com silício em vez de carbono. Ou então a vida alienígena poderia não seguir nada parecido com o DNA," diz.

Fogo nas Nuvens ???




FOGO NAS NUVENS ACIMA DA GRÉCIA

A foto mostra nuvens aparentemente em chamas acima dos picos cobertos de neve das Montanhas Taygetos na parte sul da Grécia. O flanco da face oeste das Taygetos estava nas sombras enquanto o Sol já havia se posto, mas as nuvens do tipo cumulus acima das cadeias mais altas, mais de 2286 metros, ficaram iluminadas por mais alguns segundos. Da perspectiva do fotógrafo elas brevemente pareciam estar incendiadas. As Montanhas Taygetos, como a maior parte das cadeias de montanhas no sul da Europa, se formaram a partir de repetidas colisões das placas tectônicas da Eurásia e Africana. Na Grécia antiga, o Monte Taleton, que alcança seus 2407 metros de altura era dedicado a Helios, o deus do Sol. A foto acima foi feita desde Sparta, na Grécia, no final da tarde do dia 19 de Janeiro de 2013.

Lago Michigan




IMENSAS BOLAS DE GELO SÃO REGISTRADAS NO SLEEPING BEAR DUNES NATIONAL LAKESHORE NO LAGO MICHIGAN


A imagem mostra um interessante conjunto de esferas de gelo que se acumularam ao longo do Sleeping Bear Dunes National Lakeshore na costa norte do Lago Michigan no final de Fevereiro de 2013. Essas esferas têm aproximadamente o tamanho de uma bola de basquete e pesam aproximadamente 23 kg. De acordo com Tom Ulrich, vice-superintendente do Sleeping Bear Dunes National Lakeshore, essas bolas chegam à praia durante o inverno com uma certa regularidade, mas raramente atingem esse tamanho. As bolas tendem a se formar onde a água turbulenta rompe uma camada de lama. Lama e gelo se agregam então na água turbulenta super resfriada. Onde a ação das ondas é mais forte normalmente perto das praias, a lama e o gelo se aglomeram de forma esférica. Se as condições são as ideais, eles continuam a crescer até que as ondas empurram eles para a costa. Eles são como concreções de rocha num precipício que se formam ao redor de um fragmento de arenito ou folhelho. As concreções eventualmente erodem e rolam para baixo em direção a um ponto de baixa altitude. A foto acima foi feita em 21 de Fevereiro de 2013.

Beleza cósmica: A nova foto da Nebulosa da Tarântula




O Telescópio Espacial Hubble capturou recentemente uma imagem do famoso objeto estelar conhecido como Nebulosa da Tarântula.

A Tarântula é o exemplo mais luminoso do tipo que os astrônomos têm observado no universo. Alguns acreditam que seus braços se parecem com pernas de aranha, dando ao objeto seu nome.

A nebulosa é uma vasta nuvem de gás e poeira formadora de estrelas, que fica em nossa galáxia vizinha, a Grande Nuvem de Magalhães. Na nova foto, é possível checar um close da região central da Tarântula, brilhando intensamente com gases carregados e estrelas jovens.

As estrelas, recentemente formadas a partir do abastecimento de gás hidrogênio, brilham com luz ultravioleta intensa, que energiza o gás, tornando-o uma luz vermelha.

A luz é tão intensa que, embora esteja há cerca de 170.000 anos-luz de distância da Terra, fora da Via Láctea, a Nebulosa da Tarântula é visível sem telescópio em uma noite escura para observadores nas fronteiras do planeta.

A parte da nebulosa visível nesta imagem está entrecruzada com poeira e gás agitados pelas recentes explosões de estrelas, as supernovas. Estes restos de supernova incluem NGC 2060, visível acima e à esquerda do centro da imagem, que contém a estrela pulsante, ou “pulsar”, mais brilhante conhecida.

Perto da borda da nebulosa, abaixo e à direita, também repousam os restos da supernova SN 1987a, a supernova mais próxima da Terra, que é observada desde a invenção do telescópio no século 17. Desde que ela explodiu em 1987, uma onda de choque se expande em torno da estrela, criando uma “pérola”, como um colar de brilhantes de bolsas de gás ao redor dos restos da supernova.

Além disso, um aglomerado de estrelas compactas e extremamente brilhantes, chamado RMC 136, encontra-se acima e à esquerda do campo de visão da imagem, proporcionando grande parte da radiação que alimenta o brilho multi-colorido.

Até recentemente, os astrônomos debatiam se a fonte de luz intensa era um aglomerado de estrelas estritamente vinculado, ou um tipo desconhecido de super-estrela muito maior que o sol. Somente nos últimos 20 anos, com pequenos detalhes revelados pelo Hubble e pela última geração de telescópios terrestres, que os astrônomos foram capazes de provar que o objeto era, de fato, um aglomerado de estrelas.

A nebulosa Medusa




Também conhecida como Abell 21, a nebulosa tem aproximadamente 4 anos-luz de diâmetro e está a cerca de 1.500 anos-luz de distância da Terra, na direção da constelação Gêmeos.

Como toda nebulosa planetária, ela representa a fase final da evolução de estrelas de pouca massa, como o nosso sol, à medida que elas se transformam de gigantes vermelhas para anãs brancas. A nebulosa é formada pelas camadas externas da estrela, expulsas por um forte vento estelar.

O brilho da nebulosa é gerado pela reação de seu gás a luz ultra-violeta emitida pela estrela, que está perto do centro da imagem de “lua crescente” brilhante. Nesta outra imagem, os filamentos podem ser vistos se espalhando claramente abaixo e à esquerda da região do crescente brilhante.

M57, a Nebulosa do Anel




Exceto pelos anéis de Saturno, a Nebulosa do Anel (M57), é provavelmente o mais famoso objeto celeste com esse formato. Sua aparência entende-se devido à nossa perspectiva – da nossa visão do planeta Terra, estamos olhando diretamente para o centro de uma nuvem de gás incandescente em formato de barril.

Mas estruturas expansivas como essa podem ser vistas também muito além da região central da Nebulosa do Anel nessa intrigante imagem composta com dados do Telescópio Espacial Hubble e do Telescópio Subaru.

No caso dessa nebulosa planetária, o material que observamos não vem de planetas. O escudo de gás representa as camadas externas expulsas por uma estrela moribunda parecida com o sol que fica no centro da nebulosa.

A intensa radiação de luz ultravioleta emitida da quente estrela central ioniza os átomos no gás. Os átomos de oxigênio ionizados produzem o brilho esverdeado e o hidrogênio ionizado se apresenta como a proeminente emissão avermelhada.

O anel central da Nebulosa do Anel tem cerca de um ano-luz de diâmetro e está localizado a 2 mil anos-luz de distância da Terra. Para observar essa bela nebulosa, olhe na direção da constelação de Lyra, ao norte do céu.

A porta do inferno - Darvaza – Turcomenistão





O Gate, também conhecido como Darvaza é uma vila no Turcomenistão de cerca de 350 habitantes, localizada no meio do deserto de Karakum, cerca de 260 km ao norte de Ashgabat.
Os habitantes de Darvaza são em sua maioria turcomana da tribo Teke, preservando um sitema semi-nômade de vida.

A área de Darvaza é rica em gás natural. Durante a perfuração em 1971, geólogos soviéticos bateram em uma caverna cheia de gás natural.
O chão sob a plataforma de perfuração em colapso, deixou um grande buraco com um diâmetro de 70 metros. Para evitar a descarga de gás venenoso, foi decidido que a melhor solução seria queimar.
Geólogos esperavam que o fogo iria comsumir todo o combustível em questão de dias, mas o gás está queimando até hoje. Os moradores chamaram a caverna "A Porta para o Inferno”.
A queima do gás é mais segura e menos prejudicial para o ambiente do que liberando o metano na atmosfera, como o metano é relativamente potente gás de efeito estufa e considerada como tendo um elevado potencial de aquecimento global.

Cratera Pingualuit – Quebec




A enorme cratera Pingualuit esta localizada na Península Ungava, em Quebec, Canadá. Possui 3,4 Km de diâmetro e profundidade de 400 metros.
A cratera possui um lago no seu interior com profundidade de 270 metros que contém uma das águas doces mais puras do mundo, com um nível de salinidade inferior a 3 ppm (nível de salinidade dos Grandes Lagos é de 500 ppm).
A cratera Pingualuit foi descoberta em 1943, quando um avião meteorológico da força aérea americana sobrevoou o local, no entanto, essas fotos não foram tornados públicos até 1950.
Pilotos da Segunda Guerra Mundial, muitas vezes utilizado o marco quase perfeitamente circular como uma ferramenta de navegação.
O lago não tem entradas ou saídas aparentes e a água se acumula apenas da chuva e da neve e só se perde por evaporação. Em termos de transparência, é um dos lagos mais transparentes do mundo, com mais de 35 m de profundidade visível.

Nuvens Noctilucentes




Esse é um fenômeno meteorológico muito bonito e intrigante. As nuvens noctilucentes são as mais altas nuvens formadas na atmosfera terrestre, a uma altura entre 75 e 85 quilômetros. Essa região está no limite superior da camada atmosférica chamada mesosfera, que se inicia a 50 quilômetros acima da superfície e vai até os 85 quilômetros de altura.

As nuvens nocticulentes são formadas por minúsculos cristais de gelo de cerca de 100 nm (100 bilionésimos de metro) de diâmetro. São geralmente muito tênues para serem observadas. Tornam-se brilhantes quando iluminadas pela luz do Sol que não está no céu do observador, ou seja, está abaixo do horizonte. Isso faz com que o céu fique escuro e as nuvens sejam iluminadas. Esse efeito é possível pela posição dessas nuvens, bem altas a atmosfera, o que faz com que elas possam ser atingidas pela luz do Sol que está abaixo do horizonte. É a mesma configuração geométrica que faz um satélite artificial ser visível.

A primeira observação registrada de nuvens nocticulentes data de 1885. É possível que esse fenômeno atmosférico seja consequência da influência da industrialização da sociedade humana.

O que é Fogo de Santelmo ?



É um fenômeno de eletricidade estática, que é devido ao atrito de grandes massas de ar de diferentes temperaturas em movimento na atmosfera. Esse atrito arranca partículas de materiais condutores, tornando-as carregadas positivamente. Essa superfície com carga elétrica relativamente próxima de uma nuvem, também carregada, apresentará atração/repulsão de cargas elétricas, concentrando-se nas pontas das superfícies. Iremos observar, então, uma chama azulada cintilante. Nas ocasiões de tempestades, o fogo de Santelmo tem sido observado nas pontas das asas dos aviões, nas pontas dos mastros dos navios e nas pontas dos campanários das igrejas. Neste último caso, já foi até confundido com aparições da Virgem Maria. Como a chama azulada tem um brilho relativamente pequeno, só é visível à noite, porque a luz do Sol é muito mais intensa. Os cientistas demonstraram em laboratórios que enxames de alguns insetos, como a cigarrinha do abeto, podem ser iluminados pelo processo do fogo de Santelmo quando voam através de altos campos elétricos criados por uma tempestade.

As Anãs Marrons




Você já ouviu falar em uma estrela anã marrom?
Em astronomia, quando um corpo celestial tem a composição como a de uma estrela, mas tem massa entre a de um planeta gigante e a de uma estrela pequenina. Ele é chamado de Anã Marrom. Este corpo é muito pequeno para iniciar reações nucleares pela qual as estrelas brilham, então, brilha no infravermelho. São conhecidas também como “estrelas falhadas”. Imagina-se que elas também sejam incrivelmente quentes. 

Como as estrelas maiores, as anãs são resultado do colapso de nuvens de gás, mas elas não são grandes o suficiente para manter reações nucleares. Ao invés disso, elas brilham vermelho por causa do calor da sua formação, depois esmorecem. Mesmo assim, as anãs menos quentes já conhecidas poderiam “assar” aventureiros do espaço que se aproximassem.

Contudo, cientistas da Universidade da Pensilvânia detectaram, por meio de um telescópio da NASA, o brilho do que parece ser uma anã marrom com temperatura de 30°C. O objeto espacial gira em torno de uma estrela localizada a 63 anos-luz da Terra e tem massa sete vezes maior que a de Júpiter. Com esta massa, ele seria considerado um planeta. Mas os planetas são discos de gás e poeira que permanecem em torno de estrelas recentemente formadas e os cientistas dizem que este corpo, denominado WD 0806-661 B, está muito longe da estrela (quase 2500 vezes a distância da Terra para o Sol), então, chamá-lo de planeta acabou sendo descartado.

O WD 0806-661 B é mais quente que Júpiter, que chega a temperatura de – 149°C, mas mais frio que as anãs marrons conhecidas, é uma incógnita para os pesquisadores.

Planetas tipo - Terra em zonas habitaveis são comuns do que se pensava




Este gráfico mostra estimativas optimistas e conservadoras dos limites de zonas habitáveis em torno de estrelas frias e de baixa massa. Os números indicam os nomes de candidatos a planeta conhecidos pelo Kepler. A cor amarela representa candidatos com menos de 1,4 vezes o raio da Terra. A cor verde representa candidatos a planeta com raios entre 1,4 e 2 vezes o da Terra. Planetas com o sinal "+" não estão na zona habitável.Crédito: Universidade Penn State 

De acordo com uma nova análise por cientistas da Universidade Penn State, o número de planetas potencialmente habitáveis é maior do que se pensava. E alguns desses planetas estão provavelmente escondidos em torno de estrelas próximas. Nós estimamos agora que se observássemos 10 das estrelas pequenas mais próximas, encontraríamos mais ou menos 4 planetas potencialmente habitáveis," afirma Ravi Kopparapu, investigador pós-doutorado em geociências. "Esta é uma estimativa conservadora," acrescenta. "Podem haver mais. Kopparapu detalha as suas conclusões num artigo aceite para publicação na revista Astrophysical Journal Letters. Nele, recalcula a generalidade de planetas do tamanho da Terra nas zonas habitáveis de estrelas de baixa massa, também conhecidas como anãs-M ou anãs vermelhas.
  
Os cientistas concentram-se nas anãs-M por várias razões, explica. A órbita de planetas em torno de anãs-M é muito curta, o que permite aos cientistas recolher dados sobre um maior número de órbitas num período mais curto de tempo que em estrelas tipo-Sol, que têm zonas habitáveis maiores. As anãs-M também são mais comuns que estrelas como o Sol, o que significa que podem ser observadas em maior número. De acordo com os seus resultados, "a distância média até ao planeta potencialmente habitável mais próximo é de cerca de 7 anos-luz. Isto é aproximadamente metade da distância de estimativas anteriores," afirma Kopparapu. "Existem cerca de oito estrelas frias até 10 anos-luz de distância, por isso de modo conservador, podemos esperar encontrar cerca de três planetas do tamanho da Terra em zonas habitáveis."

O trabalho segue um estudo recente por cientistas do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica que analisaram 3987 anãs-M para calcular o número de candidatos a planetas do tamanho da Terra em zonas habitáveis de estrelas frias - uma região em torno de uma estrela onde os planetas rochosos são capazes de sustentar água líquida e, portanto, vida. Esse estudo usou os limites de zonas habitáveis calculados em 1993 por Jim Kasting, agora professor Evan Pugh no Departamento de Geociências da Universidade de Penn State. Kopparapu notou que as suas conclusões, com base em dados do Kepler, não reflectiam as estimativas mais recentes para determinar se planetas caem dentro da zona habitável.
  
Estas novas estimativas são baseadas num modelo actualizado desenvolvido por Kopparapu e seus colaboradores, usando informação sobre a absorção de água e dióxido de carbono que não estava disponível em 1993. Kopparapu aplicou as suas conclusões no estudo da equipa de Harvard, usando o mesmo método de cálculo, e descobriu que existem planetas adicionais nas zonas habitáveis recém-determinadas. Usei os nossos novos cálculos das zonas habitáveis e descobri que existem quase três vezes mais planetas tipo-Terra nas zonas habitáveis de estrelas de baixa massa do que em estimativas anteriores," afirma Kopparapu. "Isto significa que planetas do tamanho da Terra são mais comuns do que se pensava, e que é um bom sinal para a detecção de vida extraterrestre."

Rosto no Céu (Conjunção: Lua, Júpiter e Vênus)




O fenômeno apresenta um raro alinhamento de Vênus e Júpiter (os dois “olhos”), e a Lua crescente (a “boca”) que juntos formam um rosto na abóboda celeste. Que de acordo com sua passagem muda o “humor” do céu: de alegra para triste, ou inverso.
De tempos em tempos, os dois planetas se aproximam, mas geralmente não ficam tão visíveis por causa da proximidade do Sol.
Depois da própria Lua e do Sol, Vênus e Júpiter são os astros de maior brilho. No céu claro de Brasília via-se dois pontos bem brilhantes, que formavam com a Lua crescente um triângulo.
O próximo sorriso no céu australiano só em 2036

Lago Baikal




O Lago Baikal está situado ao sul da Sibéria, região norte da Rússia. Possui 636 km de comprimento e 80 km, dispostos entre Oblast de Irkutsk. É considerado o maior lago de água doce do continente asiático, o maior em volume d’água (representando 20 % da água doce líquida da Terra), o mais profundo com seus 1.680 metros e o mais antigo do planeta.

Em seu volume d’água acredita-se que a quantidade é de 23.000 km³, um quinto do volume total de água doce da Terra. Em 1862, foi registrado um terremoto que atingiu a desembocadura do Rio Selenga; dentre as sequelas o terremoto gerou uma separação de 175 km² de terra da margem e um aumento de quase 50 % da quantidade de água no lago.

A água precipitada no interior do Lago Baikal gerou uma nova baía, que logo foi batizada de “Baía Proval”. Técnicos em sismologia detectam que o solo submerso do lago mantém um movimento constante de deslizamento, movimento responsável pela abertura de um abismo que, em alguns milhões de anos, aprofundariam uma fenda que repartiria a Ásia em duas porções e uniria o lago ao Oceano Ártico.

50 anos após serem descobertos, quasares ainda são um mistério



Os cientistas mediram a distância de um quasar – um núcleo galáctico incrivelmente brilhante alimentado por um buraco negro supermassivo – há exatos 50 anos, descobrindo que ele estava a bilhões de anos-luz de distância. A descoberta repercutiu muito na comunidade científica, abrindo um caminho para o estudo do universo distante e antigo. Mas nas décadas seguintes, os pesquisadores lançaram pouca luz sobre o poderoso motor que impulsiona os quasares. Nós encontramos milhares de quasares nos últimos 50 anos, mas ainda não temos bons modelos físicos para explicar como eles irradiam tanta energia “, escreve Robert Antonucci na edição atual da revista Nature. 

“Sem teorias, não temos nada. Quasares irradiam energia amplamente em todo o espectro eletromagnético; emitem jatos de partículas em uma velocidade próxima a da luz; e são os objetos mais brilhantes do universo. Os cientistas acreditam que os quasares e outros tipos de núcleos galácticos ativos marcaram uma fase especial na vida de galáxias, no qual os buracos negros supermassivos estão devorando quantidades colossais de matéria. Essa característica era mais comum no passado, por isso há menos quasares próximos”, explica Antonucci. “Agora, como há pouco combustível, os buracos negros permanecem relativamente calmos no centro das galáxias, incluindo a nossa Via Láctea.

Os astrônomos têm encontrado quasares cada vez mais distantes, e cada vez próximos do Big Bang que criou o universo há 13,7 bilhões de anos. Acredita-se que nessa época havia muito mais matéria concentrada do que agora. As galáxias eram mais densas e ofereciam muito mais alimento para os buracos negros supermassivos, que conforme engoliam a matéria, irradiavam muita energia. Mas um melhor entendimento dos quasares é possível. O cientista afirma que está trabalhando com seus colegas no desenvolvimento de avançados modelos computacionais de buracos negros no universo distante. Ele afirma que com o desenvolvimento de novos telescópios, como o ALMA, a tarefa de desvendar os mistérios desses objetos torna-se menos complicada.

Os 7 elementos do universo






 Antigamente, todos acreditavam que o átomo era a menor partícula existente, e que era indivisível. Mas com os avanços da ciência, os físicos conseguiram dividir o átomo e descobriram que este é formado por partículas menores, denominadas partículas subatômicas. As leis da física clássica não podem ser aplicadas nesse estranho universo quântico, e é aí que entra em cena uma física relativamente nova: a mecânica quântica, que explica o bizarro e intrigante muito dessas partículas nada convencionais, mas que são os pilares de todo o universo, ou seja, tudo no universo, desde suas mãos até a mais distante estrela é composta por partículas extremamente pequenas. Nesse artigo, vamos falar sobre as 7 partículas subatômicas fundamentais, iniciando pelo neutrino e terminando numa enigma que acaba fazendo com que a ciência pareça tão limitada como na Grécia Antiga. Bem-vindo ao caótico mundo subatômico.

Neutrino

A cada segundo, mais de 100 bilhões de partículas denominadas neutrinos provenientes do espaço atravessam seu corpo numa velocidade próxima à da luz, e sabe o que isso significa em termos práticos? Felizmente nada, ou quase. Isso porque o neutrino é a partícula mais leve que existe e praticamente não interage com as outras coisas. Ele se origina quando um próton se transforma num nêutron (ou vice-versa) e tal fenômeno é comum dentro do Sol (aqueles bilhões de neutrinos são provenientes de lá).Você também produz neutrinos, embora que bem menos que nossa estrela. A transformação do próton para o elétron acaba gerando uma sobra de energia, que se converte em massa, e origina um novo e levíssimo neutrino. Mas ainda bem que nem todos os elementos que formam o universo são fantasmagóricos e anti-sociais.

Eletron

Assim como o neutrino, o elétron é também nômade, embora que nem tanto. O primo gordo do neutrino mora na periferia de um átomo, denominada eletrosfera, e dentro do mundo subatômico, a casa do elétron é gigantesca. Assim como os neutrinos, os elétrons possuem pouca massa e são responsáveis por vários efeitos elétricos, é graças à ele que você pode acender uma lâmpada e ler esse texto. Tal partícula subatômica foi a primeira a ser descoberta (1897) e hoje é considerado um elemento fundamental do universo.

Quark 

Os prótons e nêutrons são partículas que não são elementares (eles formam o núcleo de um átomo), pois são formados por quarks. Cada próton e nêutron possui 3 quarks, e esses 3 quarks são amigos inseparáveis, sempre andam juntos. Ninguém conseguiu observar um quark solitário. Eles trocam carga elétrica o tempo todo, num desfile frenético dentro do átomo. Mas existem outros tipos de quarks, veja abaixo todos:
Up – É o mais leve dos quarks. Cada próton possui dois up em seu interior. Cada nêutron, um.
Down – Faz dupla com o up na constituição da matéria. Cada próton tem um down e cada nêutron, dois.
Charm– Maior que o up e o down, só aparece em aceleradores de partículas, por um milionésimo de milionésimo de segundo.
Strange– Par do charm, é também pesado demais para se manter inteiro na natureza. Existiu somente nos primórdios do universo.
Top – O mais pesado dos quarks, tem massa igual à de um átomo de ouro. Nos aceleradores, sobrevive por apenas 0,0000000000000000000001 segundo.
Bottom – Também é pesado demais para existir hoje. Nos aceleradores, dura apenas um milionésimo de milionésimo de segundo.
Os quarks estão confinados em seu grupo por uma força muito grande, que impede um deles de se isolar do grupo. Tal força é formada pela próxima partícula.

Glúon

Os glúons rondam cada quark dentro de um próton e nêutron e são responsáveis pela troca de carga elétrica entre eles. Eles funcionam como uma mola, deixando os quarks livres quando estão próximos ao centro do grupo, mas puxam violentamente quando um deles se afasta. A força gerada pela interação do glúon e do quark é a mais forte do universo, quase infinitamente mais forte que a gravidade, tal força é a denominada força nuclear forte, uma das quatro forças fundamentais da natureza. Entretanto, essa força não é infalível, e quando a cola (glúon) arrebenta, o núcleo do átomo se desfaz, gerando a fissão nuclear ou o decaimento radioativo. Tal desordem é causada pela próxima partícula.

Bósons da força fraca

São os valentões da escolha: grandes e pesadas partículas, que passam o dia maltratando os quarks, elétrons e neutrinos. A gangue é formada por 3 integrantes: os bósons W-, W+ e Z, todos 86 vezes mais pesados que um próton. Eles causam muita confusão no mundo subatômico, chegando até a expulsar partículas do interior dos átomos (a radiação), e mesmo com tanta violência, a gangue é 100 mil vezes mais fraca que a força nuclear forte. Essa é a força nuclear fraca, e se originou da separação de um bando muito maior e mais poderoso. Nos primórdios do universo, esses bósons estavam ligados à essas partículas, compondo a força eletrofraca, que atualmente não existe mais.

Fóton

O sinal do rádio, de sua televisão, raios-X, os campos magnéticos… Tudo isso é feito de fótons, mais conhecidos como as partículas que compõe a luz visível. O fóton carrega o electromagnetismo, a segunda força mais poderosa do universo (bilhões * bilhões de vezes mais forte que a gravidade e somente 100 vezes mais fraca que a força nuclear forte). Quando você segura alguma coisa, seu toque é nada mais que a repulsão electromagnética entre essa coisa e sua mão. Essa repulsão ocorre quando os fótons de sua mão e do objeto se trocam. Tudo o que você toca é uma grande troca de fótons. A força electromagnética é a maior responsável por manter os elétrons em torno do núcleo atômico, além de comandar as ligações químicas dos átomos e moléculas. Calma, falta só mais uma força: a gravidade, que te mantém sobre o chão nesse momento e que é produto da última e mais misteriosa partícula de todas…

Gráviton

Como você já deve saber, a força que derrubou a maçã sobre a cabeça de Newton e que mantém todos os planetas do sistema solar orbitando o sol é incompreensível do ponto de vista da mecânica quântica, para qual toda força é feita de alguma partícula energética. O gráviton é a responsável pela gravidade, mas tal partícula nunca foi vista! Nem mesmo quando os cientistas espatifam átomos nos aceleradores de partículas. Mas cadê o gráviton? Ninguém sabe, ninguém viu… Ele faz parte do Modelo Padrão, a teoria da física que explica tudo o que foi dito até aqui. É o principal pilar da física e o mais incompreendido. Alguns pesquisadores acreditam que tal partícula só será encontrada e entendida quando os pesquisadores continuarem indo mais fundo, ultrapassando os limites da mecânica quântica e chegando no interior de cada partícula que você viu aqui, num mundo mais bizarro que a mecânica quântica: o das supercordas – entidades assustadoras que fazem parte de um mundo de 11 dimensões e que compõe cada um dos 7 elementos. Mas se de fato o gráviton for encontrado com base na Teoria das Cordas, talvez seria a prova definitiva da existência dos universos paralelos, algo previsto pela Teoria das Cordas. Enfim, chega de explorar o mundo subatômico, é mesmo incrível imaginar que existe algo ainda por trás dessas partículas. E você leitor, o que acha? Não deixe de comentar!

O lugar mais frio da Terra



Localizado a 3.500 metros acima do nível do mar, Vostok é oficialmente o lugar mais frio da Terra. A temperatura mais baixa já registrada – menos 89,2 graus Celsius – aconteceu em 21 de julho de 1983. Do centro da Antártida Oriental de Gelo, o fluxo no campo eletromagnético da Terra pode ser observado. A característica fundamental de Vostok é o seu lago, com 250 km de comprimento por 50 km de largura, um dos maiores do mundo. O lago também está enterrado sob 4 km de gelo. O gelo desse lugar contém registros do clima da Terra durante os últimos 500 mil anos, e é foco de muitas pesquisas. Apesar das temperaturas frias, Vostok recebe pouca neve, já que a Antártida é tecnicamente um deserto, tendo em média 25 centímetros de precipitação por ano.

Satélite vulcânico de Júpiter tem atmosfera fedorenta





Você pode até se perguntar como sabemos que um satélite remoto é fedorento se não estivemos lá. Mas um novo estudo sobre Io revelou detalhes impressionantes sobre sua atmosfera.
Astrônomos usaram telescópios localizados no Havaí para procurar por assinaturas de químicos que estariam presentes na lua – incluindo monóxido de enxofre, dióxido de enxofre e clorito de sódio (quem sabe um pouco de química sabe que tudo o que envolve enxofre não é muito cheiroso). Esses gases, segundo as descobertas, estão concentrados na face de Io que fica mais afastada de Júpiter.

Os gases estão perto dos centros com maior atividade vulcânica, o que sugere que é a quantidade de vulcões de Io que faz com que o ambiente seja fedorento. Mesmo assim é surpreendente que a lua consiga reter esses gases. Por seu tamanho diminuto, ela não deveria ter atmosfera.
Cientistas acreditam que isso se deve à proximidade de Io com Júpiter (eles estão separados apenas por 420 mil quilômetros). A proximidade de Júpiter cria uma espécie de “maré”, similar a que a Lua exerce na Terra – mas com as camadas inferiores do satélite, que seriam deslocadas, gerando, assim a enorme atividade vulcânica e os consequentes gases.

O gelo em Enceladus ( Satélite de Saturno)





Pesquisadores elevaram sua estimativa quanto à proporção de gelo presente na coluna de fumaça lançada pela Enceladus, em Saturno. Até 50% da coluna de fumaça lançada pelos gêiseres de Enceladus pode consistir de gelo, revelou um pesquisador durante a recente reunião da União Geofísica Americana em San Francisco, Califórnia.

Anteriormente, os cientistas acreditavam que de 10% a 20% da coluna de fumaça consistiam de gelo, apenas, e que o restante consistia de vapor de água. Alguns pesquisadores acreditam que o estudo, comandado por Andrew Ingersoll, cientista planetário do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, sustenta a ideia de que as colunas de fumaça são causadas por um lago subterrâneo que ferve e lança material ao espaço, em lugar de serem causadas por processos mais frios, como a sublimação.

A galáxia redemoinho, em infravermelho




Como galáxias em espiral formam estrelas? Para descobrir, o telescópio Hubble fez essa imagem da galáxia espiral M51, em luz infravermelha, para destacar os traços densos de poeira espacial que formam as estrelas.
Para “isolar” a poeira, a luz emitida pelas estrelas da galáxia foi neutralizada, resultando nessa incrível imagem, com aglomerados de estrelas que estavam escondidos por outras estrelas.
Qualquer um com um bom par de binóculos pode ver essa galáxia, em direção da constelação Canes Venaciti – ela fica a 30 milhões de anos luz e possui um comprimento de 15 mil anos-luz.
Astrônomos acreditam que o formato em espiral da M51 é devido a sua interação gravitacional com uma galáxia menor próxima. 

Conheça o diamante de 10 bilhões de trilhões de quilates




Você já viu algum diamante que parecesse uma estrela? E uma estrela que é um diamante? Pois saiba que astrônomos descobriram, brilhando no céu, uma estrela de 10 bilhões de trilhões de quilates.
O diamante cósmico é um pedregulho de carbono cristalizado (diamante) de 4mil quilômetros de diâmetro e localiza-se a 50 anos luz de distância da Terra, na constelação de Centauro. Ele é, na prática, o centro comprimido de uma velha estrela que, em algum dia remoto, foi como o nosso Sol. Mas desde que a energia da estrela acabou ela foi se comprimindo e acabou virando esse enorme diamante.

Ela pode ser conhecida como uma “anã branca” cristalizada, que é como os astrônomos chamam as sobras do centro de uma estrela que morreu. Como esses interiores são feitos de carbono, os cientistas já suspeitavam que eles pudessem se cristalizar na forma de diamantes, mas provar isso só se tornou possível recentemente.
Os astrônomos a batizaram de “Lucy”, em homenagem à música dos Beatles “Lucy in the sky with diamonds”.
E Lucy não só brilha intensamente como também vibra, como um enorme gongo. Foi estudando essas vibrações que os astrônomos puderam verificar como é feito o seu interior.
Para medir corretamente os quilates do diamante e seu valor astrônomos dizem que precisaríamos de uma lupa de joalheiro do tamanho do Sol.
Não é preciso nem ser um astrônomo ou um especialista em jóias para saber que Lucy deixa o maior diamante da Terra no chinelo – o Golden Jubilee (Jubileu dourado), o recordista atual, tem 546 quilates.
O nosso Sol, algum dia, pode se tornar algo parecido. Estima-se que ele irá virar uma anã branca daqui a 5 bilhões de anos. Dois bilhões de anos depois disso, ele será cristalizado e também deixará um enorme diamante cósmico no céu. 

Acabamos de sair do sistema solar?




Na última quarta-feira (20) pela manhã, um pronunciamento feito pela American Geophysical Union (União Americana de Geofísica) surpreendeu cientistas do mundo todo ao apontar que a sonda espacial Voyager I teria finalmente saído do sistema solar. Algumas horas mais tarde, porém, a AGU teve de reformular o anúncio: a sonda estaria em uma região ainda não explorada do sistema solar, não fora dele (ainda).
“É um consenso da equipe de que a Voyager I ainda não deixou o sistema solar ou alcançou espaço interestelar”, esclarece o cientista Edward Stone, que participa do projeto Voyager. Em dezembro de 2012, eles anunciaram que a sonda entrou em uma região chamada “autoestrada magnética“, em que ocorre uma mudança drástica na presença de certas partículas energéticas. “Uma mudança na direção do campo magnético é o último indicador importante de que atingimos espaço interestelar, e essa mudança ainda não foi observada”.

Dadas as dimensões (literalmente) astronômicas envolvidas nessa viagem, descobrir quando de fato a Voyager I atravessará a “fronteira” do sistema solar não é tarefa simples – esperamos que não demore muito, porque em 2030 a sonda vai estar sem energia.
Fonte: Gizmodo, NASA, Time

O que é um pilar de sol?





Este fenômeno óptico ocorre quando o ar está extremamente gelado durante o nascer ou pôr do sol e cristais minúsculos de seis lados são formados em nuvens de grandes altitudes. Os cristais caem para as camas atmosféricas inferiores e a resistência do ar os alinha com o chão de tal maneira que a luz do sol reflete neles criando o efeito.

Belíssimos pilares de luz também podem ser vistos surgindo da lua e não é incomum gerarem relatos de OVNIs. Um lugar onde isto ocorre com frequência no inverno é nas Cataratas do Niágara já que os cristais interagem com as muitas luzes da cidade criando pilares proeminentes.

A fada da Nebulosa da Águia




Quem nunca brincou de dizer com o que nuvens de diferentes formatos se parecem? Pelo visto, os astrônomos também fazem isso, mas com esculturas de poeira no espaço. A imagem acima mostra uma parte da Nebulosa da Águia, e não é preciso de imaginação muito fértil para perceber que a estrutura lembra uma fada.

As esculturas de poeira da Nebulosa da Águia estão evaporando. Poderosas radiações provenientes das estrelas estão varrendo essas montanhas cósmicas e os pilares que restam podem ser imaginados como figuras místicas.

A imagem acima mostra um dos vários impressionantes pilares de poeira da Nebulosa da Águia. Essa fada espacial tem dez anos-luz de altura e emite uma radiação muito mais quente do que fogo comum.

A grandiosa Nebulosa da Águia, a M16, é na verdade uma gigantesca concha de gás em evaporação e poeira localizada dentro de uma cavidade em crescimento preenchida com um espetacular berçário estelar, atualmente formado por um aglomerado aberto de estrelas.

A imagem acima teve cores alteradas com fins científicos e foi lançada em 2005, como parte da celebração do 15º aniversário do lançamento do Telescópio Espacial Hubble.

A nebulosa Tulipa na constelação do Cisne





Essa imagem da NASA mostra a constelação de Cygnus, o Cisne, uma região do universo rica em nebulosas.

Por exemplo, lá fica a bonita nebulosa Tulipa, a cerca de 8.000 anos-luz de nós, uma nuvem brilhante de gás e poeira interestelar também conhecida como Sh2-101, pois foi catalogada pela primeira vez pelo astrônomo Stewart Sharpless em 1959.

A imagem da Tulipa é um composto que mapeia as emissões de átomos de enxofre ionizado, hidrogênio e oxigênio nas cores vermelha, verde e azul. A radiação ultravioleta da estrela jovem e enérgica HDE 227018 (perto do arco azul no centro da imagem) é o que ioniza os átomos da nebulosa Tulipa.

Essa não a única nebulosa no espaço com formato de flor. A mais famosa, inclusive, é a nebulosa Roseta, cujas “pétalas” são verdadeiros berçários estelares. Ela fica em Monoceros, a aproximadamente 5.000 anos-luz de distância de nós. 

Um novo tipo de nuvens?




A Cloud Appreciation Society (isso mesmo, uma sociedade de pessoas que vive nas nuvens) diz que precisamos reconhecer um novo tipo de nuvens, explica Gavin Pretor-Pinney, o fundador da Sociedade. Diga ‘olá’ a asperatus!

As nuvens passaram a ser classificadas depois que Luke Howard, um meteorologista amador, propôs que fossem utilizados termos em latim para dar nomes a elas, da mesma maneira que aos animais e plantas. Ele utilizou ‘cumulus’ e ‘cirrus’ para nuvens em camadas e finas.

Hoje as nuvens são descritas em 10 diferentes grupos, determinados pela sua aparência e altitude. A maior parte destes grupos está subdividida em uma quantidade de possíveis espécies.

“Asperatus” se origina do verbo “áspero” do latim que também pode significar “agitado”. Foi utilizado pelo poeta romano Virgílio para descrever a superfície do mar. Agora sim, o nome parece fazer mais sentido!

Estrelas revelam “bolas espaciais” de carbono




Os cientistas detectaram as maiores moléculas já vistas no espaço, em uma nuvem de poeira cósmica em torno de uma estrela distante. As moléculas de carbono em forma de bola de futebol só foram descobertas na Terra 25 anos atrás, quando foram produzidas em um laboratório. E agora, verifica-se que as condições que foram deliberadamente criadas em laboratório podem ocorrer no espaço também: os cientistas apenas tiveram que procurar no lugar certo.

Estas moléculas são do “terceiro tipo de carbono”, sendo que os dois primeiros tipos são grafite e diamante. Elas são compostas por 60 átomos de carbono dispostos em uma esfera. Os átomos estão ligados entre si em padrões alternados de hexágonos e pentágonos que, na escala molecular, se parecem exatamente com uma bola de futebol.
A equipe de cientistas não estava procurando especificamente essas moléculas, mas acabaram localizando a sua inconfundível “assinatura infravermelho”. Segundo a equipe, elas vibram e oscilam de muitas maneiras diferentes, e ao fazer isso interagem com a luz infravermelha em comprimentos de onda muito específicos.
Quando o telescópio detectou as emissões nesses comprimentos de onda, os cientistas já sabiam que estavam olhando para o sinal das maiores moléculas já encontradas no espaço. O sinal veio de uma estrela na constelação do hemisfério sul de Ara, a 6.500 anos-luz de distância.

Essas moléculas são muito estáveis e duradouras. Portanto, uma vez que elas se formam no espaço, seria muito difícil destruí-las. Mas, segundo os cientistas, esta é uma evidência clara de uma classe inteiramente nova de molécula existente lá.
Os pesquisadores agora querem descobrir qual a fração de carbono do universo que estas esferas poderiam conter. Eles também querem usar as propriedades conhecidas da molécula para obter uma melhor compreensão dos processos físicos e químicos no espaço. A descoberta pode até mesmo lançar luz sobre outras assinaturas químicas inexplicáveis que já foram detectadas na poeira cósmica.

As estrelas de Andrômeda





Andrômeda, essa bela galáxia também conhecida como M31, é uma galáxia espiral próxima a Via Láctea, com apenas 2,5 milhões de anos-luz de distância de nós.

Para produzir essa imagem foram usados dados de dois observatórios espaciais diferentes, que usaram ondas além do espectro visível para nós. Na foto, você pode ver as estrelas atuais e as que, provavelmente, ainda irão surgir em Andrômeda.

Estrelas futuras? Nós explicamos. A poeira vermelha que você vê, fotografada pelo observatório Herschel, juntamente com o gás interestelar que cerca Andrômeda consiste no material necessário para a formação de novas estrelas.

Já os dados coletados pelo observatório XMM-Newton mostram os sistemas de estrelas binários de Andrômeda, que contém estrelas de nêutron e buracos negros, representando o estágio final na “evolução estelar”.

Andrômeda tem, aproximadamente, o dobro do comprimento da Via Láctea, com 200 mil anos-luz de uma ponta a outra. 

Rover Curiosity vê tendênca em presença de água



O rover Curiosity observou evidências de minerais contendo água em rochas perto de onde já tinha encontrado minerais argilosos dentro de uma rocha perfurada. Na semana passada, a equipa científica do rover anunciou que a análise da amostra recolhida de uma perfuração rochosa em Marte indicava condições ambientais passadas favoráveis para a vida microbiana. Os resultados apresentados ontem (18 de Março) numa conferência de imprensa sugerem que estas condições se estendem para lá do local de perfuração.Usando a capacidade do rover para obter imagens infravermelhas e um instrumento que dispara neutrões para o chão em busca de hidrogénio, os investigadores encontraram mais hidratação nos minerais perto da rocha argilosa do que em locais que o Curiosity já tinha visitado. O instrumento Mastcam (a câmara no mastro do rover) também pode servir como uma ferramenta de detecção mineral e de hidratação, informa Jim Bell da Universidade Estatal do Arizona em Tempe, EUA. "Algumas rochas portadoras de ferro e minerais podem ser detectadas e mapeadas usando os filtros próximo do infravermelho do Mastcam."
 
Os coeficientes de brilho em diferentes comprimentos de onda próximo do infravermelho podem indicar a presença de alguns minerais hidratados. A técnica foi utilizada para verificar rochas na área de "Yellowknife Bay" onde o Curiosity perfurou no mês passado, recolhendo a primeira amostra do interior de uma rocha em Marte. Algumas rochas em Yellowknife Bay são atravessadas por veias brilhantes. "Com o Mastcam, vemos sinais elevados de hidratação nas veias estreitas que cortam muitas das rochas nesta área," afirma Melissa Rica do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena. "Estas veias brilhantes contêm minerais hidratados, que são diferentes dos minerais de argila na matriz de rocha circundante."
 
O instrumento russo DAN (Dynamic Albedo of Neutrons) a bordo do Curiosity detecta hidrogénio por baixo do rover. Na muito seca área de estudo do rover em Marte, o hidrogénio detectado é constituído principalmente por moléculas de água ligadas aos minerais. "Nós definitivamente vemos uma variação de sinal ao longo do travessão do percurso entre o local de aterragem e Yellowknife Bay," afirma Maxim Litvak, vice-investigador principal do DAN, do Instituto de Pesquisas Espaciais em Moscovo. "Foi detectada mais água em Yellowknife Bay do que em locais anteriores do percurso. Mesmo dentro de Yellowknife Bay, vemos uma variação significativa."
 
As constatações apresentadas ontem do instrumento canadiano APXS (Alpha Particle X-ray Spectrometer), no braço robótico do Curiosity, indicam que os processos ambientais molhados, que produziram as argilas em Yellowknife Bay, fizeram-no sem muitas mudanças na mistura global de elementos químicos presentes. A composição do afloramento perfurado coincide com a composição do basalto. Por exemplo, tem proporções basálticas de silício, alumínio, magnésio e ferro. O basalto é o tipo de rocha mais comum em Marte. É ígneo, mas também se pensa que seja o material de origem para as rochas sedimentares que o Curiosity já examinou.
 
"A composição elementar das rochas em Yellowknife Bay não foi muito alterada pela modificação de minerais," afirma Mariek Shmidt, membro da equipa científica do Curiosity na Universidade Brock, em Saint Catharines, Ontário, Canadá. Um revestimento de poeira nas rochas não tinha feito a composição detectada pelo APXS coincidir com o basalto até que o Curiosity raspou a camada de pó. Após isso, o APXS viu menos enxofre. "Ao remover a poeira, tivemos uma melhor leitura que empurra a classificação para a composição basáltica," afirma Schmidt. As rochas sedimentares em Yellowknife Bay foram provavelmente formadas quando as rochas basálticas originais foram fragmentadas, transportadas e re-depositadas como partículas sedimentares, e mineralogicamente alteradas por exposição à água.

As incríveis nebulosas Alma e Coração





Será que o coração e a alma de nossa galáxia estão em Cassiopéia? Provavelmente não, mas é lá que estão as duas nebulosas batizadas com esses nomes.
Se você usar a imaginação, poderá ver que a nebulosa coração, a da esquerda, tem a forma de um coração (virado de ponta cabeça, mas ainda assim).
As fotos foram tiradas com luz infra-vermelha e é isso que nos permite ver essas emissões, formadas por estrelas recém-nascidas.
Para alcançarmos o Coração e a Alma, precisaríamos percorrer seis mil anos luz – e, entre elas, há uma distância de 300 anos luz. Fonte: Nasa

Sondas exploram remanescente de supernova





Enquanto realiza sua extensiva pesquisa por fontes de raios X nas regiões centrais da galáxia, o satélite Swift da NASA descobriu a até então desconhecida remanescente de uma estrela destruída. Designada G306.3-0.9 depois que as suas coordenadas na posição do céu foram definidas, o novo objeto aparece entre uma das remanescentes supernovas mais jovens conhecidas na Via Láctea. Os astrônomos anteriormente catalogaram mais de 300 remanescentes de supernovas na galáxia. As novas análises indicam que a G306.3-0.9 tem provavelmente menos de 2.500 anos de idade, fazendo dela uma das 20 remanescentes mais jovens já identificadas. A imagem composta acima da remanescente de supernova G306.3-0.9 funde observações feitas com o Chandra em raios X (azul), com dados adquiridos pelo telescópio espacial Spitzer em infravermelho (vermelho e ciano) e observações feitas com o Australia Telescope Compact Array em rádio (roxo). A imagem tem 20 arcos de minuto de diâmetro, que corresponde a 150 anos-luz na distância estimada para a remanescente.

Os astrônomos estimam que uma explosão de supernova ocorra uma ou duas vezes por século na Via Láctea. A onda de expansão da explosão e os detritos estelares quentes vagarosamente se dissipam por centenas de milhares de anos, eventualmente se misturando com o gás do meio interestelar se tornando indistinguíveis. A jovem remanescente de supernova fornece a melhor oportunidade para entender a natureza da estrela original e os detalhes de sua destruição. As remanescentes de supernovas emitem energia através do espectro eletromagnético, desde as ondas de rádio até os raios gama, e pistas importantes podem ser encontradas em cada banda de energia. As observações de raios X revelam o movimento dos detritos em expansão, seu conteúdo químico, e a sua interação com o ambiente interestelar, mas a remanescente de supernova se apaga na região dos raios X depois de aproximadamente 10.000 anos. Na verdade, somente metade das remanescentes de supernovas conhecidas na Via Láctea foi detectada em raios X.

O Swift Galactic Plane Survey é um projeto para imagear uma faixa de dois graus de largura ao longo do plano central da Via Láctea nas energias de raios X e ultravioleta, ao mesmo tempo. O imageamento começou em 2011 e espera-se que seja completado na metade deste ano. A pesquisa realizada pelo Swift aproveita o imageamento previamente compilado pelo telescópio espacial Spitzer da NASA e estende essa pesquisa para energias maiores. As pesquisas de raios X e infravermelho se complementam, pois a luz nessas energias penetra as nuvens de poeira do plano galáctico, enquanto que a pesquisa em ultravioleta da região é a primeira já realizada. Em 22 de fevereiro de 2011, o Swift imageou um campo de pesquisa perto da borda sul da constelação de Centaurus. Embora nada incomum tivesse aparecido na exposição ultravioleta, as imagens em raios X revelaram uma fonte estendida, semi-circular parecida com uma remanescente de supernova.

Uma análise nos dados de arquivo revelaram detalhes nas imagens infravermelhas do Spitzer e nos dados de rádio do Molonglo Observatory Synthesis Telescope na Austrália. A investigação posterior do objeto feita pela equipe usou 83 minutos de exposição do observatório de raios X Chandra e observações adicionais de rádio feitas com o Australia Telescope Compact Array. Considerando uma distância estimada de 26.000 anos-luz para a G306.3-0.9, calcula-se que a onda de choque da explosão está correndo pelo espaço a uma velocidade de 2,4 milhões de quilômetros por hora. As observações feitas com o Chandra revelam a presença de ferro, neônio, sílica e enxofre em temperaturas superiores a 28 milhões de graus Celsius, uma lembrança não somente da energia envolvida, mas da função das supernovas em semear a galáxia com elementos pesados produzidos no coração das estrelas massivas. Um artigo descrevendo os achados da equipe estará numa próxima edição do The Astrophysical Journal.